Operação Marquês. Julgamento adiado até 13 de janeiro

  • Advocatus e Lusa
  • 6 Janeiro 2026

Apesar de inicialmente retomado esta terça-feira, o julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates foi adiado até dia 13 de janeiro.

Apesar de inicialmente retomado esta terça-feira, o julgamento do antigo primeiro-ministro José Sócrates foi adiado até dia 13 de janeiro para a segunda advogada oficiosa designada, que vai defender Sócrates, estudar o processo.

Isto, depois do advogado do antigo primeiro-ministro, José Preto, ter informado há dias que se encontra hospitalizado e, por isso, não conseguir defender o seu cliente. O tribunal nomeou uma primeira advogada oficiosa, Inês Louro, para representar Sócrates mas esta renunciou por “objeção de consciência”, avançou o Expresso. “Já me pronunciei muito criticamente sobre José Sócrates e por isso renunciei por objeção de consciência”, disse a advogada.

José Preto substitui Pedro Delille, que em 4 de novembro renunciou à defesa de Sócrates, ao fim de 11 anos a representar o antigo chefe de Governo (2005-2011), detido em novembro de 2014 e libertado em outubro seguinte.

O novo advogado pretendia ter cinco meses e meio para se inteirar do caso, mas, em 26 de novembro de 2025, o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa, que, concedendo formalmente dez dias para o estudo do processo pela defesa, reagendou o reinício dos trabalhos para esta terça-feira, às 09h30.

Para esta terça-feira, estão previstas as audições dos depoimentos de António Pinto de Sousa, primo de Sócrates; José Castella, controller financeiro do Grupo Espírito Santo; e José Guilherme, empresário que terá oferecido 14 milhões de euros a Ricardo Espírito Santo. Os três já morreram no decorrer da investigação e o tribunal ouvirá gravações dos depoimentos que fizeram quando foram ouvidos.

José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo. No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.

Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.

(Notícia atualizada às 10h48)

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