Scope mantém rating de Portugal e melhora perspetiva para positiva

  • Lusa
  • 31 Outubro 2025

A agência alemã frisa que “a elevada dívida pública, o potencial de crescimento moderado e as elevadas vulnerabilidades externas constituem desafios”.

A agência de notação Scope manteve o rating de Portugal em A, mas reviu o outlook (perspetiva) para positivo, adiantou esta sexta-feira, em comunicado.

“A queda sustentada do rácio da dívida pública e a diminuição das vulnerabilidades externas, a par de um crescimento económico robusto, impulsionam a alteração da perspetiva”, destacou, alertando que “a elevada dívida pública, o potencial de crescimento moderado e as elevadas vulnerabilidades externas constituem desafios”.

Assim, a agência alemã, “confirmou hoje as notações de emitente de longo prazo e de dívida sénior não garantida da República Portuguesa em A, tanto em moeda local como estrangeira, e reviu as perspetivas de estável para positiva”. A Scope confirmou ainda “as notações de emitente de curto prazo de Portugal em S-1, tanto em moeda local como estrangeira, e reviu as perspetivas de estável para positiva”.

De acordo com a agência, a revisão das perspetivas “reflete a expectativa de que o rácio dívida/PIB se mantenha numa trajetória descendente sólida a médio prazo, impulsionado principalmente por excedentes primários sólidos, embora em declínio, e por um crescimento nominal sólido”.

Além disso, destacou, a “perspetiva positiva é também sustentada por uma redução sustentada das vulnerabilidades externas do país, aliada a um desempenho económico favorável, apesar do aumento das tensões geopolíticas e comerciais”.

A agência não deixa de alertar para alguns riscos, destacando que as notações de crédito de Portugal são desafiadas por “um rácio dívida/PIB elevado, embora em declínio”, por um “potencial de crescimento moderado, limitado por fatores estruturais, incluindo o envelhecimento da população, que limita a expansão da força de trabalho e exerce pressão a longo prazo sobre a despesa pública” e pela “vulnerabilidade a choques externos, dada a dívida externa líquida ainda elevada, embora em declínio, e a estrutura económica aberta”.

A agência projeta que o crescimento do PIB “se mantenha sólido, com uma média de 1,8% até 2030, o que continuará a apoiar a convergência do PIB per capita do país com os níveis de rendimento da zona euro, reforçando ainda mais a capacidade de Portugal para resistir a choques económicos”.

A Scope junta-se a outras agências de crédito na melhoria das estimativas para a economia nacional, como a Fitch, que, subiu o rating de Portugal de A- para A, com outlook (perspetiva) estável, a DBRS, que avalia a dívida soberana em A (elevado) e a Moody’s em A3.

A S&P melhorou a classificação de ‘A’ para ‘A+’, apenas seis meses após outra subida. O rating é uma avaliação atribuída pelas agências de notação financeira, com grande impacto para o financiamento dos países e das empresas, uma vez que avalia o risco de crédito.

 

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