S&P vê banca portuguesa a manter rentabilidade e comprar mais dívida pública

Bancos deverão manter rentabilidades na ordem dos 13% à boleia de condições económicas "favoráveis". Excesso de liquidez deverá ser canalizada para dívida pública, antecipa agência S&P.

A banca portuguesa deverá manter este ano a rentabilidade que tiveram no ano passado beneficiando de uma “economia favorável”, considera a agência Standard & Poor’s, que vê os bancos a apostarem cada vez mais o excesso de liquidez na compra de dívida pública.

Numa nota publicada esta quinta-feira, a S&P projeta que os bancos nacionais deverão ter uma rentabilidade dos capitais próprios na ordem dos 13%, descendo ligeiramente em relação ao ano passado, mas em linha com os pares europeus.

Para este desempenho contribuirá o facto de o setor apresentar níveis de eficiência melhores do que os outros bancos da Zona Euro, projetando que o rácio custo/receita se situe em torno dos 43%.

“A rentabilidade dos bancos portugueses deverá manter-se sólida. As receitas operacionais deverão aumentar a taxas baixas de um dígito, impulsionadas pelo crescimento dos volumes, uma vez que a reprecificação dos ativos a taxas mais baixas estará a acabar”, referem os analistas da agência de rating.

Também há fatores positivos do lado macro e político. “O mercado de trabalho deverá manter-se resiliente e o mercado imobiliário dinâmico, embora antecipemos uma desaceleração do crescimento nominal dos preços das casas, devido às medidas governamentais recentemente introduzidas para melhorar a acessibilidade à habitação e apoiar a oferta. Na nossa perspetiva, o aumento da fragmentação parlamentar é pouco provável que comprometa o historial de políticas públicas de Portugal”, adiantam ainda.

Isto fará com que a qualidade do balanço se mantenha estável, apontando para um rácio de malparado na ordem dos 3,5%. Por outro lado, também antecipa que os bancos “continuarão a ser maioritariamente financiados por depósitos e a manter níveis confortáveis de liquidez” e que o excesso de liquidez “será progressivamente investida em obrigações do Estado”.

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