Banco de Fomento já tem equipa completa. Conheça os sete nomes que vão gerir os milhões para puxar pela economia

Presidente executivo, Henrique Cruz, terá na equipa Frederico Serras Gago e Eduarda Vicente. Já o chairman Nuno Sousa Pereira terá como vogais Ana Beatriz Freitas, Filipe Cartaxo e Jorge Farinha.

A equipa que vai liderar a Instituição Financeira de Desenvolvimento já está fechada e já tem luz verde da Cresap, apurou o ECO junto de várias fontes. O último passo é o Banco de Portugal, que também deverá pronunciar-se sobre os nomes escolhidos pelo Ministério da Economia.

Nuno Sousa Pereira, o novo chairman do Banco de Fomento, vai ter como vogais Ana Beatriz Freitas, Filipe Cartaxo e Jorge Farinha. O professor da Porto Business School — que substitui Alberto Castro e não tem funções executivas — vai trabalhar com Ana Beatriz Freitas, a presidente da Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua que passou a integrar o board da Instituição em julho de 2017, na sequência da demissão do então presidente executivo José Fernando de Figueiredo, e que se manteve em funções desde então, mas também com Filipe Cartaxo, diretor do Banco Europeu de Investimento desde 29 de janeiro deste ano. O responsável, que veio do BPI, vai ajudar a fazer a ponte com a instituição liderada por Werner Hoyer com a qual a IFD tem agora um empréstimo em curso, que viabilizou uma linha de 200 milhões de euros para financiar investimento e fundo de maneio de PME e midcaps.

A equipa não executiva fica completa com a escolha de Jorge Farinha que, tal como Nuno Sousa Pereira, é professor na Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Tem um MBA pelo INSEAD, Fontainebleau (1990) e um doutoramento (PhD) em Finanças pela Universidade de Lancaster, Reino Unido (1999). Foi analista financeiro na Companhia de Investimentos e Serviços Financeiros, diretor-adjunto no Departamento de Fusões e Aquisições do BPI e consultor de empresas. Além disso é membro não executivo do conselho de administração da Martifer desde 2008, pode ler-se no seu currículo na Porto Business School.

Já a nível executivo, a IFD conta com Henrique Cruz, o vogal que conduziu os destinos da instituição desde a saída de José Fernando de Figueiredo, que assume as funções de presidente executivo e vai contar na sua equipa com Frederico Serras Gago e Eduarda Vicente, sabe o ECO.

Eduarda Vicente é a número dois de Cristina Casalinho no IGCP, a agência que gere a dívida pública. De administradora executiva do IGCP, onde está há quase quatro anos, vai passar para o Banco de Fomento, um banco grossista que usa a banca comercial para ajudar a suprir as falhas de mercado. A experiência de 15 anos de Eduarda Vicente na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial, em Cabo Verde (dois anos) podem ajudar nesta relação com a banca de retalho.

Frederico Serras Gago, era o número dois de Celso Guedes de Carvalho na Portugal Ventures, um cargo que ocupou durante quase dois anos. Serras Gago foi adjunto do gabinete do secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, mas no seu currículo tem passagens pelo Royal Bank of Scotland em Londres ou pelo BNP Paribas, em Paris e São Paulo. Toda a sua formação académica foi feita fora de Portugal.

De sublinhar que será de entre os três vogais da equipa não executiva — Ana Beatriz Freitas, Filipe Cartaxo e Jorge Farinha — que vai sair o responsável da comissão de auditoria, função que é presentemente desempenhada por Estela Barbot. O ECO sabe que a empresária só deverá manter-se em funções até à tomada de posse de toda a nova equipa da IFD.

O Banco de Portugal ainda está a apreciar os nomes, sabe o ECO, sendo que as regras ditam que tem 30 dias para fazê-lo, a partir do momento em que o processo é instruído, no entanto, se faltar documentação, o prazo não conta.

O ECO contactou oficialmente a IFD, o Banco de Portugal e a Cresap, mas nenhum dos organismos quis fazer qualquer comentário.

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