Depois de criticar operadoras de telecomunicações, Marcelo questiona seguradoras sobre demora de peritagens

Presidente da República disse que as "seguradoras têm de agilizar as peritagens" e a autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, alertou que estas empresas estão a demorar "demasiado".

O presidente da República criticou a justificação da demora da realização de peritagens e produção dos respetivos relatórios demora por parte das seguradoras. Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Coimbra, esta sexta-feira, e as suas críticas às companhias foi corroborada por Ana Abrunhosa, presidente da Câmara Municipal de Coimbra.

“Infelizmente há muitos comerciantes que não tinham seguro mas muitos têm e as seguradoras têm de agilizar as peritagens”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, referindo que o ministro das Finanças já havia falado a este respeito com representantes dos seguradores.

“Também o primeiro-ministro estava preocupado, e ainda está, vai contactar com o Regulador (ASF) e a associação dos seguradores (APS) porque não há razão para demorarem tanto tempo os relatórios de peritagem”, acrescentou o Presidente. “Se a reconstrução não arranca dentro dos próximos 30-60 dias há um prejuízo irreversível”, disse ao lado da autarca, que concordou que as seguradoras estão a demorar “demasiado”.

“Estão a demorar muito nos relatórios e estes são importantes para os apoios (estatais) que estamos a dar”, rematou Ana Abrunhosa, antiga ministra da Coesão Territorial do governo socialista.

Desde a passagem da depressão Kristin, no final de janeiro, é a segunda vez que o Presidente da República critica as empresas privadas pela resposta à devastação causada na região Centro. A 4 de fevereiro, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as operadoras de comunicações “portaram-se mal” na reposição dos serviços aos clientes nos concelhos em situação de calamidade.

O setor das telecomunicações reagiu em peso, indicando que as declarações de Marcelo eram “injustas e desajustadas”. Mais recentemente, Álvaro Santos Pereira, antigo ministro da Economia e atual Governador do Banco de Portugal, considerou não ser “aceitável que tenhamos populações semanas sem luz e comunicações”.

 

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