IP diz que estação do TGV em Vilar do Paraíso terá que ter ligação ao Metro 

O vice-presidente da IP realça que o "mais importante é não colocar o projeto em risco" e enumera as vantagens da estação de Santo Ovídio e de Vilar do Paraíso.

A Infraestruturas de Portugal (IP) assegura que a estação do TGV em Vilar do Paraíso terá que ter ligação ao Metro, isto se for a opção escolhida. O vice-presidente da IP considera ainda que o “mais importante é não colocar o projeto em risco”, destacando que é “irrelevante discutir se a estação fica dois quilómetros a norte ou a sul”.

“A Linha de Alta velocidade é o projeto mais importante dos próximos 50 anos, é um projeto fundamental para o país“, disse Carlos Fernandes. “Discutir se a estação fica a dois quilómetros a norte ou a sul é irrelevante à luz daquilo que são os objetivos estratégicos deste projetoo mais importante é não colocar o projeto em risco“, disse o vice-presidente da IP esta sexta-feira na apresentação da proposta do consórcio para a Alta Velocidade da Área Metropolitana do Porto.

Discutir se a estação fica a dois quilómetros a norte ou a sul é irrealmente à luz daquilo que são os objetivos estratégicos deste projeto — o mais importante é não colocar o projeto em risco.

Carlos Fernandes

Vice-presidente das Infraestruturas de Portugal

O vice-presidente da empresa responsável pela gestão da infraestrutura rodoviária e ferroviária nacional recorda que “este primeiro troço de Alta Velocidade vale 2,4 mil milhões de euros, assegurando que “é mais do que Portugal investiu durante os últimos dez anos”. Carlos Fernandes realça que a “primeira preocupação das Infraestruturas de Portugal é garantir que este projeto cumpre os objetivos estratégicos e que é executado”.

Em relação à alteração que desloca a estação de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso, a IP esclarece que “dentro do estudo prévio, o consórcio chegou a uma solução à superfície e que está a decorrer o processo de RECAPE (Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução), onde está a ser avaliado o traçado, as pontes e a solução de estação”.

IP enumera vantagens da estação de Santo Ovídio e de Vilar do Paraíso

O vice-presidente da IP enumerou as vantagens da estação de Santo Ovídio e da nova alternativa, a estação de Vilar do Paraíso, que tem gerado muito descontentamento por parte de grupos empresariais instalados nessa zona.

Em relação à primeira opção, a estação em Santo Ovídio, Carlos Fernandes enumera três vantagens: “a possibilidade de ligar a estação a duas linhas de metro, que já estão definidas, uma em construção e uma já construída”; “a proximidade ao casco urbano” e “a vantagem administrativa, tendo em conta que já está aprovada em termos de Declaração de Impacte Ambiental (DIA)”.

O vice-presidente da IP enumerou também as vantagens da estação de Vilar do Paraíso: “é verdadeiramente uma estação (o concessionário propôs quatro linhas) – enquanto em Santo Ovídio é um apeadeiro com duas linhas”. “Ao termos uma estação com quatro linhas isto dá-nos uma flexibilidade do ponto de vista de exploração a 20, 30, 40, 50 anos, que é muito superior à estação enterrada, e isso, obviamente, é um valor acrescentado a esta solução”, assegura Carlos Fernandes. Entre as vantagens está ainda a “acessibilidade rodoviária próxima de nós de autoestrada” e a “facilidade dos passageiros é superior quando comparado com uma estação enterrada a 60 metros“.

Ao temos uma estação com quatro linhas isto dá-nos uma flexibilidade do ponto de vista de exploração a 20, 30, 40, 50 anos, que é muito superior à estação enterrada.

Carlos Fernandes

Vice-presidente das Infraestruturas de Portugal

Mais uma vez, o porta-voz da IP elenca que o que fica a faltar nesta nova solução é a acessibilidade por metro: “não passa pela cabeça de ninguém que uma estação de Alta Velocidade não esteja servida por transportes coletivos, nomeadamente o metro. É algo que ainda falta nesta alternativa e que terá que ter uma solução, caso venha a ser esta a opção escolhida”.

A IP recebeu no final de setembro a proposta do consórcio do TGV que desloca a estação de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso, cabendo agora à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pronunciar-se até dia 11 de dezembro 2025, através da Declaração de Impacte Ambiental (DIA).

Por fim, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal garante que a localização da estação de Gaia “vai depender primeiro da avaliação ambiental e depois de uma análise técnica da IP”.

O contrato de 1,6 mil milhões de euros para o primeiro troço estabelecia uma estação de Gaia (Santo Ovídio) e uma ponte rodoferroviária, ao contrário do plano B que está agora em cima da mesa, que desloca a estação para Vilar do Paraíso/São Caetano e prevê a construção de duas pontes sobre o Douro, soluções diferentes do previsto no caderno de encargos.

O engenheiro António Campos não tem dúvidas que “uma estação à superfície tem muitas mais vantagens”, enquanto o engenheiro Álvaro Costa admite que “gosta da nova localização” (Vilar do Paraíso), destacando que tem “muito mais valor em relação à localização anterior” (Santo Ovídio).

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