CIP acredita que Seguro vai promover reformas estruturais e competitividade
Patrões acreditam na estabilidade e defendem que, como o próximo chefe de Estado foi empresário, está mais “sensível às preocupações e expectativas” do tecido empresarial.
A CIP – Confederação Empresarial de Portugal considera que o Presidente da República eleito, António José Seguro, vai promover reformas estruturais no país e aumentar a sua competitividade. A entidade patronal defende que o próximo chefe de Estado, como foi empresário, está mais “sensível às preocupações e expectativas” do tecido empresarial.
“Saberá aferir a importância da mesma para o crescimento e bem-estar do país”, afirma o presidente da CIP. “As virtudes das políticas económicas estáveis estão, seguramente, no espírito do novo Presidente, que é um homem que já demonstrou sentido de Estado e vontade de servir o país”, refere Armindo Monteiro, em comunicado divulgado esta segunda-feira.
A CIP acredita que a legislatura terá três anos e meio de estabilidade, uma vez que o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa reforça “o horizonte de estabilidade”, que “não só ser preservado, como servir para atenuar a chamada ‘fadiga democrática’, promover reformas estruturais e fortalecer a competitividade do país”.
A confederação empresarial está também convicta de que António José Seguro será fiel ao que disse no discurso de vitória nas eleições deste domingo e fará o que for preciso para que Portugal tenha as tais “políticas duradouras que, em alguns casos, ultrapassem os ciclos governativos”. Aliás, Armindo Monteiro diz que a relação entre o Presidente e o atual Governo de Luís Montenegro será “institucional, franca, leal e cooperante”.
“É o que o país espera dele: cooperação, solidariedade e responsabilidade, mas também escrutínio e crítica construtiva. Pelo seu passado de moderação política e sentido de interesse público, designadamente durante o difícil período de negociações com a troika, não é de esperar outra conduta do novo Presidente na relação com os outros poderes e instituições democráticos”, destaca o líder da CIP
Armindo Monteiro faz ainda referência ao passado recente de António José Seguro como empresário – dedicou-se ao comércio de vinho e azeite e à exploração de um alojamento turístico – e espera que saiba “aferir a importância” da atividade empresarial “para o crescimento e bem-estar do país”.
Como escreve o ECO neste perfil, enquanto líder do PS, António José Seguro protagonizou um dos episódios mais politicamente sensíveis da sua liderança: a reforma do IRC. Em 2013, o Governo PSD/CDS apresentou uma redução progressiva da taxa do imposto sobre as empresas — de 25% para 23% numa primeira fase, acompanhada de alterações ao regime fiscal para investimento.
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