Azul, de Neeleman, perde 962 milhões com a crise de Covid-19

  • Lusa
  • 14 Maio 2020

Dívida da Azul, em 31 de março, estava em 20 mil milhões de reais (cerca de 3,1 mil milhões de euros), valor 33% maior do que o registado no mesmo período de 2019..

A companhia aérea brasileira Azul, terceira maior do país, teve um prejuízo de 6,1 mil milhões de reais (962 milhões de euros) no primeiro trimestre do ano, devido à crise do novo coronavírus.

“Com a implementação das medidas de restrição de viagens e distanciamento social a partir da segunda quinzena de março (pelo Covid-19), a economia brasileira ficou paralisada, levando a uma queda repentina na demanda de passageiros”, afirmou a companhia aérea.

O resultado negativo da Azul, segundo a empresa, também se deve ao facto de que no final do primeiro trimestre do ano a moeda brasileira ter desvalorizado 33% face ao dólar.

A companhia aérea brasileira também informou que registou um prejuízo líquido de 975,3 milhões de reais (154 milhões de euros) após o ajuste do valor da sua participação na empresa aérea portuguesa TAP, de 618,5 milhões de reais (97,6 milhões de euros), e as perdas com operações de hedge (operação financeira contra o risco de grandes variações de preços) de combustíveis.

O lucro operacional bruto da Azul entre janeiro e março foi de 654,2 milhões de reais (103 milhões de euros), 9,7% a menos do que no primeiro trimestre do ano passado.

Já a dívida da Azul, em 31 de março, estava em 20 mil milhões de reais (cerca de 3,1 mil milhões de euros), valor 33% maior do que o registado no mesmo período de 2019.

A companhia aérea anunciou na quarta-feira que chegou a um acordo para adiar a entrega de 59 aeronaves que havia comprado à Embraer como parte de seus esforços para mitigar a grave crise que a expansão da pandemia de covid-19 gerou no setor aéreo.

A Azul possui uma frota de 140 aeronaves e 13.000 funcionários e é a terceira maior do país, atrás da Latam Brasil e da Gol.

Antes da pandemia e em plena expansão, a Azul recebia em média entre 15 e 20 aeronaves Embraer por ano, permitindo atender à procura após o seu acordo com a companhia aérea portuguesa TAP.

Em fevereiro, a TAP fechou um acordo de cooperação comercial – sem afetar a composição da empresa – com a Azul, de propriedade do empresário David Neeleman, que também é um dos principais acionistas privados da companhia aérea portuguesa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 297 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Azul, de Neeleman, perde 962 milhões com a crise de Covid-19

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião