Receitas do turismo sobem 8% para 3 mil milhões até junho. Lisboa e Madeira mais dependentes dos estrangeiros
Portugal teve quase 15 milhões de turistas nos alojamentos no primeiro semestre. Entre abril e junho, a Grande Lisboa e a Madeira foram as regiões com maior dependência dos mercados externos.
As receitas do turismo cresceram 7,8% para três mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano devido ao aumento de 3,6% no número de hóspedes nos alojamentos turístico, para 14,9 milhões de hóspedes, e ao facto de ter havido mais 2,4% de dormidas em Portugal, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No total, registaram-se 36,4 milhões de dormidas nos alojamentos do país entre os meses de janeiro e junho, sendo que as dormidas de residentes tiveram o maior crescimento na primeira metade do ano: aumentaram 6% para 10,7 milhões, enquanto as dos estrangeiros subiram apenas 1% para 25,8 milhões.
Quanto ao segundo trimestre, gerou dois mil milhões de euros em receitas com os 9,2 milhões de hóspedes e 23 milhões de dormidas, após um aumento homólogo na ordem dos 4%.
Destaque ainda para o facto de este ter sido o terceiro trimestre consecutivo em que a taxa de crescimento das dormidas foi maior no mercado interno do que nos não residentes. As dormidas de residentes totalizaram 6,4 milhões entre abril e junho (+7,6%), enquanto os mercados externos aumentaram 2,9% para 16,7 milhões de dormidas.
No entanto, há várias regiões em Portugal que ainda estão dependentes dos turistas estrangeiros. A Grande Lisboa foi a região que teve, em termos de dormidas, a maior dependência dos mercados externos (82,9% do total), seguida da Madeira (82,4%) e do Algarve (81,4%). Por outro lado, o Centro e o Alentejo tiveram a menor dependência dos mercados externos (34,6% e 36%, respetivamente).
“Os resultados trimestrais apresentados neste destaque foram influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Pascoa, que ocorreu este ano no segundo trimestre, enquanto no ano anterior se concentrou, essencialmente, no primeiro trimestre”, esclarece o INE no mais recente relatório estatístico sobre a atividade turística.
No que diz respeito aos salários no turismo, a remuneração bruta mensal por trabalhador ao serviço (por posto de trabalho) em atividades de alojamento aumentou 6,6% no segundo trimestre face ao período homólogo, situando-se em 1.370 euros, portanto 372 euros abaixo do registado no total da economia, em que a remuneração aumentou 6%.
No ano passado, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 31,6 milhões de hóspedes e 80,3 milhões de dormidas, o que representa um máximo histórico. O aumento anual foi de 5,2% no número de turistas e de 4% nas estadas.
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