Exclusivo Pixelmatters faz “fit perfeito” com Fresh Legal para serviço de softlanding

Startup do Norte fechou parceria com escritório de advogados para o serviço que visa atrair empresas internacionais a instalar-se em Portugal. Os fundadores explicam as motivações.

Depois de lançar o Tech Hubs in Portugal, um serviço de softlanding para ajudar empresas internacionais a instalar-se em Portugal, a Pixelmatters fechou uma parceria com a Fresh Legal Group, que assegura o enquadramento legal, fiscal e regulatório necessário à sua instalação e operação.

“Iniciamos a nossa oferta com a perspetiva de oferecer um serviço de B.O.T. tradicional, totalmente integrado, incluindo não apenas a componente tecnológica mas também legal e administrativa. No entanto, rapidamente percebemos que dado o nível de sofisticação dos clientes que procuramos, estas empresas e profissionais procuram especialistas nas suas respetivas áreas”, afirma André Oliveira.

“Nós somos especialistas em desenvolvimento de produtos digitais, mas não em aconselhamento legal, fiscal ou administrativo. Foi neste contexto que procuramos uma parceria estratégica com uma empresa especialista nessas vertentes, que fosse líder de mercado em Portugal na área, e que idealmente já estivesse familiarizada em trabalhar com clientes internacionais. Encontramos a Fresh e foi um fit perfeito”, diz o fundador e chairman da Pixelmatters ao ECO.

Dedicado à consultoria em matéria fiscal, de imigração, imobiliário e de relocalização, dirigida a indivíduos e empresas internacionais que pretendem viver, investir ou desenvolver a sua atividade em Portugal, o Fresh Legal Group atua em Portugal sob a designação Fresh Portugal. Opera através de uma sociedade de advogados com uma equipa de cerca de 15 advogados e tem vindo a reforçar o seu apoio a empresas estrangeiras, em particular do setor tecnológico, que procuram instalar ou expandir operações no país, explica o fundador e CEO Zeev Fisher.

Da esquerda para a direita, Zeev Fisher (Fresh Legal) e André Oliveira (Pixelmatters)

Zeev Fisher destaca a “complementaridade” entre as duas empresas com uma mais-valia com esta parceria. “A Pixelmatters apoia empresas internacionais na criação de produto digital e de equipas tecnológicas em Portugal, a Fresh Portugal assegura o enquadramento legal, fiscal e regulatório necessário à sua instalação e operação”, diz.

“Esta colaboração reflete também uma visão comum quanto à importância de serviços de elevada qualidade e de uma integração efetiva das empresas no ecossistema português, num contexto de crescente interesse internacional por Portugal como destino para a criação de hubs tecnológicos”, justifica.

A ‘separação de funções’ permite maior foco, considera André Oliveira. “Esta separação permite-nos focar naquilo que fazemos bem há 12 anos e pelo qual somos reconhecidos, mas ao mesmo tempo ter capacidade de recomendar aos nossos clientes um parceiro que sabemos que irá dar cartas na sua área. A expectativa é que tudo isto crie uma dinâmica de serviço premium, de alta qualidade e que naturalmente deixe os clientes extremamente satisfeitos”, argumenta o fundador da Pixelmatters.

E o que ganham os clientes com isto? “Beneficiam de uma abordagem integrada, com acesso a serviços jurídicos e de engenharia tecnológica no mesmo espaço. Esta proximidade permite uma articulação mais eficiente entre áreas críticas do processo de instalação em Portugal, contribuindo para decisões mais informadas, maior previsibilidade e uma experiência global mais fluida”, aponta Zeev Fisher.

O Tech Hubs in Portugal arrancou com um cliente, o Ujet.cx, e a Pixelmatters tinha planos de angariar dois a três novos clientes este ano. Esta parceria irá acelerar essa angariação? “Há expectativa nesse sentido, sim, mas considerando que a parceria está ainda a arrancar, o foco não são os números por agora. O foco para já é mesmo as sinergias mútuas que daqui poderão advir“, refere André Oliveira ao ECO.

Zeev Fisher não arrisca uma estimativa de impacto na sua faturação. “A parceria estratégica com a Pixelmatters surgiu da vontade de alargar o apoio a sociedades ou founders estrangeiros que pretendam estabelecer uma presença no nosso país e usufruir dos diversos benefícios disponíveis — financiamentos de fundos de capital de risco (e.g. SIFIDE), IFICI e outros”, aponta.

“Embora tenhamos plena confiança no sucesso do trabalho que vamos desenvolver em conjunto, ainda é prematuro, neste momento, estimar qualquer impacto na faturação. Neste momento o nosso objetivo é desenvolver um trabalho de qualidade que permita uma abordagem integrada a sociedades ou pessoas que pretendam estabelecer-se em Portugal”, diz.

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