EUA garantem que vão controlar petróleo venezuelano “indefinidamente”
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o governo norte-americano irá determinar a venda de petróleo venezuelano num futuro próximo para beneficiar o mundo e o país sul-americano.
Depois dos Estados Unidos terem apreendido de dois navios petroleiros com ligação à Venezuela, o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o governo norte-americano irá determinar a venda de petróleo venezuelano num futuro próximo para beneficiar o mundo e o país sul-americano, refere o The Washington Times.
Wright avançou que está a trabalhar com o governo interino venezuelano para vender o petróleo armazenado, reconstruir a infraestrutura e estabilizar a produção. “Indefinidamente, daqui para a frente, venderemos a produção que sai da Venezuela no mercado”, referiu numa conferência sobre energia.
A administração Trump está agora a delinear planos para as vastas reservas de petróleo da Venezuela depois de as forças armadas dos EUA terem sequestrado o presidente venezuelano Nicolás Maduro no sábado e o terem levado para Nova Iorque para ser julgado por acusações de narcoterrorismo.
Também esta quarta-feira, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado continua em vigor em todo o mundo.
“O bloqueio ao petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em pleno efeito – em qualquer lugar do mundo”, escreveu Hegseth no X.
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Esta quarta-feira, os Estados Unidos apreenderam dois navios petroleiros. Um deles, o M/V Bella 1, com bandeira russa ligado à Venezuela no Atlântico Norte, que esteve no centro de uma perseguição marítima.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA e o Departamento de Segurança Interna, a apreensão do M/V Bella 1 deveu-se a violações das sanções americanas. “O navio foi apreendido no Atlântico Norte de acordo com um mandado emitido por um tribunal federal dos EUA após ter sido rastreado pelo USCGC Munro”, referem.
No mês passado, o petroleiro tinha escapado de um bloqueio naval dos EUA ao redor da Venezuela, medida destinada a interromper o comércio ilícito de petróleo. Desde então, tem sido perseguido pela guarda costeira norte-americana pelo mar das Caraíbas até ao Atlântico. Durante esse período, o petroleiro mudou para bandeira a russa, uma ação que é interpretada como uma tentativa de obter proteção.
As forças armadas do Reino Unido apoiaram os Estados Unidos na apreensão deste petroleiro. O Ministério da Defesa britânico afirmou que prestaram apoio operacional pré-planeado, incluindo base, aos recursos militares norte-americanos, na sequência de um pedido de assistência dos Estados Unidos.
“Hoje, as nossas forças armadas britânicas demonstraram competência e profissionalismo ao apoiar a interceção bem-sucedida do navio Bella 1 pelos EUA, enquanto este se dirigia para a Rússia. Esta ação fez parte dos esforços globais para reprimir as violações das sanções”, referiu o secretário da Defesa John Healey.
Já o segundo navio apreendido ligado à Venezuela no mar das Caraíbas, o M/T Sophia, não tem nacionalidade e pertence à “frota negra”. Operava em águas internacionais e realizava atividades ilícitas no mar das Caraíbas.
Após a apreensão de dois navios petroleiros, o Ministério dos Transportes russo acusou os Estados Unidos de violarem a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982. “Nenhum Estado tem o direito de usar a força contra navios devidamente registados nas jurisdições de outros Estados”, afirmou a Rússia.
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