Macron quer instrumento anti-coerção se Trump impuser sobretaxas por causa da Gronelândia
O Presidente francês estará "em contacto o dia todo com os homólogos europeus" e pedirá "a ativação do instrumento anti-coerção" da UE se ameaças de sobretaxas alfandegárias de Trump forem executadas.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, que estará hoje “em contacto o dia todo com os homólogos europeus”, pedirá “a ativação do instrumento anti-coerção” da UE se as ameaças de sobretaxas alfandegárias de Donald Trump por causa da Gronelândia forem executadas, informou fonte próxima de Macron.
Esta ferramenta, cuja implementação requer a maioria qualificada dos países da União Europeia, permite, entre outras medidas, o congelamento do acesso aos mercados públicos europeus ou o bloqueio de certos investimentos.
As ameaças comerciais norte-americanas “levantam a questão da validade do acordo” sobre tarifas alfandegárias concluído entre a União Europeia e os Estados Unidos em julho passado, observou fonte próxima do Presidente francês.
Donald Trump ameaçou no sábado vários países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) com a imposição de novas tarifas alfandegárias até que “um acordo seja alcançado para a venda completa e integral da Groenlândia”.
Esta sobretaxa de 10%, que recai sobre os países que enviaram soldados para a Gronelândia, entrará em vigor a partir de 01 de fevereiro e poderá subir para 25% em 01 de junho, disse Trump.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem reiterado a intenção de os Estados Unidos assumirem o controlo da Gronelândia, “a bem ou a mal”.
A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, com uma população de cerca de 50 mil pessoas.
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