Exclusivo Dividir o Novobanco? “Para mim, é um erro total”

O CEO do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, remete para o acionista Caixabank a decisão sobre o Novobanco, mas diz que partir o banco seria "um erro total". Ouça no podcast 'O Mistério das Finanças'.

O presidente executivo do BPI, João Pedro Oliveira e Costa, remete para o acionista Caixabank uma decisão sobre uma potencial oferta para a compra do Novobanco — “o BPI não tem dinheiro para essa operação” –, mas rejeita a possibilidade de haver uma divisão do banco que está agora em processo de venda. Convidado do podcast do ECO e da CNN, ‘O Mistério das Finanças’, conduzido pelos jornalistas Pedro Santos Guerreiro e António Costa, o gestor é claro: “Para mim, é um erro total, já ouvi essas versões, eu vejo logo as figuras das hienas e dos leões…“.

Para João Pedro Oliveira e Costa, partir o Novobanco para o vender a mais do que um concorrente seria “altamente negativo”. “Por trás, há pessoas e que depois às vezes disse essas coisas. Mas há pessoas a funcionários dos bancos a clientes dos bancos. Há empresas que dependem do Novo Banco e houve uma administração, deixem-me dizer, que fez um excelente trabalho. A atual administração do Novo Banco fez um excelente trabalho. E no final, isto não é uma carniça“.

O Lone Star já anunciou que está a preparar o processo de dispersão de 30% do capital do Novobanco em bolsa, mas sucedem-se as declarações dos líderes dos bancos concorrentes, como Paulo Macedo da CGD e Miguel Maya do BCP, a não afastarem a possibilidade de comprar o Novobanco. E o BPI, quer comprar o Novobanco? “A resposta é não. Não, neste sentido… o BPI não tem capital para comprar o Novo Banco. E não tenho no meu mandato esse movimento. Agora, cabe ao acionista, cabe ao acionista do BPI [o Caixabank] tomar uma decisão relativamente a esse assunto“.

Perante um cenário de uma fusão com outro banco do sistema já a operar em Portugal, João Pedro Oliveira e Costa desdramatiza os temas associados à diminuição da concorrência. Pelo contrário, considera que, no contexto europeu, é necessário haver mais escala dos bancos nacionais. E rejeita assim problemas no ‘desaparecimento’ de um dos cinco grandes bancos por via de uma consolidação. “Eu não vejo nenhum problema nesse sentido. Não vejo, Sinceramente, não vejo nenhum problema, até porque eu não vi até agora qualquer dificuldade, mesmo com financiamento de grandes obras em Portugal, que não apareçam instituições internacionais para o fazerem”, justifica.

Por outro lado, o CEO do BPI garante que as decisões de financiamento do banco que lidera não dependem de decisões de Madrid ou de Barcelona, a sede do Caixabank. “O que é que eu sei? Eu sei que eu tomo todas as decisões de crédito em Portugal. Todas”.

 

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