Javier Tebas: “Cloudflare coloca os seus lucros financeiros acima da proteção dos seus clientes”

  • Servimedia
  • 9 Janeiro 2026

Presidente da LaLiga, Javier Tebas, destacou a batalha legal e técnica que a LaLiga trava contra a pirataria de conteúdos desportivos, com foco na falta de colaboração de empresas como a Cloudflare.

A LaLiga garante que, enquanto procura ferramentas mais ágeis para bloquear o acesso ilegal a conteúdos desportivos, o conflito revela a tensão entre a proteção da propriedade intelectual e o papel de alguns intermediários tecnológicos que não apostam no fim da fraude audiovisual. A LaLiga sustenta que a pirataria não é um «crime sem vítimas». O roubo de conteúdo ameaça a viabilidade económica dos clubes, o emprego de milhares de trabalhadores e a capacidade de reinvestimento no futebol de base e na própria competição.

Em declarações à Associated Press recolhidas pela Servimedia, Tebas afirma que «só em Espanha, mais de 35% da pirataria de conteúdos da LaLiga continua a ser distribuída através da infraestrutura da Cloudflare, apesar de milhares de avisos formais e medidas de conformidade apoiadas judicialmente e implementadas pelos fornecedores de serviços de Internet (ISPs)».

«Não se trata de um debate jurídico, técnico ou ideológico, mas sim de um caso de uma empresa que prioriza os seus interesses comerciais e o seu lucro económico acima da legalidade, da sustentabilidade da indústria desportiva global e da proteção dos seus próprios clientes, que utiliza como escudo digital para redes de pirataria organizada», acrescenta.

Além disso, a LaLiga sublinha que atualmente existe uma colaboração com um grande número de intermediários tecnológicos, como a Google, a Amazon e o YouTube, entre outros. Em contrapartida, a Cloudflare recusou repetidamente atender aos pedidos de colaboração da LaLiga.

A Cloudflare enfrenta decisões judiciais contra si proferidas por tribunais na Itália, França, Alemanha e Japão, entre outros países.

 

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