Research abrem as portas do PSI-20 à GreenVolt

Forte valorização, após notas de "research" positivas, tem puxado pela negociação das ações da empresa de energias renováveis, aumentando a probabilidade de entrar no PSI-20 a 20 de setembro.

A GreenVolt entrou em bolsa há um mês e meio. Desde o primeiro momento, a empresa de energias renováveis liderada por Manso Neto fez mira à entrada na principal montra da praça portuguesa, o PSI-20. Esse objetivo está cada vez mais perto de ser alcançado. Quando se aproxima a data de revisão trimestral do índice de referência nacional, os sucessivos “research” sobre os títulos da nova cotada têm feito aumentar o apetite dos investidores, deixando a empresa em boa posição para a promoção à “primeira liga” da Euronext Lisboa.

“Temos a pretensão de, em setembro [que é quando é possível por causa da revisão trimestral do índice], aderir ao PSI-20. Queremos estar no PSI-20 o mais rápido possível”. O desejo foi revelado por Manso Neto a 14 de julho, durante a sessão especial de bolsa que marcou a entrada da empresa no mercado de capitais português, um dia antes da estreia.

Pouco depois da entrada no mercado, aquando da apresentação das contas do primeiro semestre, em que os lucros caíram para um milhão de euros, o CEO da GreenVolt manifestou a confiança de que essa promoção iria acontecer. “Estou convencido que sim”, que a GreenVolt será capaz de integrar rapidamente aquela que é a principal “montra” do mercado de capitais português — passando a entrar no radar dos fundos de investimento, o que tende a puxar pelas ações.

"Temos a pretensão de, em setembro [que é quando é possível por causa da revisão trimestral do índice], aderir ao PSI-20. Queremos estar no PSI-20 o mais rápido possível.”

Manso Neto

CEO da GreenVolt

“Penso que era preciso um desastre para não cumprir” os critérios da Euronext, falhando a promoção ao PSI-20. A GreenVolt cumpre os critérios em termos de percentagem de capital disperso, mas também o relativo à capitalização bolsista efetivamente dispersa superior a 100 milhões de euros. A dúvida, que poderia colocar em causa a entrada no índice de referência, estava no trading velocity.

Sendo uma nova cotada, a GreenVolt vê, pelas regras do PSI-20, serem excluídas do quociente entre o número de ações negociado e o de ações dispersas (conhecido como o trading velocity) as primeiras 20 sessões em bolsa. Ou seja, só a partir de 12 de agosto é que o volume transacionado passou a contar para este rácio, mas isto num período em que muitos investidores estão fora do mercado, de férias de verão — e outras sujeitos a períodos de lock up.

As primeiras sessões consideradas nos cálculos da gestora da bolsa nacional foram de fracos volumes, mas com o aproximar do final de agosto as transações têm vindo a aumentar expressivamente. De poucas dezenas de milhar de títulos, passaram a trocar de mãos várias centenas de milhar de ações da GreenVolt, muito por causa da maior visibilidade que tem obtido com as notas dos vários bancos de investimento que têm atribuído elevado potencial de valorização aos títulos. As ações têm disparado, tendo chegado já aos 5,70 euros — foram vendidas a 4,25 euros no IPO.

Ações da GreenVolt em alta na bolsa de Lisboa

De acordo com cálculos do ECO, a média diária de ações transacionadas nas sessões até 31 de agosto — último dia considerado pela Euronext para a revisão trimestral do índice — está em 184 mil títulos. Extrapolando para 12 meses de negociação, poderão vir a trocar de mãos mais de 46 milhões de ações da GreenVolt por ano, permitindo que a empresa quase duplique o trading velocity mínimo de 25% do capital disperso.

“Estou muito esperançado que entremos em setembro”, disse Manso Neto, na altura da apresentação das contas. E, pelos cálculos, poderá alcançar esse objetivo, mas ainda terá de aguardar alguns dias até que haja a potencial confirmação de entrada no PSI-20, índice que atualmente conta com apenas 18 títulos.

A gestora da bolsa vai anunciar no dia 8 de setembro o resultado da revisão que será feita pelo Comité do PSI-20. Essa revisão entrará, depois, em vigor, no dia 20 de setembro, naquela que será a última revisão trimestral do PSI-20, índice que em breve passará a denominar-se apenas de PSI, sem número mínimo de cotadas e com a exigência de uma capitalização bolsista com base nas ações dispersas de, pelo menos, 100 milhões de euros.

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