Operações de M&A em Portugal totalizam até novembro 8,4 mil milhões de euros. Morais Leitão lidera assessoria.

Portugal totaliza até ao momento 8,4 mil milhões de euros em operações de fusões e aquisições. Morais leitão lidera ranking de assessores jurídicos com 1.432 milhões de euros.

Portugal registou 346 negócios de fusões e aquisições (M&A), entre janeiro e novembro de 2019. Um aumento de 8,5% comparativamente ao período homólogo em 2018, segundo avançou o Jornal Económico [acesso gratuito]. Apenas em cerca de 37% das operações (130) os valores foram revelados, entre janeiro e novembro deste ano, representando 8,4 mil milhões de euros, segundos dados do Transactional Track Record (TTR).

Os setores em destaque entre as operações de M&A em Portugal são o imobiliário, tecnológico e financeiro. Ainda assim, os negócios imobiliários decresceram cerca de 2%. Por outro lado, o setor tecnológico apresentou um crescimento de 27% e o financeiro de 15%.

Entre os principais negócios ibéricos destaca-se a compra por parte do Santander da fintech especializada em câmbio Ebury. O banco pagou 350 milhões de libras esterlinas (cerca de 400 milhões de euros) para controlar 50,1% da empresa britânica. Outro dos negócios em destaque foi a venda da Partex à PTTEP, uma empresa tailandesa, cotada em Bolsa, pela Fundação Calouste Gulbenkian.

“Os investimentos realizados por fundos de private equity somaram 33 negócios até novembro, o que representa redução de 15,38% se comparado ao mesmo período de 2018. Em relação aos valores investidos apenas oito destes negócios tiveram valores divulgados que somaram 1,59 mil milhões de euros”, nota a TTR.

No mundo jurídico, a sociedade de advogados Morais Leitão destaque-se no ranking de assessores jurídicos, contabilizando até ao momento 1.432 milhões de euros. Em segundo lugar, no ranking divulgado pelo TTR, encontra-se a RRP Advogados, que entre janeiro e novembro deste ano totalizou o valor estimando de 1.052 milhões de euros.

Ainda no top 3, posiciona-se a ibérica Uría Menéndez – Proença de Carvalho. A sociedade liderada por Bernardo Ayala e António Villacampa somou até ao momento, em assessorias jurídicas, 658 milhões de euros.

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