Recurso ao lay-off diminuiu no final de 2025
Número de trabalhadores abrangidos pelo regime de lay-off caiu em cadeia e em termos homólogos, no último mês do ano. Houve também menos empresas a recorrer face ao registado há um ano.
Quase 6.500 trabalhadores terminaram o ano de 2025 em lay-off, isto é, com o contrato de trabalho suspenso ou o horário reduzido. Os dados publicados pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho mostram que houve um recuo dos empregados abrangidos por este regime tanto em cadeia, como em comparação com o ano anterior.
“Em dezembro de 2025, o número total de situações de lay-off com compensação retributiva (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho) foi de 6.497“, lê-se na síntese divulgada esta semana.
Face ao mês anterior, houve uma redução de 921 prestações de lay-off, o que representa um decréscimo de 12,4%.
Já em comparação com dezembro de 2024, registou-se uma diminuição de 449 prestações processadas, o correspondente a um recuo de 6,5%.

O lay-off, importa explicar, é um regime previsto no Código do Trabalho, que permite às empresas em crise reduzirem os horários dos seus trabalhadores ou até suspenderem os contratos de trabalho, recebendo, em paralelo, da Segurança Social um apoio para o pagamento dos salários.
Em dezembro, do total de trabalhadores em lay-off, mais de metade (3.924 pessoas) tinham o seu horário reduzido. “Este número representa uma redução de 283 prestações processadas, ou seja, um decréscimo de 6,7% em relação ao mesmo anterior“, revelam os dados do GEP.
Em termos homólogos, o recuo foi de 21,9%, o que significa que menos 1.100 trabalhadores tinham o seu horário cortado em dezembro de 2025 do que em dezembro de 2024.
Já quanto à suspensão temporária do contrato de trabalho, as estatísticas mostram que, no último mês de 2025, 2.572 pessoas estavam nessa situação, menos 19,9% do que em novembro, ma mais 33,9% do que no mesmo mês de 2024.
A síntese publicada pelo GEP aponta ainda que estas prestações foram processadas a 323 entidades empregadoras. “Representa um aumento de 25 entidades em relação ao mês anterior e uma redução de 50 entidades em comparação com o mesmo período do ano passado“, é observado.
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