Expansão do Vila Galé em Cuba deverá estar concluída em novembro
“Irão equipas de Portugal e do Brasil para acompanhar a operação e dar formação” às equipas em Cuba, revelou ao ECO, Gonçalo Rebelo de Almeida.
O grupo Vila Galé abriu três novos hotéis em Cuba: Vila Galé Express Park View (Havana), Vila Galé Cayo Santa Maria (Cayo las Brujas) e Vila Galé Tropical Varadero (Varadero). A operação foi assumida em junho, mas o processo só deverá estar concluído dentro de dois ou três meses, revelou ao ECO o administrador do grupo, Gonçalo Rebelo de Almeida.
As unidades já existiam, passaram apenas a ser exploradas pelo grupo hoteleiro português e as mudanças não são imediatamente óbvias. Por exemplo, em Santa Maria, o hotel não exibia ainda as insígnias Vila Galé e só no final de julho se via mais movimento no hotel com a chegada mais notória de grupos de portugueses.
“O processo de transição leva sempre algum tempo”, reconheceu ao ECO o administrador do grupo. “Assumimos em junho e estará agora a completar dois meses. Estão previstas e a ser executadas várias alterações, mas leva sempre algum tempo, pois estamos a falar de três hotéis em simultâneo”, frisou. “Penso que mais dois ou três meses estará tudo assegurado”, acrescentou.
Em Cuba, os meses de inverno são a época alta por excelência, com a chegada de inúmeros turistas canadianos que escolhem a ilha para passar as suas férias de Natal. Esta expansão em Cuba assinala “um novo marco na internacionalização da Vila Galé no mercado latino-americano”, explicava em comunicado o grupo em junho. A marca detém, atualmente, 52 unidades hoteleiras em Portugal, Brasil, Cuba e Espanha.
Gonçalo Rebelo de Almeida revelou ainda que no âmbito das alterações que estão previstas, “irão equipas de Portugal e do Brasil para acompanhar a operação e dar formação” às equipas.
O turismo é cada vez mais importante para a economia cubana, embora esteja em lenta recuperação desde a pandemia com a taxa de ocupação hoteleira muito abaixo das precisões. Em junho a ilha recebeu 1.680.304 visitantes, uma queda homóloga de 20%, segundo estatísticas oficiais.
A economia cubana continua a enfrentar grandes dificuldades. Segundo o ministro da Economia, Joaquin Alonso, o país sofreu uma contração de 1,1% em 2024 que se soma ao declínio de 10% registado desde 2019. Perante a comissão de economia do Parlamento cubano, o mês passado, o responsável reconheceu que há pouca esperança de melhoria este ano tendo em conta o endurecimento das sanções norte-americanas e o difícil contexto internacional.
A ilha caribenha, dependente das importações, viu as suas receitas em divisas caírem cerca de 30% nos últimos anos, provocando escassez de alimentos, combustíveis, medicamentos e insumos para a agricultura e a indústria. A falta de combustível e de equipamentos paralisou a rede elétrica, levando a apagões diários no país comunista, que chegam a durar 16 horas ou mais. Cortes que não afetam os hotéis e que, por isso, geram alguma revolta na população altamente carenciada e que vive da economia paralela.
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