Depois do Banco de Portugal, projeto EntreCampos vendeu mais um edifício

O projeto multimilionário está em acelerada construção no terreno da antiga Feira Popular de Lisboa. E já há comprador para mais um edifício, ainda que o nome não tenha sido revelado.

O projeto EntreCampos, promovido pela Fidelidade Property no antigo espaço da Feira Popular de Lisboa, já tem um segundo edifício vendido depois dos adquiridos pelo Banco de Portugal, foi hoje revelado na apresentação do que é considerado um mega projeto imobiliário com um valor estimado de 1.000 milhões de euros.

Maquete do projeto EntreCampos. Três dos dez edifícios já têm proprietário. Todo o projeto pretende que o empreendimento se misture com a própria cidade.

Depois de 2018, em hasta pública, a Fidelidade Property, braço imobiliário do grupo segurador, ter adquirido os terrenos por 273 milhões de euros, a sede da companhia será deslocada para um edifício situado num terreno próximo ocupando 70% do espaço e cedendo o restante a outros arrendatários.

Já o projeto desenhado para o terreno onde foi a Feira Popular será composto por sete edifícios de escritórios, três edifícios residenciais e um espaço comercial de restauração, lazer e comércio, para além de 17 mil quadrados de espaços verdes. Situado entre a avenida da República e a Avenida 5 de outubro, será construído debaixo desta última um parque de estacionamento com dois mil lugares para acesso público ao projeto.

A Fidelidade Property vai assegurar a gestão do espaço por um período previsível de cinquenta anos, e a manutenção da área pública durante 20 anos.

Mipim Awards alavanca prestígio de EntreCampos

Acompanhando o projeto desde o início, em 2018, o administrador Miguel Santana destacou o prémio “Best New Mega Development” conquistado nos MIPIM Awards 2025, durante uma das maiores e mais influentes feiras internacionais do imobiliário que anualmente se realiza em Cannes, juntando investidores, promotores, fundos, cidades, governos e empresas de todo o mundo e que atribui os mais desejados “óscares” a nível global.

O projeto partiu com bases sólidas. Os edifícios de habitação são assinados pelos arquitetos Souto Moura e Siza Vieira em colaboração com Ana Daciano da Costa. No total serão 249 apartamentos, no total de 28 mil m2, a comercializar por fração e com entrega prevista para 2028.

São sete os edifícios de escritório totalizando 140.000 m² de área bruta locável, prevendo-se 14 mil utilizadores diários. Estes foram concebidos pela KPF, segunda maior empresa de arquitetura do mundo, em conjunto com a Saraiva + Associados, enquanto a sede da Fidelidade teve projeto conjunto da Gensler e da Promontório.

Em relação à ocupação, o primeiro comprador de edifícios foi o Banco de Portugal. Investindo um total 235 milhões, abrangendo obras estruturais e outras despesas, tem conclusão da obra prevista para o final de 2027, quando o BdP abandonará quatro instalações dispersas por Lisboa.

Finalmente, existem mais de 55 lojas ocupando 20.000 m2, dos quais 8.500 m2 destinados ao food district. Esta área comercial foi concebida segundo um novo conceito designado “High Street Curated Retail”, em que existe uma rua principal e em que toda a área não tem barreiras físicas na sua ligação à cidade.

Contrapartidas públicas estão incluídas

No contrato ficou previsto o promotor integrar a Operação Integrada de Entrecampos, gerida pela SRU Lisboa Ocidental, uma Sociedade de Reabilitação Urbana criada pela Câmara Municipal de Lisboa para planear, gerir e executar operações de reabilitação urbana naquela parte específica da cidade.

O projeto, reflexo da integração na Operação Integrada de Entrecampos, inclui a construção de 700 fogos afetos ao Programa de Renda Acessível construídos fora da área privada do EntreCampos.

Os espaços verdes públicos terão de totalizar 2,5 hectares dentro do projeto, com 17 000 m² de zonas de praças, jardins e espaços abertos pensados para uso comunitário.

A operação vai ainda incluir a construção de infraestruturas sociais, creches, jardim de infância, unidades de cuidados continuados, centro de dia, lar e serviços de apoio domiciliário, bem como equipamentos de exposição e cultura que serão públicos ou com uso comunitário.

O estacionamento público integrado, subterrâneo à avenida 5 de outubro, é também considerado contrapartida urbana de forma de servir residentes e visitantes. Todo o projeto estará concluído em 2028, a área comercial um ano mais cedo.

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