Accenture cresce em Coimbra. Novo centro tecnológico tem mais de 250 pessoas e quer triplicar nos próximos anos
Na cerimónia de apresentação do Centro Tecnológico da Accenture em Coimbra, que contou com a presença de Ana Abrunhosa, ficou clara a ambição da empresa de querer continuar a crescer em Portugal.
A Accenture inaugurou esta quinta-feira o novo Centro de Tecnologia Avançada em Coimbra, instalado no Instituto Pedro Nunes (IPN). Depois de ter chegado à cidade em 2023 com cerca de 30 colaboradores, a multinacional especializada em tecnologias de informação (IT) mudou-se das anteriores instalações na Torre do Arnado para o IPN, onde conta atualmente com mais de 250 pessoas.
A empresa pretende continuar a crescer na cidade e reforçar a sua presença nos próximos anos. Na cerimónia de inauguração, que decorreu esta manhã, Susana Mata, Advanced Technology Center Lead da Accenture Portugal, explicou que o objetivo passa por atingir cerca de 700 colaboradores em Coimbra a médio prazo, tal como já acontece nos polos de Lisboa e Braga.
A responsável destacou ainda o elevado nível de qualificação da equipa, referindo que “mais de 63% das pessoas têm grau de mestrado” e que a “grande maioria foi formada em Coimbra”. Outro dado salientado foi o equilíbrio de género no centro tecnológico, com 51% de homens e 49% de mulheres. Susana Mata adiantou também que o centro tecnológico de Coimbra presta serviços a clientes em mais de 25 países, “desde a Austrália aos Estados Unidos”.

Com a abertura deste novo centro em Coimbra, a Accenture passa a contar com três polos de inovação em Portugal, depois de Braga e Lisboa. A responsável mostrou-se satisfeita com este novo passo da empresa, afirmando que “Coimbra era o bebé e já cresceu”, acrescentando estar confiante de que a cidade do Mondego “oferece todas as condições para alcançar o sucesso desejado”.
Ana Abrunhosa feliz com crescimento da Accenture em Coimbra
A inauguração contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, que, apesar de a região Centro ter sido severamente afetada pela depressão Kristin, quis marcar presença naquele que considerou ser um dia “muito importante” para a cidade de Coimbra. “Estamos numa situação crítica e de calamidade, mas hoje não podia deixar de estar aqui. Pensem em Coimbra como região, afirmou.

A autarca não esqueceu o anterior executivo municipal e deixou uma palavra de agradecimento, por ter sido “o responsável pela vinda da Accenture para a cidade há cerca de três anos”, atirou.
Ana Abrunhosa transmitiu também uma mensagem de tranquilidade e confiança à Accenture, sublinhando o apoio do município ao crescimento da empresa na cidade. “Sempre que houver necessidade de mais escritórios, cá estaremos para dizer presente”, garantiu.
A presidente da Câmara destacou ainda o ecossistema local, referindo que “Coimbra é talento” e que existe “um ambiente perfeito no Instituto Pedro Nunes. Terão o nosso apoio para crescer e para criar spin-offs a partir daqui”, concluiu.
“Queremos trabalhar com a comunidade para que Coimbra seja um ponto de tecnologia e inovação”
Também a presidente da Accenture Portugal, Manuela Vaz, mostrou-se satisfeita com este novo passo da empresa, sublinhando que a escolha de Coimbra “reconhece aquilo que a cidade representa: conhecimento e ambição, com uma ligação muito forte entre a academia e o futuro”.
“Queremos trabalhar lado a lado com a comunidade para que Coimbra seja um ponto de tecnologia e inovação”, disse, acrescentando que a cidade oferece condições ideais para o crescimento do centro tecnológico e para o desenvolvimento de novos projetos.

A responsável sublinhou a missão da empresa de apoiar os clientes na inovação tecnológica e desenvolver soluções avançadas. “Temos a missão clara de suportar os nossos clientes na reinvenção com tecnologia de ponta, engenharia, cibersegurança, e com o foco na entrega de resultados. Queremos afirmar a nossa presença global como uma prática inovadora e oferecer excelência aos clientes em Portugal e no mundo.”
Manuela Vaz explicou ainda os três compromissos da Accenture em Portugal. “O primeiro é com as pessoas: atrair, desenvolver e reter talento, criar oportunidades de carreira e proporcionar um ambiente onde as pessoas podem crescer. O segundo é com os clientes: entregar valor real e preparar as organizações para os próximos anos. E o terceiro é com o país e a Europa: contribuir para uma economia mais digital e para a confiança e soberania tecnológica”, explicou.
“É absolutamente imperativo a requalificação de profissionais com a IA”
Em declarações ao ECO, à margem da inauguração do Centro Tecnológico Avançado, a presidente da Accenture Portugal defendeu ainda a necessidade de requalificar profissionais face à chegada da inteligência artificial. “De uma forma geral, não só na Accenture, esta inovação impulsionada pela IA leva a que, naturalmente, nós e as pessoas dos nossos clientes tenhamos que estar preparados”, afirmou.
“Temos investido milhares de horas em Portugal para que ninguém fique para trás. Sinceramente, vejo as nossas pessoas com vontade de aprender, e estamos a dar todas as condições para que possam ser requalificadas. É absolutamente imperativo a requalificação de profissionais com a IA”, concluiu Manuela Vaz.
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