E vão 7. Anchorage é o novo unicórnio com cores nacionais

Startup fundada por Diogo Mónica nos EUA é a 7.ª com ADN nacional a atingir o estatuto unicórnio e a primeira cripto nativa com cores nacionais. Este ano nasceram quatro unicórnios.

A Anchorage Digital levantou 350 milhões de dólares (cerca de 309 milhões de euros) elevando a sua avaliação para 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,7 mil milhões de euros). A fintech liderada pelo português Diogo Mónica atinge assim o estatuto de unicórnio. É a sétima startup com ADN nacional a atingir este estatuto, a primeira cripto nativa com cores nacionais a voar para este patamar, num ano em que nasceram quatro unicórnios com cofundadores portugueses.

“Este financiamento coloca a Anchorage Digital numa posição confortável para responder à procura institucional sem precedentes deste mercado em rápida evolução. Estamos gratos por a KKR e este grupo mais vasto de investidores partilharem a nossa visão de expandir o acesso institucional regulado aos ativos digitais”, diz Diogo Mónica, presidente e cofundador da Anchorage Digital, citado em nota de imprensa. Com esta nova ronda, a fintech, que tinha levantado em fevereiro 80 milhões de dólares, levantou só este ano 430 milhões de dólares.

Liderada pela KKR, a ronda de investimento série D contou ainda com investidores como a Goldman Sachs, a Alameda Research, a Andreessen Horowitz, a Apollo, e fundos e contas geridas pela BlackRock, a Blockchain Capital, a Delta Blockchain Fund, a Elad Gil, a GIC, a GoldenTree Asset Management, a Innovius Capital, a Kraken, a Lux Capital, a PayPal Ventures, a Senator Investment Group, a Standard Investments, a Thoma Bravo e a Wellington Management.

O investimento da KKR na Anchorage é feito através do Next Generation Technology Growth Fund II, um fundo dedicado ao investimento no setor tecnológico, sendo o primeiro investimento direto de capital próprio numa empresa de ativos digitais.

“Como pioneira em permitir o acesso de investidores institucionais a ativos digitais, a Anchorage construiu uma plataforma de ativos digitais de primeira classe, a nível institucional, que combina as melhores práticas de segurança moderna e usabilidade”, justifica Ben Pederson, diretor da equipa Technology Growth Equity da KKR, citado em nota de imprensa.

“Estamos entusiasmados por liderar esta ronda da Série D e trabalhar com o Diogo (Mónica), o Nathan (McCauley) e a sua talentosa equipa, uma vez que continuam a apoiar a adoção institucional de ativos digitais através do seu conjunto de soluções diferenciadas, reguladas e integradas”, acrescenta o responsável da KKR.

O financiamento agora obtido surge depois da aprovação federal em janeiro do Anchorage Digital Bank, pelo Office of the Comptroller (OCC), um órgão independente do Departamento do Tesouro dos EUA; do levantamento em fevereiro de 80 milhões de dólares (cerca de 66 milhões de euros), numa ronda série C — liderada pela GIC, incluindo Andreessen Horowitz, Blockchain Capital, Lux Capital, e Indico –, do aumento do número de colaboradores em 175% até à data (2021) e um crescimento anual de 800% nos dois últimos anos.

Com esta nova injeção de capital, a Anchorage Digital planeia melhorar as suas soluções de infraestruturas, especificamente para empresas financeiras globais e fintech inovadoras. Pretende ainda investir para “acelerar e simplificar o envolvimento dos clientes com o que há de mais recente em inovação cripto e aumentar a sua equipa e clientes para continuar a expandir a oferta de produtos”.

Unicórnios nacionais valem mais de 34 mil milhões

Com esta nova ronda, a Anchorage Digital é a sétima startup com fundadores nacionais a atingir o patamar de unicórnio e a primeira cripto nativa a alcançar este patamar, menos de um mês depois de a Sword Health ter fechado uma ronda de investimento série D de 189 milhões de dólares, tendo atingido o estatuto unicórnio, com uma avaliação de dois milhões de dólares.

Este ano é a quarta startup com cofundadores portugueses a atingir este patamar. No verão, em julho, tinha sido a vez de a Remote atingir uma avaliação de mais de mil milhões de dólares (842,9 milhões de euros), após a startup cofundada por Marcelo Lebre ter fechado uma ronda 150 milhões de dólares (126,4 milhões de euros) — a sexta a atingir o estatuto de unicórnio, depois de em março a Feedzai, fundada por Nuno Sebastião, ter levantado numa ronda Série D 200 milhões e ganhado este estatuto, juntando-se à Farfetch, Outsystems e Talkdesk.

Tudo somado, os unicórnios nacionais já valem mais de 38,6 mil milhões de dólares — com a Farfetch a liderar o ranking, com uma capitalização bolsista na ordem dos 11,6 mil milhões de dólares, seguida da Talkdesk (com uma avaliação de 10 mil milhões de dólares), da Outsystems (9,5 mil milhões de dólares), Sword Health (mais de 2 mil milhões de dólares), Feedzai (1,5 mil milhões de dólares) e Remote (mil milhões de dólares). Ou seja, 34,2 mil milhões de euros.

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