Enhanced Fertility ganha 15 mil euros no Road 2 Web Summit
A Teemy, startup na área de hospitalidade, ganhou o prémio startup com melhor performance no bootcamp, tendo recebido 5 mil euros.
A Enhanced Fertility é a vencedora da edição deste ano do Prémio Startup Mais Promissora do programa Road 2 Web Summit, tendo conquistado um prémio de 15 mil euros. A Teemy, startup na área de hospitalidade, é a startup com melhor performance no bootcamp, tendo recebido um prémio de 5 mil euros.
“O Road 2 Web Summit representa muito mais do que um programa de apoio – é o ponto de arranque de inúmeras histórias de sucesso. A trajetória das startups portuguesas — mais de 5 mil em Portugal, atualmente nos últimos anos — comprova que o nosso ecossistema está a crescer em escala, talento e visibilidade internacional, consolidando-se como um dos mais vibrantes e inovadores da Europa. Mais de mil startups passaram pelo programa desde 2016, e todas deixaram uma marca no ecossistema”, refere Miguel Aguiar, diretor executivo da Startup Portugal.
Este ano no âmbito do programa Road 2 Web Summit, a Startup Portugal levou 115 startups em Portugal à cimeira tecnológica, elevando para mil o número de startups apoiadas desde o arranque do programa em 2016.
Objetivo: ajudar a nascer 1 milhão de bebés
A healt tech segue-se à Framedrop.ai, vencedora da edição do ano passado, e tem um objetivo: “O nosso objetivo é ter um milhão de bebés no mundo. Nós já temos agora 35 bebés, alguns portugueses, mas estamos disponíveis em toda a Europa”, adianta Andreia Trigo, fundadora da startup, numa conversa à margem com os jornalistas.
A startup, que produz kits que ajudam a fazer de forma mais rápida testes para um diagnóstico de infertilidade, surge de uma história pessoal da fundadora, há 20 anos diagnosticada com infertilidade. “Foi um processo de diagnóstico muito difícil, com vários médicos, vários exames, demorou muitos anos até descobrirem o problema que eu tinha, que é um problema raro, que se chama MRKH, que significa que nasci sem útero. É muito difícil lidar com uma impossibilidade de gravidez numa altura em que eu era ainda muito jovem”, conta.
“Esta empresa para mim significa dar um significado positivo ao meu próprio diagnóstico e, ao mesmo tempo, fazer algo de bom no mundo”, diz. “Na Enhanced Fertility ajudamos pessoas e clínicas de fertilidade a chegar ao diagnóstico mais rapidamente e fazemos isso através de testes remotos de diagnóstico: kits que enviamos por correio, os doentes picam o dedo, como os diabéticos, e colhem umas gotinhas de sangue. Depois é enviado para o laboratório para análise. Os resultados são em 24 horas e o nosso algoritmo automatiza o diagnóstico para o médico e para o paciente”, descreve. Em média, diz, um diagnóstico de infertilidade pode demorar três anos.
Sedeada em Lisboa, na Unicorn Factory desde 2023, a startup trabalha com três clínicas de fertilidade em Portugal (Lisboa, Coimbra e Algarve), mas os consumidores também podem encomendar os kits no website da companhia. “No último ano [fizemos] cerca de 500 testes em toda a Europa”, conta. Cada kit tem um custo de 99 euros.
A levantar capital: meta 2 milhões
A experiência como mulher fundadora “tem sido transformacional”. “Lembro-me há mais de 20 anos quando eu tive a minha primeira ideia de negócio, em que eu cometi todos os erros possíveis e imaginários e não havia apoio nenhum”, lembra destacando o apoio recebido pela Unicorn Factory e pela Startup Portugal.
Hoje com nove pessoas, com formação em psicologia e saúde, há planos para crescer. “Estamos neste momento a angariar fundos, dois milhões de euros, já temos metade angariado, pode ser que haja alguns investidores em Portugal que se queiram juntar a nós?”, atira a empreendedora.
“O nosso próximo passo é começar a monitorizar o tratamento que é prescrito aos pacientes. Neste momento o mesmo casal, indo a médicos diferentes, tem prescrições diferentes”, alerta.
“Queremos perceber que medicamentos são prescritos, a que horas e o resultado, se há gravidez e se há um bebé ao fim dos nove meses, e conseguir ligar isso aos dados que já temos: uma base de dados enorme, de dados pré-tratamento com sintomas, doenças, genética, estilos de vida, para conseguir perceber exatamente para esta pessoa e este casal qual é o tratamento que é mais provável que resulte num bebé”, explica.
(Última atualização às 14h11)
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