TAP obrigada a cancelar ainda mais voos para além dos 3.500 anunciados

Com o anúncio da suspensão total dos voos de e para Itália, a TAP vai ser obrigada a cancelar ainda mais voos para além dos 3.500 que tinha anunciado na segunda-feira.

A TAP vai ser obrigada a cancelar ainda mais voos para além dos 3.500 anunciados na segunda-feira, depois de o Executivo ter alargado a suspensão das ligações aéreas de e para a totalidade do território italiano, confirmou o ECO junto e fonte oficial da transportadora. Para já a empresa liderada por Antonoaldo Neves não quer avançar o número total de cancelamentos que esta medida vai implicar, mas “ainda terá algum impacto”.

No número total de voos cancelados pela TAP até agora já estavam muitas ligações para Itália, tendo em conta a quebra na procura. Sem cancelar rotas, a opção da transportadora tinha sido diminuir as frequências. Ou seja, se o normal seriam seis voos diários para Roma, só estavam a ser efetuados quatro ou três. Agora, com o anúncio do Governo português, que decorre da decisão de Giuseppe Conte de alargar a quarentena a todo o país para tentar conter o alastrar da epidemia de coronavírus, que em apenas 24 horas matou mais 168 pessoas, todos os voos que estavam a ser realizados deixarão de ser feitos até 24 de março.

Sublinhando que a medida será “temporária”, fonte oficial da transportadora lembra que muitos dos cancelamentos já anunciados eram dirigidos para o o mercado italiano, o segundo país a nível mundial que mais casos de coronavírus tem confirmados (9.172 casos).

A Ryanair já tinha anunciado, esta terça-feira, a suspensão de todos os voos de e para Itália até 11 de março, antes mesmo do anúncio do Executivo. Os passageiros poderão optar por um reembolso total ou um crédito de viagem que poderá ser utilizado nos próximos 12 meses em voos da companhia, anunciou a transportadora.

O aviação e o turismo são dois dos setores mais afetados pelo coronavírus e que já levaram os Estados membros da UE a discutir em Conselho Europeu, as medidas para mitigar os efeitos da epidemia. Em cima da mesa estava a possibilidade de flexibilizar as regras das ajudas de Estado, nomeadamente permitindo um apoio estatal às companhias aéreas. “A Comissão Europeia está pronta para trabalhar com os Estados-membros para garantir que possam ser adotadas, de forma atempada, todas as medidas possíveis, em linha com as regras comunitárias”, disse, ao ECO, a porta-voz da comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager.

(Notícia atualizada com mais informação)

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