Princesa herdeira da Noruega pede desculpa por ligações a Epstein
As comunicações e os contactos da princesa herdeira Mette-Marit com Epstein colocaram-na sob os holofotes nos últimos dias, numa altura em que o filho começou a ser julgado por múltiplos crimes.
A princesa herdeira da Noruega pediu esta sexta-feira desculpa às pessoas que diz ter “desiludido”, após dias de escrutínio sobre os seus contactos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, lamentando a situação em que colocou a família real.
As comunicações e os contactos da princesa herdeira Mette-Marit com Epstein colocaram-na sob os holofotes nos últimos dias, numa altura em que o filho começou esta semana a ser julgado por múltiplos crimes, incluindo acusações de violação. Os ficheiros relacionados com Epstein continham várias centenas de referências à princesa herdeira, que já em 2019 afirmou lamentar ter tido contactos com Epstein, noticiaram os meios de comunicação social noruegueses.
Os documentos, que incluem trocas de correio eletrónico, mostram que Mette-Marit utilizou durante vários dias, em 2013, uma propriedade pertencente a Epstein em Palm Beach, no estado norte-americano da Florida. A divulgação de três milhões de documentos da investigação a Epstein, feita há uma semana, reacendeu controvérsias que atingem figuras políticas, a realeza britânica e norueguesa e instituições internacionais, com impactos em França, Reino Unido, México e Rússia.
Além da princesa herdeira, as autoridades norueguesas abriram também uma investigação ao antigo primeiro-ministro Thorbjorn Jagland por suspeitas de corrupção, na sequência de revelações sobre as suas ligações a Epstein. Na quinta-feira, o Serviço Norueguês de Investigação de Crimes Económicos, uma unidade mista da polícia e do Ministério Público, anunciou que irá apurar se Jagland recebeu ofertas, viagens ou empréstimos relacionados com os cargos que exerceu.
Jagland foi primeiro-ministro da Noruega entre 1996 e 1997. Desempenhou igualmente funções como presidente do Comité Norueguês do Nobel e como secretário-geral do Conselho da Europa, o maior organismo intergovernamental europeu dedicado aos direitos humanos.
Os ficheiros revelaram vários anos de contactos entre o político e Epstein, com mensagens de correio eletrónico incluídas na documentação que indicam que Jagland planeou visitar a ilha de Epstein com a família em 2014, quando era presidente do Comité Nobel, estando a organização dos voos a cargo de uma assistente de Epstein.
As autoridades norueguesas estão também a analisar a possibilidade de levantar a imunidade de Jagland, de que beneficia devido ao seu passado diplomático. O seu representante legal disse à estação pública norueguesa NRK que Jagland está a cooperar com a investigação.
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