Vendas de telemóveis da Huawei cresceram antes do bloqueio nos EUA

  • Lusa
  • 29 Maio 2019

A quota de mercado mundial da Huawei em vendas de telemóveis cresceu no primeiro trimestre, antes das medidas impostas pelo Presidente Trump.

As vendas de telemóveis em todo o mundo atingiram 373 milhões de unidades no primeiro trimestre, menos 2,7% em termos homólogos, lideradas pela coreana Samsung, seguida da chinesa Huawei, cujas vendas aumentaram 44,5%.

Segundo dados da Gartner, citados pela Efe, dos mais de 4,14 milhões de telemóveis vendidos diariamente em todo o mundo, nos primeiros três meses do ano 71,62 milhões eram Samsung, líder mundial que, contudo, viu a chinesa Huawei aproximar-se com um aumento das vendas de 44,5% para um total de 58,3 milhões de unidades.

Face ao primeiro trimestre de 2018, a coreana Samsung vendeu menos sete milhões telemóveis e perdeu mais de um ponto de quota de mercado, para 19,2%, enquanto a chinesa Huawei vendeu mais 18 milhões de unidades e ganhou mais de cinco pontos de quota de mercado, para 15,7%, cortando significativamente a distância que tinha face à maior rival, referem os dados da Gartner.

Depois da Samsung e da Huawei, as empresas que mais venderam no primeiro trimestre foram por ordem decrescente a norte-americana Apple, com 44,56 milhões de unidades, a Oppo, com 29,61 milhões, e a Vivo, com 27,36 milhões, que assim destronou a Xiaomi.

Enquanto o avanço da Huawei foi o maior dos grandes fabricantes, a norte-americana Apple também perdeu quota de mercado a nível mundial, de 14,1% para 11,9%, depois de as vendas terem recuado 17,6%, e as asiáticas Oppo e Vivo ganharam, ao obterem quotas de mercado de 7,9% e 7,3% respetivamente.

Estes resultados são anteriores ao veto do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra a chinesa Huawei anunciado em meados de maio e que pode vir a interromper o acelerado crescimento da empresa chinesa e inclusivamente frustrar as aspirações desta de liderar o mercado em 2020.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vendas de telemóveis da Huawei cresceram antes do bloqueio nos EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião