Presidente da Vodafone garante que “o 5G já é possível”

A Vodafone poderá arrancar a atividade comercial no campo do 5G já em 2020, admitiu o presidente executivo da operadora. Mário Vaz disse que, do ponto de vista técnico, até "já é possível".

A Vodafone Portugal continua a preparar o caminho para a implementação do 5G, a quinta geração de rede móvel, no sentido de permitir cada vez mais dispositivos conectados à internet e de abarcar uma tendência que deverá acelerar cada vez mais nos próximos anos. A empresa está a trabalhar em parceria com a Ericsson Portugal no sentido de implementar a tecnologia quando “a necessidade do mercado assim o justificar”, algo que poderá acontecer já em 2020.

Numa conferência de imprensa em Lisboa, o presidente executivo da operadora, Mário Vaz, afirmou que “o 5G já é possível” do “ponto de vista técnico” e explicou que as empresas de telecomunicações devem estar preparadas para iniciar a atividade comercial quando as condições estiverem reunidas, nomeadamente quando as frequências estiverem livres e quando a infraestrutura atual já não permitir suportar todos os aparelhos que os portugueses querem ligar à rede.

E quando será isso? Para o líder da Vodafone, deverá acontecer a partir de 2020, tendo em conta que, “para o próximo ano, começaremos a ter já os primeiros equipamentos” preparados para esta tecnologia. “Em 2020 poderemos iniciar a atividade comercial”, admitiu o gestor da terceira maior operadora portuguesa em termos de quota de mercado. Isso deverá colocar Portugal mais uma vez na liderança europeia em termos de evolução tecnológica, indicou Mário Vaz.

A Vodafone Portugal apresentou esta quarta-feira o 5G Hub, um “laboratório de inovação para impulsionar a rede móvel do futuro”, refere a empresa em comunicado.

“Com este laboratório, a Vodafone compromete-se a criar as condições necessárias para se testarem e concretizarem casos práticos, disponibilizando para isso rádios 5G standard assim que estes estejam disponíveis, bem como o acesso a uma rede core e plataformas de serviços”, acrescenta a companhia. E sublinha que, “a par disso, serão instaladas antenas 5G nos polos universitários que integrem este Hub, para que os alunos possam ter acesso a esta tecnologia”.

A parceria entre a Vodafone e a Ericsson, que já se está a materializar noutros países, como o Reino Unido, chega assim a Portugal. A Ericsson tem sido uma das multinacionais a trabalhar no desenvolvimento desta nova tecnologia de comunicação, levando a cabo testes com diversas operadoras em vários mercados. Por exemplo, em fevereiro, a empresa assinou um memorando de entendimento com o polo tecnológico Altice Labs, do grupo que detém a Meo, para desenvolvimento e aceleração do 5G.

“Assinámos mais de 40 memorandos com clientes para testes”, avançou Luís Miguel Silva, presidente da Ericsson Portugal. “O 5G melhorará a experiência digital, diminuirá o custo por gigabit e aumentará as fontes de receita”, referiu o gestor. De recordar que a Comissão Europeia já mostrou intenções de iniciar a implementação comercial do 5G em 2020, no sentido de abrir novas possibilidades no projeto do Mercado Único Digital.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Presidente da Vodafone garante que “o 5G já é possível”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião