Liberais pedem responsabilidades a Costa por gestão das vacinas

  • Lusa
  • 31 Janeiro 2021

A Iniciativa Liberal critica o primeiro-ministro pela "gestão calamitosa" das vacinas e faz críticas às palavras de Francisco Ramos, com referências explícitas aos eleitores do Chega.

A Iniciativa Liberal (IL) exigiu ao primeiro-ministro que assuma “as suas responsabilidades pela gestão calamitosa do plano de vacinação” contra a covid-19 e que está a “minar a confiança” dos portugueses no “combate à pandemia”. Em comunicado, a IL exige a António Costa que “abandone definitivamente a abordagem arrogante e propagandística” e que “assuma as suas responsabilidades pela gestão calamitosa”, sem, no entanto, retirar qualquer conclusão.

Os liberais também consideram “intolerável” que o coordenador do plano de vacinação, Francisco Ramos, “se permita insultar os portugueses que manifestam preocupação com o rumo do processo, colando-lhes intenções e agendas políticas para esconder a sua evidente incompetência”, numa referência à entrevista que deu no sábado à SIC-Notícias.

Nessa entrevista, Francisco Ramos condenou os episódios de vacinação de pessoas que não estavam entre os grupos prioritários desta primeira fase, como aconteceu na delegação do Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no Porto e na Segurança Social de Setúbal, e admitiu que venham a tomar a segunda dose, recusando qualquer lógica de “justiça popular”.

“Não cabe a esta estrutura infligir castigos nessa matéria. Essa pergunta explica um pouco aqueles 11% ou 12% nas eleições presidenciais do passado domingo, um espírito vingativo que não me parece que seja muito bom para uma sociedade solidária como a nossa”, disse, numa referência a André Ventura, o candidato apoiado pelo Chega.

“Inaceitável” é como a IL qualifica “o planeamento de distribuição das vacinas” por não incluir “uma metodologia de gestão das sobras que permita assegurar que não se desperdiçam doses não utilizadas e que não há aproveitamentos oportunistas ligados a lógicas de proximidade profissional, pessoal, familiar ou partidária”.

No comunicado, os liberais criticam e consideram “incompreensível” que pessoas com mais de 80 anos, só tenham “sido incluídos numa das prioridades mais altas depois de o Governo ter sido pressionado pela Comissão Europeia”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 12.482 pessoas dos 720.516 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Vítor Gaspar pede uma vacina e distribuição global

  • ECO
  • 31 Janeiro 2021

O diretor de assuntos orçamentais do FMI considera que quando mais depressa as vacinas estiverem disponíveis em termos globais, mais depressa haverá uma recuperação económica.

“A pandemia não estará sob controlo em lado nenhum enquanto não estiver controlada em todo o lado”. É por isso que Vítor Gaspar, o diretor de assuntos orçamentais do FMI, considera que o melhor investimento que pode ser feito hoje é mesmo no desenvolvimento de vacinas para o combate à Covid-19 e de forma global. “Tornar as vacinas disponíveis de forma global é o melhor investimento”.

Em declarações citadas no próprio site do FMI, num vídeo de apenas 29 segundos, o ex-ministro das Finanças afirma que quanto mais depressa isso vier a acontecer, mais depressa haverá uma recuperação económica e mais depressa as pessoas e as empresas poderão viver pelos seus próprios meios e sem a ajuda dos governos.

Entre o arranque da vacinação e o agravamento da pandemia em vários países, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em alta a previsão de crescimento mundial para 5,5% em 2021, principalmente por ter melhorado a previsão para os EUA e para as economias emergentes. Já a da Zona Euro foi revista em baixa para 4,2% por causa dos “renovados confinamentos” no início deste ano. Para Portugal não há previsões atualizadas, sendo que a última (de outubro) apontava para um crescimento de 6,5%.

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Covid-19: Quase 1 milhão de seguros auto com prémio reduzido

  • ECO Seguros
  • 31 Janeiro 2021

A redução de sinistralidade em ramos Não Vida provocada pela pandemia foi de apenas 3,8% comparando 2020 com ano anterior, mas 5,2 milhões de contratos foram revistos beneficiando consumidores.

Mais de 5 milhões de contratos de seguro foram alterados com benefícios para os consumidores, revelou o relatório da aplicação das medidas anti-covid com impacto nos consumidores, divulgado pela Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

As medidas estabelecidas no Decreto-Lei n.º 20-F/2020, de 12 de maio e prorrogadas, em setembro último, até 31 de março deste ano, previam dar resposta à crise instalada na sequência do confinamento geral e de outras medidas restritivas com impacto na economia. Do ponto de vista do consumidor foi previsto o pagamento do prémio em data posterior à do início da cobertura dos riscos, o afastamento da resolução automática ou da não prorrogação em caso de falta de pagamento, o fracionamento do prémio, a prorrogação da validade do contrato de seguro, suspensão temporária do pagamento do prémio e a Redução temporária do montante do prémio em função da redução temporária do risco.

Segundo a ASF:

  • Cerca de 4,6 milhões de contratos foram objeto de acordo entre as partes com vista à aplicação de um regime mais favorável ao tomador do seguro no que diz respeito ao pagamento dos prémios, a maior parte dos quais no âmbito dos seguros Automóvel (2 milhões);
  • Em aproximadamente 5,1 milhões de apólices, a maioria dos seguros Automóvel ( 3,2 Milhões) e de Incêndio e Outros Danos (1,5 milhões), a validade das coberturas obrigatórias foi prolongada em 60 dias;
  • Os prémios foram reduzidos em cerca de 1 milhão de contratos que cobrem atividades que se encontravam suspensas ou que sofreram uma redução substancial, ou cujos estabelecimentos estavam encerrados devido às medidas excecionais e temporárias adotadas em resposta à pandemia da doença COVID-19. Desta redução de prémios beneficiaram 994 mil contratos do ramo automóvel.

A ASF estava a acompanhar a situação desde 13 de maio tendo concluído que das medidas excecionais, metade foi tomada ainda no primeiro semestre de 2020, tendo depois existido um impacto gradualmente menor, com uma pequena exceção, em dezembro. Assim, metade do total de alterações nos contratos de seguros dizem respeito ao primeiro semestre, 10,9% ao mês de julho, 8,6% a agosto, 7,8% a setembro de 2020, 6,6% a outubro, 6,5% a novembro e 8,7% a dezembro.

Em relação à taxa sinistralidade nos ramos Não Vida – que indica o valor percentual dos custos com sinistros sobre as receitas dos prémios recebidos – o relatório da ASF aponta para uma redução de apenas 3,8% no total do ano 2020 relativamente a 2019. O relatório nota que em janeiro, fevereiro, junho, setembro e novembro foi registada maior sinistralidade no ano passado face a 2019.

Nos ramos mais volumosos, a redução de sinistralidade no ramo automóvel foi 74,6% para 64,9%, em acidentes de trabalho de 89% para 78,9% e em saúde de 72% para 65,4%. Em sinal contrário a sinistralidade em seguros de incêndio e outros riscos, que inclui os designados multirriscos, subiu de 41,7% para 51,6%.

A exploração do negócio segurador das companhias não se resume, do lado dos encargos, aos custos com sinistros, também inclui as despesas inerentes à manutenção dos negócios. Pode indicar-se, por outras fontes que não o relatório das medidas Covid-19, que os prémios nos ramos Não vida aumentaram 3% para 5,3 mil milhões de euros em 2020 enquanto os custos com sinistros reduziram-se em 3,8% para 3, 2 mil milhões de euros.

Assim, sem contabilizar as despesas de exploração, as seguradoras tiveram um aumento de receitas de 154 milhões no ano de 2020 e uma redução e custos com sinistros de 104 milhões, de que resulta um aumento da margem de subscrição em 258 milhões de euros.

Liberty, Generali, Zurich e Ageas mantêm benefícios

Quatro das principais seguradoras dos ramos Não Vida irão manter os benefícios aos clientes, lançados ao longo do ano passado, nomeadamente no ramo automóvel. A Generali afirma que “continuará a garantir o cumprimento do regime excecional e temporário relativo ao pagamento do seguro e aos efeitos da diminuição temporária do risco nos contratos de seguro automóvel”.

A Liberty através de José Luis García, Product Leader Europa, diz que não existem planos para rever um esquema de fundo de auxílio, mas continuamos a explorar as formas significativas de apoiar os nossos clientes e mediadores”, acrescentando estão conscientes que “cada um dos nossos clientes tem os seus próprios desafios a enfrentar nos próximos meses, pelo que estamos a adotar uma abordagem caso a caso para apoiar aqueles que foram afetados pela pandemia, com a implementação de uma série de medidas para garantir que, durante este tempo, só estão cobertos pelo que é verdadeiramente necessário”. Conclui garantindo “avaliar cada situação individualmente para oferecermos maior flexibilidade nas condições de pagamento”.

A Ageas Seguros já tinha anunciado que estava suspenso o aumento de tarifários no ramo automóvel e se mantinha o aumento do prazo de pagamento até 60 dias após o vencimento da apólice, enquanto a Zurich mantém um bónus de renovação cujo impacto se estende a 2021.

Corrigido às 15:50: Foi a Ageas Seguros e não o Grupo Ageas Portugal que suspendeu o aumento de tarifários. Aos visados as nossas desculpas.

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Prestar informação sobre participações qualificadas pode custar mais dinheiro às seguradoras

  • ECO Seguros
  • 31 Janeiro 2021

Em consulta pública de novo projeto normativo, ASF admite que a adequação de procedimentos relativos às participações qualificadas pode acarretar mais despesa para os supervisionados.

O projeto de Norma Regulamentar (NR) estabelece os elementos e informações que devem acompanhar a comunicação prévia para situações de aquisição, aumento e diminuição de participação qualificada em empresa de seguros ou de resseguros e em sociedade gestora de fundos de pensões e a comunicação da constituição de ónus ou encargos sobre tais participações de capital.

Segundo explica a ASF, o projeto normativo visa ajustar o regime previsto na Norma Regulamentar n.º3/2016-R, de 12 de maio, ao disposto nas Orientações Conjuntas das Autoridades Europeias de Supervisão (regras processuais e critérios avaliação prudencial) relativas às aquisições e aumentos de participações qualificadas em entidades do setor financeiro, bem como adequar os procedimentos da ASF ao regime jurídico aplicável ao tratamento de dados pessoais.

Enquadrando a iniciativa normativa com as orientações europeias, com o regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora (RJASR), aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro, e com o novo regime jurídico da constituição e do funcionamento dos fundos de pensões e das entidades gestoras de fundos de pensões (RJFP), aprovado pela Lei n.º 27/2020, de 23 de julho, a nova NR vem concretizar o ajustamento e a adequação necessárias aos procedimentos aplicáveis à comunicações prévias dos projetos relacionados com:

  • aquisição e de aumento de participação qualificada;
  • casos de atuação concertada;
  • participações qualificadas indiretas;
  • influência significativa;
  • tratamento de dados pessoais (identidade) dos detentores das participações.

No documento de consulta pública que a entidade acaba de divulgar, a ASF admite que, na ponderação do “impacto desta intervenção normativa importa reconhecer que o respetivo cumprimento acarreta eventuais custos adicionais para as empresas de seguros e de resseguros e para as sociedades gestoras de fundos de pensões, associados à recolha e organização dos elementos de informação a prestar.”

Nos termos específicos a definir em NR, a ASF poderá ainda sujeitar às disposições sobre participações qualificadas, a aquisição de participações independentemente dos limiares atingidos ou ultrapassados desde que, na perspetiva do Supervisor, “permitam ao proposto adquirente exercer uma influência significativa na gestão da empresa, quer essa influência seja ou não exercida”.

Aproveitando a oportunidade regulamentar “para adequar os procedimentos da ASF ao regime jurídico aplicável ao tratamento de dados pessoais”, com vista a conferir maior robustez e transparência ao regime de tratamento de dados, procura-se ao mesmo tempo assegurar “o conhecimento pelo titular dos termos em que é efetuado o referido tratamento e dos direitos de que dispõe”. Neste sentido, adianta a nota informativa que lança a consulta pública, “dada a extensão das alterações em causa, “procede-se à revogação da Norma Regulamentar n.º 3/2016-R, de 12 de maio, e à aprovação de um novo normativo”.

Pedindo que os comentários sobre o projeto de norma regulamentar sejam remetidos, por escrito e por correio eletrónico ([email protected]), até ao dia 25 de fevereiro de 2021, a ASF adianta que irá promover a apresentação do projeto de norma regulamentar em apreço, através de uma sessão pública em data a divulgar oportunamente.

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UnitedHealthcare espera 900 mil novos beneficiários Medicare em 2021

  • ECO Seguros
  • 31 Janeiro 2021

A empresa gerou perto de 80% da receita consolidada pelo UnitedHealth Group no último ano. Para 2021, tem objetivo de cobrir cuidados de saúde a um total de 1,5 milhões novos beneficiários.

A UnitedHealthcare, subsidiária do grupo UnitedHealth dedicada aos planos e benefícios de saúde para dezenas de milhões de pessoas nos EUA e em outros países, assume um “excelente arranque de 2021”.

Numa conferência com investidores, David Wichmann, CEO do UnitedHealth Group, adiantou que a companhia espera acrescentar 900 mil novos aderentes aos planos Medicare Advantage, incluindo beneficiários individuais, coletivos e outros com necessidades particulares em coberturas em saúde. Wichmann referiu que, nos últimos cinco anos, a companhia cresceu em 3,5 milhões beneficiários de planos Medicare Advantage.

A UnitedHealthcare, além assegurar cuidados de saúde a indivíduos e empregadores, incluindo funcionários de organismos públicos, (totalizando carteira de 26 milhões de pessoas), e outros beneficiários do programa Medicare (12,6 milhões de pessoas, em particular reformados elegíveis para o programa), a ainda no âmbito dos apoios do Medicaid, que beneficiam cerca de 6,4 milhões de residentes nos EUA com maiores dificuldades de aceder a serviços de saúde e assistência médica, serve ainda outros milhões de clientes em todo mundo.

“2021 será um dos nossos anos de crescimento mais forte”, adiantou Wichmann no encontro com investidores, agendado para apresentação dos resultados trimestrais e anuais que a companhia norte-americana registou no exercício de 2020.

O UnitedHealth Group fechou o ano com 257,1 mil milhões de dólares (cerca de 211,5 mil milhões de euros) de receita consolidada, mais 6,2% face a 2019, destacando crescimento de 21% no volume de negócios da Optum, plataforma tecnológica de dados e informação que suporta e otimiza a oferta de serviços digitais, além de gerir a oferta de farmácia (medicamentos) aos beneficiários do grupo.

Enquanto o lucro líquido superou os 15 mil milhões, o resultado operacional progrediu 13,8%, para os 22,4 mil milhões de dólares, sustentado pelas contribuições da UnitedHealthcare e da Optum, e com margem líquida a melhorar, de 5,7% em 2019, para 6,0% em 2020.

Segundo detalha o comunicado da companhia, a UnitedHealthcare fechou exercício com 200,9 mil milhões em receitas (193,8 mil milhões em 2019) e lucro operacional de 12,4 mil milhões de dólares, com este indicador a apontar subida em torno de 20% face ao alcançado um ano antes.

Além dos 900 mil novos beneficiários que a empresa espera adicionar ao Medicare Advantage, a UnitedHealthcare tem como objetivo abranger mais 1,5 milhões de pessoas no total de novos beneficiários no conjunto diversificado de soluções que opera no programa público de seguros de saúde.

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Governo quer regular trabalho nas plataformas digitais. O que faz falta na lei?

O Governo quer regular o trabalho nas plataformas digitais. Entre os advogados, a questão não é pacífica. Há quem defenda uma nova definição de trabalhador e quem diga que a lei atual já é suficiente.

O Governo quer regular o trabalho prestado através das plataformas digitais, de modo a evitar abusos nestas relações laborais e a facilitar a distinção entre trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores independentes. Esta é, contudo, uma questão polarizadora, entre os advogados ouvidos pelo ECO. Há quem diga que o Código do Trabalho é claro e suficientemente abrangente. E há quem diga que é preciso redefinir o conceito de horário laboral, local de trabalho e até de trabalhador.

No documento partilhado com os parceiros sociais como suporte para a discussão do Orçamento do Estado para 2021, o Executivo de António Costa deixava clara a intenção de avançar com a regulação das formas de trabalho associadas à transição digital, nomeadamente através da “adequação do enquadramento normativo, em matérias laborais e de proteção social do emprego, associado às plataformas digitais“.

O Governo frisava, então, que há passos a dar para reforçar os direitos, quer seja pelo reforço da transparência, quer seja pela melhoria do acesso à informação que permita a fiscalização destas formas de trabalho ou ainda pela melhoria dos instrumentos que permitem aferir se está em causa um trabalhador autónomo, subordinado ou legalmente equiparado. E remetia essa discussão para o Livro Verde do Futuro do Trabalho.

Entretanto, o Executivo partilhou com sindicatos e patrões algumas reflexões sobre os aspetos que serão considerados chave nesse Livro Verde, tendo destacado, nesse âmbito, o trabalho prestado através das plataformas digitais como um dos temas merecedores de maior atenção.

“O trabalho nas plataformas digitais, em expansão acelerada desde o início do século XXI, é um dos elementos mais nevrálgicos das discussões sobre o futuro do trabalho“, é salientado no documento ao qual o ECO teve acesso.

Apesar de reconhecer as oportunidades trazidas pelas plataformas digitais, o Governo sublinha que há “múltiplos riscos” a ter em conta, nomeadamente no que diz respeito ao tipo de vínculo laboral, o que afeta o acesso à proteção social e à formação profissional. O Executivo defende, por isso, que é preciso evitar “contratos desequilibrados, cláusulas abusivas, renúncias de direitos por parte dos colaboradores”.

Riscos e oportunidades ponderadas, o Governo indicou aos parceiros sociais uma série de prioridades, dizendo ser importante fazer, nomeadamente, uma aposta “em mecanismos jurídicos que tornem mais clara a distinção entre trabalhador por conta de outrem e trabalhador por conta própria”, estudando, por exemplo, a criação de uma “presunção de laboralidade” ajustada à prestação de trabalho através de plataformas digitais.

Estas questões não são, contudo, pacíficas, na comunidade jurídica. É que enquanto há advogados que concordam com o Executivo na necessidade de encontrar novos meios de distinguir trabalhadores dependentes de independentes — e defendem até novas definições para esses conceitos –, há outros que entendem que o Código do Trabalho já dispõe de ferramentas suficientes para esse fim, faltando apenas ajustamentos cirúrgicos e, sobretudo, uma aplicação mais firme do que já hoje está previsto na lei laboral.

Vem aí nova definição de trabalhador dependente?

Rui Valente, sócio responsável pela área de Direito Laboral na Garrigues em Portugal, sublinha que a relação contratual entre os trabalhadores e a plataformas digitais suscita dúvidas. O advogado defende, por isso, que é necessário reformular o conceito de trabalhador por conta de outrem e de prestador de serviços, bem como de horário de trabalho e de local de trabalho.

“A novidade e as particularidades da relação mantida entre os profissionais e as plataformas digitais são tais que o ‘encaixe’ nos tipos contratuais atualmente existentes será sempre difícil, ou, ao menos, muito forçado. Seria preferível estudar um novo tipo contratual para enquadrar este novo paradigma“, entende Valente.

O especialista refere, além disso, que, a existir o tal novo mecanismo de presunção de laboralidade que o Governo quer estudar, teria de ser de existência de prestação de serviços e não de trabalho dependente. Valente frisa, contudo, que esse mecanismo não deve sequer ser formulado.

De notar que, atualmente, já é possível um trabalhador ver o seu vínculo reconhecido a uma determinada plataforma, mesmo que não tenha um contrato dito tradicional. Esse reconhecimento parte de uma “avaliação casuística” dos Tribunais, que avaliam os “índices de laboralidade, “como sejam a existência de um local de trabalho, a definição do horário, ou a existência de instrumentos de trabalho fornecidos pela empresa”. Nesse caso, o empregador fica obrigado a pagar as contribuições sociais em falta.

O mecanismo que o Governo diz querer estudar no Livro Verde do Futuro do Trabalho seria um passo em frente em relação ao já existente, uma vez que seria adequado especificamente à realidade das plataformas digitais.

Para Sofia Monge, da Carlos Pinto de Abreu e Associados, esse mecanismo de presunção de laboralidade seria um “importantíssimo passo na proteção dos trabalhadores que exercem funções para estas plataformas“. “A existência desta presunção faria recair sobre o empregador o ónus de demonstrar o enquadramento desta relação numa prestação de serviços. Caso não lograsse demonstrar a existência de uma prestação de serviços prevaleceria a presunção de existência de um contrato de trabalho”, explica.

A advogada sublinha, por outro lado, que a discussão não se devia centrar na distinção entre trabalhador dependente e independente, isto é, “o problema não reside” nesses conceitos, mas na sua “utilização abusiva”, “enquadrando-se como prestação de serviços o que é, na verdade, um contrato de trabalho”.

Código do Trabalho é ou não suficientemente abrangente?

Pedro da Quitéria Faria, da Antas da Cunha Ecija & Associados, vai mais longe e deixa claro que, na sua opinião, nem os conceitos de trabalhador dependente e independente devem ser revistos, nem a definição de local de trabalho ou de horário laboral deve ser alterada, já que o Código do Trabalho é suficientemente flexível e abrangente para acolher estas formas laborais.

Assim, para o advogado, o Código do Trabalho já está preparado para as relações laborais implicadas no exercício de funções através das plataformas digitais e até já permite identificar trabalhadores por conta de outrem através da verificação dos indícios de presunção de laboralidade, admitindo apenas “aditamentos cirúrgicos” a esse último mecanismo.

“A nossa legislação laboral já nos permite de forma clara, nomeadamente, através da verificação dos indícios de presunção de laboralidade previstos no Código do Trabalho, saber se estamos perante um trabalhador subordinado ou um trabalhador independente“, diz. “Poderá ser criado e aditado, eventualmente, um indício novo a esta presunção de modo a que seja mais apta e focada em resolver de forma inequívoca esta qualificação“, defende.

Sandra Severino e Madalena dos Santos, da Pares Advogados, concordam. “Julgamos que os conceitos atuais são suficientemente abrangentes para as realidades existentes“, sublinham as advogadas, que referem que, quanto à presunção da laboralidade, o mecanismo hoje previsto já é satisfatório.

E acrescentam: “Julgamos que o legislador não deve, antecipadamente, presumir a existência de um contrato de trabalho em virtude da prestação de atividade em benefício das plataformas digitais na medida em que, em muitos casos, a mesma poderá não ser adequada”.

Filipa Sá Silva, da RSN Advogados, contraria estes advogados e defende que os instrumentos que distinguem os trabalhadores dependentes dos independentes devem ser clarificados, até para reforçar a proteção social dos trabalhadores e os seus direitos, nomeadamente em caso de despedimento. A advogada acrescenta, por outro lado, que é necessário seja feito um maior controlo do número de horas diárias que o trabalhador está a utilizar nas várias aplicações, verificar se o direito ao descanso está a ser respeitado, bem como o direito a um período de férias remunerado.

Simão Sant’Ana, da Abreu Advogados, oferece ainda uma outra perspetiva. O advogado defende que não se devem mudar os conceitos de trabalhador dependente e independente, horário laboral ou local de trabalho previstos na lei atualmente, mas entende que essas definições também não servem para as relações laborais em causa. Resultado: propõe a criação de um regime específico para “esta relação híbrida”.

“É necessário pôr termo a estas novas velhas formas de exploração”

É necessário avançar com a regulação do trabalho prestado através de plataformas digitais, mas mais urgente ainda é exigir que essas plataformas se comportem segundo as regras laborais já em vigor, sublinha Andrea Araújo, da CGTP, em declarações ao ECO.

“O problema não é do Código do Trabalho ou da contratação coletiva, mas sim dos governos que não exigem a estas plataformas que operem tal como exigem que operem as outras empresas. E tudo isto apenas porque é digital. Essa aura de ‘digital’ e de ‘modernidade’ não pode servir de pretexto para a desregulação e a ilegalidade”, sublinha a sindicalista.

Para a dirigente, é urgente reconhecer o estatuto laboral destes trabalhadores, como trabalhadores por conta de outrem, e promover a sua integração nos respetivos regimes da Segurança Social. “É necessário pôr termo a estas novas velhas formas de exploração que ressuscitam práticas laborais do século XIX“, acrescenta Andrea Araújo.

“No nosso entender, não existem novas formas de prestação de trabalho nem novas categorias de trabalhadores. O que existem são trabalhadores remetidos para fora do paradigma legal das relações laborais, com o intuito de desonerar as empresas de todos os custos e responsabilidades laborais, ao mesmo tempo que essas responsabilidades são passadas para os próprios trabalhadores”, atira a mesma sindicalista, referindo que o Código do Trabalho é “perfeitamente aplicável” a estas situações.

Araújo conclui, portanto: “Trata-se, acima de tudo, de um problema de soberania nacional”. “Como essas entidades não estão registadas em território nacional, não podem ser chamadas à responsabilidade, o que deixa os trabalhadores numa situação e desproteção total”, detalha, lembrando, contudo, que alguns países europeus já estão a exigir às plataformas o cumprimento das leis laborais laborais como condição para o funcionamento.

De acordo com os dados recolhidos pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia, 10% da população adulta portuguesa já prestou algum serviço através das plataformas digitais e entre 2% e 4% têm aí a sua fonte principal de rendimento. A recolha de dados relativamente às plataformas digitais é, contudo, desafiante, tem sublinhado o Executivo de António Costa, precisamente face às especificidades destas formas de trabalho.

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Republicanos propõem a Biden plano alternativo para recuperação da economia

  • Lusa
  • 31 Janeiro 2021

Republicanos propõem um plano de recuperação da economia equivalente a um terço do montante previsto no pacote desenhado por Joe Biden.

Dez senadores republicanos anunciaram este domingo a apresentação de um plano de ajuda económica alternativo ao pacote maciço de 1,9 triliões de dólares (1,07 biliões de euros) proposto pelo Presidente Joe Biden, argumentando com uma possível viabilização pelos dois partidos.

Perante a recessão económica causada pela pandemia de Covid-19, a nova administração democrática quer aprovar rapidamente a sua lei, mas os republicanos opõem-se fortemente à verba proposta, considerando-a demasiado elevada e que terá consequências graves ao nível da dívida e do défice orçamental dos Estados Unidos da América.

De acordo com o jornal Washington Post, a alternativa republicana equivale a cerca de 600 mil milhões de dólares, sensivelmente um terço do montante previsto no plano do novo Presidente norte-americano. Os pormenores deste plano serão divulgados na segunda-feira, segundo os autores da proposta, que também solicitaram uma reunião com Joe Biden.

Paralelamente, os republicanos querem também uma votação separada sobre a duplicação do salário mínimo federal, atualmente valorizado em 7,25 dólares por hora, uma provisão que está incluída no plano económico de Joe Biden.

Recebemos a carta e iremos certamente revê-la ainda hoje [este domingo]“, afirmou o conselheiro económico da Casa Branca, Brian Deese, à CNN, assegurando que o Presidente estaria “aberto a ideias” e à discussão de propostas.

As medidas contidas no novo plano incluem vouchers familiares, fundos para reabrir escolas, dinheiro para acelerar testes e vacinas, dinheiro para pequenas empresas e aumento da ajuda alimentar.

As medidas contidas no novo plano devem responder à emergência, antes de planos de investimento para promover o crescimento económico. Contudo, o conselheiro do Presidente americano deixou transparecer que a prioridade é a aprovação imediata do seu plano, face à situação de vulnerabilidade dos cidadãos mais pobres no atual contexto pandémico.

Os democratas detêm uma maioria segura no Congresso, mas mínima no Senado, onde o empate de 50 senadores deixará – sempre que for necessário – o voto decisivo para a vice-Presidente Kamala Harris, que preside ao Senado por inerência de funções.

Em março de 2020, o Congresso aprovou um plano de emergência de 2,1 triliões de dólares para lidar com o choque económico causado pelo Covid-19. O pacote de estímulos de emergência à economia acabou por expirar e só no final de dezembro surgiu um novo pacote de 900 mil milhões de dólares.

A crise da Covid-19 fez com que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA se contraísse em 3,5% em comparação com 2019, a pior recessão desde 1946, acentuando as desigualdades sociais.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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Renzi gostaria de ver Draghi como novo primeiro-ministro italiano

  • ECO
  • 31 Janeiro 2021

Matteo Renzi gostaria de ver Mario Draghi, ex-líder do Banco Central Europeu, como novo primeiro-ministro de Itália, avança fonte do partido Itália Viva.

Matteo Renzi gostaria de ver Mario Draghi no cargo de primeiro-ministro de Itália, avança, este domingo a Reuters, citando uma fonte do Itália Viva, partido fundado pelo político em causa. Itália vive, atualmente, uma crise política. Isto uma vez que, depois de o Itália Viva ter abandonado a coligação governamental por causa de desentendimentos em torno do plano de recuperação económica, Guiseppe Conte demitiu-se da liderança do Executivo.

Renzi vinha já há algum tempo a criticar a maneira como Conte estava a lidar com a pandemia de coronavírus, bem como com a crise económica que o país atravessa, tendo o Itália Viva acabado por se retirar do acordo de coligação que suportava o Governo italiano.

Sem o apoio parlamentar deste partido, o então primeiro-ministro Guiseppe Conte decidiu apresentar a sua demissão, esperando agora que o Chefe de Estado italiano lhe permita voltar a formar Governo, com um novo desenho político. A Reuters indica que Conte — que se mantém como primeiro-ministro interino — tem estado em negociações com as várias forças políticas.

Nesse contexto, fonte do Viva Itália revelou que Matteo Renzi gostaria de ver agora Mario Draghi, ex-líder do Banco Central Europeu, como primeiro-ministro italiano.Diria que é uma das nossas propostas“, adiantou a referida fonte.

O La Stampa garante que o Chefe de Estado italiano já questionou (ainda que informalmente) Draghi sobre essa possibilidade, mas Sergio Mattarella negou tais contactos. Draghi também não confirmou qualquer sinal nesse sentido.

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Alemanha vai enviar equipamento e pessoal médico para Portugal

Um porta-voz do Ministério da Defesa alemão confirmou à Reuters que será enviado para Portugal equipamento para ajudar na luta contra a Covid, além de pessoal médico.

A Alemanha vai enviar para Portugal equipamento e pessoal médico, para ajudar no combate à pandemia de coronavírus, avança a Reuters, este domingo, citando um porta-voz do Ministério da Defesa alemão. Isto num momento em que o Serviço Nacional de Saúde português está muito pressionado, face à escalada dos casos de Covid-19 e dos internamentos.

Com as infeções, os internamentos e os óbitos em máximos históricos, Portugal decidiu pedir ajudar internacional para combater a pandemia. Em entrevista à RTP, a ministra da Saúde, Marta Temido, adiantou: “O Governo português está a acionar todos os mecanismos de que dispõe, designadamente no quadro internacional para garantir que presta a melhor assistência aos seus utentes”.

Este domingo, o Ministério da Defesa alemão confirmou essa ajuda. “Vamos apoiar Portugal com equipamento e pessoal médico“, garantiu um porta-voz desse Ministério à Reuters. Entretanto, o alemão Spiegel adiantou que a Alemanha planeia enviar 27 médicos e paramédicos para Portugal, bem como ventiladores e camas. Esta informação não foi, contudo, confirmada pelo Ministério da Defesa alemão.

Além da Alemanha, a Áustria também já se mostrou disponível para receber doentes portugueses em cuidados intensivos, para aliviar a pressão sentido pelo Serviço Nacional de Saúde. O chanceler austríaco não adiantou, contudo, quantos utentes serão transferidos.

O ECO questionou o Ministério da Saúde sobre os apoios anunciados pelos referidos países. O Governo respondeu que “todas as hipóteses estão a ser consideradas no sentido de continuar a assegurar os cuidados de saúde aos portugueses. Num quadro de apoio externo, os mecanismos de cooperação europeia são obviamente uma possibilidade, em função da evolução que se vier a verificar”. Ou seja, nem confirmou que Portugal irá receber a ajuda em causa, nem adiantou os detalhes desses eventuais apoios.

Foram identificados, nas últimas 24 horas, 9.498 novos casos de infeção pelo vírus pandémico, em Portugal. De acordo com o boletim divulgado, este domingo, pela Direção-Geral de Saúde (DGS), morreram mais 303 pessoas com Covid-19.

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Fotogaleria: Estes foram os clubes que mais faturaram em 2020

Os 20 maiores clubes europeus geraram receitas de 8,2 mil milhões na temporada 2019/2020. Veja nesta fotogaleria o ranking da "liga dos milhões", segundo a Deloitte.

O ranking Money League, relatório anual realizado pela Deloitte que que traça o perfil das receitas dos clubes de futebol, revelou quais os 20 clubes que mais faturaram na época 19/20.

De acordo com a auditora, os 20 maiores clubes europeus geraram receitas de 8,2 mil milhões na temporada passada, uma queda de 12% face à época anterior (9,3 mil milhões). A pandemia foi a grande responsável pela quebra generalizada das receitas ao interromper as competições e “tirar” os adeptos dos estádios.

O ranking é dominado por clubes ingleses, espanhóis, alemães e italianos. Há ainda dois emblemas franceses e um russo. Nota para o Benfica, que ocupa o 23º lugar dos clubes que mais faturaram no ano passado. Os encarnados tiveram uma receita de 170,3 milhões de euros.

20. Eintracht Frankfurt

O clube alemão onde joga o português André Silva faturou 174 milhões de euros na época passada.Facebook Eintracht Frankfurt

19. Nápoles

O clube italiano faturou 176,3 milhões de euros.Facebook SSC Napoli

18. Lyon

O clube francês onde joga o guarda-redes Anthony Lopes faturou 180,7 milhões de euros.Facebook Olympique Lyonnais

17. Everton FC

O clube inglês onde joga André Gomes faturou 212 milhões de euros.Facebook Everton FC

16. Schalke 04

Os alemães faturaram 222,8 milhões de euros.Facebook Schalke 04

15. Zenit

O Zenit, clube russo por onde já passaram vários jogadores que atuaram na liga portuguesa, faturou 236,5 milhões de euros.Facebook Zenit

14. Inter de Milão

Os italianos do Inter de Milão tiveram uma receita de 291,5 milhões de euros.Facebook Inter

13. Atlético Madrid

O clube de João Félix faturou 331,8 milhões de euros na época passada.Facebook Atlético Madrid

12. Borussia Dortmund

O clube alemão onde alinha o defesa português Raphaël Guerreiro faturou 365,7 milhões de euros.Facebook Borussia Dortmund

11. Arsenal FC

O clube londrino faturou 388 milhões de euros em 19/20.Facebook Arsenal

10. Juventus

O clube onde joga Cristiano Ronaldo e atual campeão de Itália faturou 397,9 milhões de euros.Facebook Juventus

9. Tottenham Hotspur

O clube londrino treinado por José Mourinho teve 445,7 milhões de euros de receita.Facebook Tottenham Hotspur

8. Chelsea FC

469,7 milhões de euros foi quanto faturou o clube londrino na época transata.Facebook Chelsea FC

7. Paris Saint-Germain

Os atuais campeões franceses tiveram uma receita de 540,6 milhões de euros.Facebook Paris Saint-Germain

6. Manchester City

O clube onde jogam os portugueses Ruben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva faturou 549,2 milhões de euros.Facebook Manchester City

5. Liverpool FC

A receita do Liverpool ficou-se pelos 558,6 milhões de euros.Facebook Liverpool FC

4. Manchester United

O clube de Bruno Fernandes faturou 580,4 milhões de euros.Facebook Manchester United

3. Bayern Munique

Os atuais campeões europeus em título faturaram 634,1 milhões de euros.Facebook Bayern Munchen

2. Real Madrid

O clube de Madrid teve 714,9 milhões de euros de receitas em 19/20.Facebook Real Madrid

1. Barcelona

715,1 milhões de euros. O Barcelona está no topo do ranking dos clubes que mais faturaram no ano passado.Facebook FC Barcelona

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📹 Que máscara protege mais contra a Covid-19? Perguntou ao Google, nós respondemos

Alguns países europeus proibiram o uso de máscaras sociais e tornaram obrigatório o uso máscaras FFP1 ou FFP2. Quais as diferenças dos vários tipos de máscara e qual a que mais protege?

As novas variantes da Covid-19, com origem no Reino Unido e África do Sul, estão a trocar as voltas às autoridades de saúde, conduzindo a alterações na forma como é gerida a crise da pandemia.

Por serem mais contagiosas, países como Áustria, Alemanha e França mudaram as regras do uso de máscara de proteção respiratória, impedindo as máscaras comunitárias e “caseiras” e forçando a adoção de equipamentos que conferem uma segurança mais robusta.

Das comunitárias às cirúrgicas, passando pelas FFP1, 2 e 3, o ECO preparou um vídeo que lhe mostra quais as características de cada uma.

http://videos.sapo.pt/Kid7fUjEc5lHqb0UlqEU

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Energia: Como a EIT InnoEnergy apoiou a inovação na pandemia

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  • 31 Janeiro 2021

Num ano marcado pelos desafios pela COVID-19, a EIT InnoEnergy tomou diferentes medidas para mitigar as consequências da mesma na inovação no sector da energia através de várias iniciativas.

A EIT InnoEnergy, o motor da inovação e empreendedorismo em energia sustentável na Europa, mobilizou 7.3 milhões de euros dos fundos disponibilizados pelo Instituto Europeu de Tecnologia (EIT) para apoiar os empreendedores na crise causada pela COVID-19.

Num ano desafiado pela pandemia, a EIT InnoEnergy tomou diferentes medidas para enfrentar a mesma e ajudar o sector na sua recuperação económica e social. Por um lado, faz parte da iniciativa da União Europeia e do EIT, que investiram 60 milhões de euros no ecossistema de inovação da Europa, tendo 7.3 milhões de euros sido alocados a este organismo do EIT que se dedica à inovação na área da energia sustentável.

Além disso, a empresa realizou diferentes ações para ouvir os grupos mais vulneráveis ​​do ecossistema da inovação, entrando em contacto com mais de 300 startups, 400 parceiros, 50 investidores e 24 acionistas. O mesmo exercício foi feito junto das empresas e entidades que constituem os membros do próprio ecossistema EIT InnoEnergy, através de uma auditoria abrangente, acerca dos seus planos de negócio pós-covid, ativando várias ações de resgate, apoio e acesso a novas medidas de apoio.

Mais de duas mil entrevistas por telefone e vídeo foram realizadas para avaliar o impacto da COVID-19 em vários fatores, incluindo tesouraria e fluxos de caixa, resiliência das cadeias de abastecimento, e retenção de clientes e investidores. Mais de metade dos entrevistados disse esperar uma redução na receita de pelo menos 50% em 2020.

No ecossistema europeu da EIT InnoEnergy, são 24 as startups que estão a receber este apoio para manter as operações existentes ou capitalizar em oportunidades emergentes. Entre elas estão a luso-holandesa FiberSail e a espanhola BeePlanet.

Em Portugal, um dos maiores destaques da atividade em 2020 foi a ronda de 4.5 milhões de euros da empresa Eneida, apoiada pela EIT InnoEnergy desde 2016, uma das 20 maiores rondas de investimento em Portugal no último ano, liderada pela Korys e o fundo português 200M, que contou também com a participação da EIT InnoEnergy, HCapital e Portugal Ventures.

Foi também em 2020 que a EIT InnoEnergy anunciou a criação do Centro de Aceleração Europeu para o Hidrogénio Verde (EGHAC) que irá estimular o desenvolvimento do sector do hidrogénio verde, fulcral para atingir os objetivos europeus de neutralidade carbónica até 2050 e onde Portugal é parte interessada com 37 projetos a submeter à UE. Esta iniciativa visa apoiar o desenvolvimento de uma economia no valor de 100 mil milhões de euros por ano até 2050, com o potencial de criação de meio milhão de postos de trabalho diretos e indiretos, sendo apoiada pela Breakthrough Energy, fundada por Bill Gates em conjunto com um grupo de investidores privados mundiais da área da tecnologia, para acelerar a transição energética e mitigar as alterações climáticas no percurso para emissões zero em 30 anos.

EIT InnoEnergy – uma força na transição energética

A EIT InnoEnergy foi criada em 2010 pelo Instituto Europeu de Tecnologia (EIT) e dedica-se à inovação em energia sustentável na Europa. Com três linhas de negócio – educação, projetos de inovação e aceleração de startups – possui 24 acionistas e trabalha com mais de 500 parceiros em toda a Europa nas áreas de educação, inovação e criação de novos negócios. Sediada na Holanda, as suas atividades são geridas através dos escritórios em diferentes regiões da Europa, localizados em Portugal, Espanha, Polónia, Bélgica, Holanda, França, Alemanha e Escandinávia. Recentemente abriu também um escritório em Boston, nos EUA. Possui uma extensa rede de parceiros, representando indústrias, centros de pesquisa e universidades de classe mundial em toda a Europa.

Na Península Ibérica, a EIT InnoEnergy investiu durante os seus primeiros 9 anos de vida mais de 70 milhões de euros na construção de um ecossistema de inovação e na aceleração de empresas e projetos inovadores ligados à transição energética. Atualmente, é um dos ecossistemas mais importantes do sector e possui mais de 50 start-ups e parceiros corporativos, como a Galp Energia, EDP, Portgás, Laboratório Ibérico de Nanotecnologia e o Instituto Superior Técnico em Portugal, e a Naturgy, ESADE, IREC, UPC, Iberdrola, Tecnalia, ENEL, Acciona, Enagas, Repsol e Red Eletrica de Espanha, entre outros, em Espanha. A empresa dedica-se também à formação especializada na área de energia, sendo um dos atores mais importantes a nível educacional neste setor.

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