Apoio a Centeno? Montenegro garante “empenho” em ter “boa representação” na vice-presidência do BCE

Primeiro-ministro garante que o Governo irá participar no processo de nomeação para a vice-presidência do BCE com "especial empenho e responsabilidade" para que país tenha "boa representação".

O primeiro-ministro sugeriu esta quarta-feira que o Governo irá propor um nome para o processo de nomeação da vice-presidente Banco Central Europeu (BCE). Embora escusando-se a comentar o nome de Mário Centeno, Luís Montenegro garantiu que o país irá participar com “especial empenho e responsabilidade”.

Não vou estar a fazer nenhuma menção direta, aquilo que é importante é que, uma vez aberto o processo, participaremos com especial empenho e responsabilidade e com objetivo de ter uma boa representação“, disse o primeiro-ministro quando questionado sobre se o Governo vai apoiar o antigo governador do Banco de Portugal para suceder a Luis de Guindos em Frankfurt.

Luís Montenegro falava aos jornalistas à margem da conferência “Portugal Capital Markets Day Conference 2025”, na Culturgest, em Lisboa, quando foi questionado sobre o processo que arranca formalmente esta quarta-feira em Bruxelas.

Vamos integrar este processo, com enorme sentido de responsabilidade para podermos ter boas soluções à escala europeia e também, naturalmente, uma boa representação de Portugal“, disse, acrescentando que “será sempre com intuito de salvaguardar a melhor posição possível para Portugal”.

Horas antes, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, já tinha considerado que “é sempre bom” quando um português tem possibilidade de chegar a um cargo internacional. “O Governo, naturalmente, como acontece sempre, e como aconteceu com o Dr. António Costa recentemente, vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”, afirmou esta quarta-feira o ministro das Finanças em declarações aos jornalistas à entrada para a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas.

Miranda Sarmento comentava assim as questões colocadas pelos jornalistas sobre o processo de nomeação que arranca na reunião desta quarta-feira e que, como o ECO avança — e também a newsletter do Politico –, pode ter como desfecho Mário Centeno em Frankfurt.

“Aquilo que se passará hoje [quarta-feira] no Eurogrupo é apenas a indicação do calendário e de todos os formalismo desse processo. A questão dos nomes ainda é extemporânea”, explicou o ministro das Finanças, garantindo que “a satisfação” de ver um português na corrida a um cargo internacional “é igual para todos”.

Como o ECO conta aqui, a corrida de Mário Centeno ao lugar de vice-presidente do BCE começa formalmente esta quarta-feira, com a abertura do processo na reunião do Eurogrupo. Mário Centeno, que tem estado nas últimas semanas em contactos intensos com vários responsáveis europeus, quer o lugar e vai contar com o essencial apoio do Governo português. O processo de nomeação para o sucessor de Luís de Guindos não está identificado na agenda do encontro, mas será discutido no âmbito dos pontos “diversos” agendados para o fim do encontro.

Este é o início de um processo, mas esta quarta-feira ainda não haverá nomes em cima da mesa, embora circulem nos corredores de Bruxelas. Esse momento ficará para daqui a cerca de um mês: A 11 de dezembro haverá nova reunião do Eurogrupo, com Ecofin a 12 e 13 do mesmo mês, e será nessa altura que os países terão de clarificar quem propõem.

A corrida está em aberto — o mandato do espanhol chega ao fim no próximo ano — e há vários candidatos fortes ao lugar disputado por Mário Centeno, à cabeça deles o finlandês Olli Rehn. Mas também o croata Boris Vujčić e Christina Papaconstantinou, a vice-governadora do banco central da Grécia, entre outros nomes, têm sido falados nos corredores. A newsletter do Politico inclui também esta quarta-feira na lista o letão Mārtiņš Kazāks.

(Notícia atualizada às 16h29)

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