Projeção da abstenção aponta para 35 a 43%. Há duas décadas que participação não era tão elevada

Projeções da abstenção nas presidenciais deste domingo variam entre 35 e 43%. Há 20 anos que participação não era tão elevada.

As projeções da abstenção nas eleições presidenciais deste domingo variam entre 35,6% e 43%, o que compara com uma taxa de abstenção de 60,76%, nas eleições de 2021. A taxa de abstenção oficial só pode ser apurada após a contagem dos votos, depois do fecho das urnas.

A sondagem da Católica para a RTP aponta para uma taxa de abstenção entre os 37 e os 43%, Pitagórica para a CNN e SIC define um intervalo entre 35,6 e 40,6%, às 19h00 depois de encerradas as urnas no Continente e na Madeira.

Ao longo do dia já era claro que a abstenção iria cair. Nos vários pontos de aferição da afluência às urnas a tendência estava traçada: até às 12h00, a afluência estava nos 21,18%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, que comparam com os 17,07%, de em 24 de janeiro de 2021. Já às 16h00 a afluência estava nos 45,51% contra os 35,44% das eleições realizadas em ano de pandemia, o que representou uma subida de 10,07 pontos percentuais.

Nas presidenciais de 2021, da reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%, o que representou uma subida face aos 51,3% de 2016. Marcelo conseguiu mobilizar mais eleitores a ir às urnas, já que na reeleição de Cavaco Silva a taxa de abstenção se situou nos 53,5%, um salto de 14 pontos percetuais face às eleições de 2006. Historicamente, os atos eleitorais que se traduziram numa reeleição apresentaram sempre taxas de abstenção mais elevadas – Jorge Sampaio registou um aumento de 16 pontos percentuais (de 33,6% em 1996 para 50% em 2001) e Mário Soares de 16,2 pontos percentuais (de 21,8% em 1986 para 38% cinco anos depois). A contraria esta tendência só mesmo o primeiro Chefe de Estado em democracia. As presidenciais de 1976, que deveram a vitória ao General Ramalho Eanes tiveram uma taxa de abstenção de 24,6% que caiu para 15,8% nas presidenciais de 1980.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já este domingo Chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, a 8 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto constavam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

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