Capital de risco da Sonae entra em ronda de 30 milhões da americana Keychain
Trata-se de um reforço do investimento da Bright Pixel na tecnológica dos Estados Unidos e irá financiar o lançamento de um novo sistema operativo para empresas de embalagens.
A Bright Pixel, braço de investimento em capital de risco do grupo Sonae, anunciou esta quarta-feira que reforçou o investimento na empresa norte-americana Keychain ao participar na ronda de financiamento (série B) de 30 milhões de dólares (cerca de 25,7 milhões de euros) levantada pela tecnológica de Nova Iorque.
O investimento no qual entrou a portuguesa Bright Pixel foi liderado pela gestora de ativos Wellington Management e contou também com a participação de outros antigos investidores, entre o fundo BoxGroup, que elevaram o valor total captado pela startup dos Estados Unidos para 68 milhões de dólares (58 milhões de euros), menos de dois anos após a empresa ser lançada.
A verba recém-encaixada pela Keychain vai apoiar o lançamento do seu segundo produto tecnológico, designado “KeychainOS”, que consiste num sistema operativo baseado em Inteligência Artificial (IA) para fabricantes e empresas de embalagens (packaging) a conseguirem melhorar a gestão do ciclo de produção, segundo a informação divulgada pela antiga Sonae IM, sediada na Maia.
“A Keychain está a assumir-se como uma ferramenta chave na aplicação de IA para trazer eficiência e facilitar a ligação entre fabricantes, empresas de packaging e retalhistas. Esta ronda de financiamento é uma validação do percurso da Keychain e estamos entusiasmados por reforçar o nosso investimento e continuar a apoiar o seu crescimento nesta nova fase”, afirma o diretor da Bright Pixel, Manuel Queiroz.
Fundada em 2023, a Keychain dedica-se à automatização da indústria de bens de consumo embalados (CPG – Consumer Packaged Goods) e conta com uma rede de mais de 30 mil fabricantes e 20 mil marcas e retalhistas, inclusive 7-Eleven, Whole Foods e General Mills, dona da Cheerios e da Golden Grahams. A sede da empresa está em Nova Iorque, mas tem escritórios em Austin e Deli.
“Os fabricantes estão a ser pressionados a fazer mais com menos e os sistemas de que dependem simplesmente não estão preparados para a complexidade atual“, refere Oisin Hanrahan, cofundador e CEO da Keychain, que critica a concorrência no mercado dos softwares de gestão, “como Oracle, QAD ou Plex, que podem levar meses ou anos a implementar e, depois, exigem complementos como TraceGains ou Redzone para serem funcionais”.
O primeiro investimento da Bright Pixel Capital nesta startup norte-americana aconteceu há apenas seis meses, quando o veículo de investimento tecnológico do grupo Sonae liderou a anterior ronda no valor de cinco milhões de dólares (aproximadamente 4,85 milhões de euros).
(Notícia atualizada pela última vez às 11h45)
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