Execução dos programas de capitalização do Banco de Fomento estendido até ao limite do PRR

A 24 horas do fim do prazo, linha para apoiar os projetos de inteligência artificial nas empresas, com uma dotação de 100 milhões, recebeu 1.750 candidaturas de todos os setores de atividade.

Os vários programas de capitalização direta e indireta do Banco de Fomento vão ter mais tempo para executar os seus investimentos. Financiados com verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a instituição liderada por Gonçalo Regalado tinha optado por não estender o prazo de execução do Capitalizar, Recapitalização Estratégica, Deal-by-Deal e Venture Capital. Por isso, era necessário ter estes investimentos concluídos até dezembro deste ano. Mas agora a instituição decidiu aproveitar a margem dada pela reprogramação da bazuca europeia e estender o prazo de execução até julho de 2026.

O anúncio foi feito por Teresa Fiúza, a administradora do Banco de Fomento com o pelouro destes programas. “O prazo vai passar para junho do próximo ano porque já estamos no final do ano”, disse. “Mas queremos que se mantenha o mesmo nível de execução“, ressalvou.

Com 75,6% da dotação destes instrumentos comprometidos (997,46 milhões de euros), Teresa Fiúza sublinhou que existe “uma procura muito grande”, mas simultaneamente, houve uma “mudança de atitude”. “Não esperamos que os projetos nos cheguem. Vamos à procura deles onde existem”, disse. “Passámos de um banco de terceiro andar para banco de rés-do-chão” sintetizou, parafraseando uma expressão do CEO, Gonçalo Regalado.

Neste momento existem mais de 300 milhões de pipeline de operações, revelou na apresentação de resultados do banco. “É óbvio que não vamos fazer todas, mas agora não temos falta de pipeline, como tínhamos quando cá chegámos”, atirou, explicando que a confiança foi granjeada pela maior velocidade de decisão, um processo no qual agora até recorre à Inteligência Artificial (IA)

“Temos empresas de renome”, garante ainda. Mas, apesar da grande dimensão do pipeline, Teresa Fiúza sublinha que continuam a pedir às empresas para continuarem a enviar candidaturas “porque para bons projetos vai haver sempre dinheiro”.

Candidaturas para IA esgotam apoios

A mais recente reprogramação do PRR poderá alocar ainda mais verbas ao Banco de Fomento seja para o instrumento que foi criada com uma dotação inicial de 315 milhões de euros – o IFIC – seja para os programas de capitalização do banco.

Na apresentação de resultados do terceiro trimestre do Banco de Fomento, o presidente executivo revelou que recebeu 1.750 candidaturas à linha para apoiar os projetos de inteligência artificial nas empresas, que tem uma dotação de 100 milhões de euros, o que justificará plenamente um reforço da mesma no âmbito da reprogramação “Foi uma surpresa”, disse Regalado, sublinhando que em causa estavam empresas de vários setores.

Já na linha da Defesa — que tem uma dotação de 50 milhões — há candidaturas que somam já 200 milhões de euros, revelou o responsável.

Gonçalo Regalado excluiu a necessidade de usar as “sobras” do PRR — verbas cujo prazo de execução pode estar em risco — num aumento de capital do banco. Tendo em conta o rácio de 135%, o responsável explica que as verbas devem ser canalizadas prioritariamente para as empresas e só depois para o banco.

 

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