EUA estudam pagar até 100 mil dólares a habitantes da Gronelândia
Entre os cenários da Casa Branca para anexar a Gronelândia está o plano de pagar entre 10 mil e 100 mil dólares aos cerca de 57 mil habitantes da ilha ártica.
A administração norte-americana está a ponderar pagar entre 10 mil e 100 mil dólares a cada habitante da Gronelândia para defenderem a secessão da Dinamarca e uma possível união com os EUA, avança a Reuters com base em quatro fontes ligadas a este processo. O plano de oferecer um cheque aos cerca de 57 mil habitantes da ilha ártica é um dos vários cenários em que a Casa Branca está a trabalhar para levar a Gronelândia para a sua esfera de influência direta.
Na última semana, após o ataque à Venezuela e sequestro de Nicolás Maduro no sábado, os EUA têm repetido que existem novas intervenções a caminho nos países vizinhos, como a Colômbia, Cuba e Gronelândia. A administração Trump garante que está em causa a “segurança nacional” dos EUA e, entre as alternativas em cima da mesa, não descarta a “via militar” na ilha que hoje pertence à Dinamarca.
Outro cenário, debatido entre os conselheiros da Casa Branca, passa por um acordo de livre associação, como acontece hoje com países da Micronésia, Ilhas Marshall e Palau.
A retórica norte-americana, em crescendo, tem levado a protestos de Copenhaga e também de outros líderes europeus. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já avisou mesmo que a entrada dos EUA na Gronelândia representa o “fim de tudo”, incluindo da Aliança Atlântica (NATO).
Também as autoridades da Gronelândia recusam a “fantasia” da anexação nas palavras do primeiro-ministro da ilha, Jean-Frederik Nielsen. O território debate há muito a sua própria independência da Dinamarca.
Esta quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia afirmou que a UE sempre foi um “aliado forte” de Washington, mas que as ameaças do Presidente norte-americano de anexar a Gronelândia “não ajudam à estabilidade”.
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