Gulbenkian apoia mais de mil jovens que não trabalham, nem estudam

"Gulbenkian Empregar" nasce com o objetivo de promover a empregabilidade dos jovens mais vulneráveis. Para já, foram selecionados 14 projetos nesse sentido, que receberão financiamento.

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apoiar mais de mil jovens das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, do Algarve e dos Açores que não trabalham nem estudam. Foram selecionados 14 projetos que promovem a empregabilidade dos “jovens em situação de maior vulnerabilidade”, que vão ser agora financiados por esta função.

“Em 2024, 11% dos jovens entre os 15 e os 29 anos residentes na União Europeia não trabalhavam, não estudavam e não frequentavam qualquer formação. Em Portugal, embora a taxa de jovens NEET (notineducation, employment, or training) seja inferior à média europeia, situando-se nos 8,7%, esta situação tem particular incidência em grupos de contextos socioeconómicos mais desfavoráveis, que apresentam taxas substancialmente mais elevadas. Paralelamente, entre os jovens que têm emprego (18-24 anos), mais de metade têm contratos temporários“, começa por descrever a fundação.

“Estas disparidades requerem abordagens integradas e inovadoras, com intervenção direta no terreno e envolvimento ativo das comunidades”, defende a mesma.

E anuncia: “através da iniciativa Gulbenkian Empregar, a fundação financia projetos inovadores, com potencial de replicação, que promovem a empregabilidade e melhoram a qualidade do emprego de jovens entre os 16 e os 34 anos que não estudam, não se encontram em formação, estão desempregados ou enfrentam situações de trabalho precário, pouco qualificado ou mal remunerado“.

Em concreto, após um concurso e uma fase de avaliação independente baseada em critérios de pertinência, inovação, qualidade, ambição, participação e sustentabilidade, foram selecionados 14 projetos apresentados por consórcios de pessoas coletivas, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, sediadas em Portugal.

Por exemplo, a fundação Calouste Gulbenkian vai financiar, neste âmbito, o “Jobs airport – music hub”, um projeto que passa pela criação de um centro de formação e produção musical que capacita jovens NEET para carreiras técnicas e criativas na música e na indústria cultural.

Outros dos projetos apoiados é o “Torna”, que visa a “promoção da empregabilidade de jovens do Bairro do Zambujal através de um atelier comunitário de cerâmica que integra formação técnica, competências socioemocionais e criação de um negócio social sustentável“.

Já o programa “W Jobs” pretende promover a inclusão e empregabilidade deste jovens, mas também de migrantes e refugiados através de bootcamps, estágios e programas de mentoria, com uma ligação ao mundo do desporto.

"Com duração entre 12 e 18 meses, os projetos selecionados destacaram-se pela adoção de intervenções personalizadas, mentoria, aprendizagem dual e criação de redes locais de empregabilidade, bem como por estratégias sólidas de monitorização e continuidade.”

Fundação Calouste Gulbenkian

“Com duração entre 12 e 18 meses, os projetos selecionados (pode ver a lista na íntegra aqui) destacaram-se pela adoção de intervenções personalizadas, mentoria, aprendizagem dual e criação de redes locais de empregabilidade, bem como por estratégias sólidas de monitorização e continuidade. A iniciativa tem ainda como objetivo validar metodologias que possam, no futuro, ser internalizadas nas políticas públicas de qualificação, emprego e inclusão de jovens“, salienta a fundação.

Foi também estabelecida uma parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, com vista à posterior generalização e disseminação alargada da iniciativa.

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