Costa estima aumento de 40% do investimento público este ano

  • Lusa
  • 26 Setembro 2018

O primeiro-ministro afirmou que o investimento público caminha para um aumento de 40% no final do ano. No ano passado, terá subido 25%, de acordo com António Costa.

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que Portugal caminha para registar um aumento do investimento público na ordem dos 40% em 2018, indicador que considerou ser resultado de uma política de consolidação orçamental “saudável” iniciada em 2016.

António Costa avançou com este indicador sobre o investimento público na cerimónia de lançamento do concurso aberto pelo Metropolitano de Lisboa para a renovação do sistema de sinalização e para a aquisição de 14 novas unidades triplas de material circulante — investimento avaliado em 127 milhões de euros.

Depois de defender a tese de que o metro de Lisboa e a Carris “estão agora melhor”, o primeiro-ministro atribuiu essa mudança a uma inversão da política macroeconómica seguida pelo seu executivo. António Costa sustentou que foi seguida uma consolidação orçamental “saudável e sustentada”, tendo por base fatores como a confiança, o crescimento económico e o aumento da criação de emprego, o que permitiu a Portugal “poupar 1400 milhões de euros no serviço da dívida que tinha para pagar”.

“A saída do Procedimento por Défice Excessivo [na União Europeia], a reclassificação da dívida portuguesa pelas agências de notação e a redução dos juros pagos pela dívida pública criaram uma margem que permite a Portugal aumentar o investimento público. No ano passado, o investimento público aumentou 25% e este ano caminhamos para que possa aumentar 40%”, referiu o líder do executivo, num discurso que se seguiu aos do ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e do presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Vítor Domingos dos Santos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Costa estima aumento de 40% do investimento público este ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião