Cândido Costa pergunta se “tens olho para as odds?” em campanha da Solverde

  • + M
  • 7 Agosto 2025

Assinada pela Legendary e produzida pela Snowberry, a campanha marca presença em televisão, meios digitais, imprensa e outdoors. A estratégia de meios é assegurada pela Media Duyes.

A Solverde.pt lançou uma campanha no arranque da nova época, protagonizada por Cândido Costa, que pergunta se “Tens olho para as odds?”, mote da campanha.

No spot, o embaixador da marca assume o papel de treinador na zona técnica, atento a tudo o que se passa dentro e fora do campo até, que quando ouve um adepto a comentar com convicção que ia ser golo, não hesita, mandando-o aquecer para entrar. Mas, em vez de o lançar no relvado, convida-o a apostar na app da Solverde.pt.

Esta campanha só podia ser feita com o Cândido Costa, que assina connosco pela ‘terceira época’, sempre a mostrar o lado mais divertido de se entrar em jogo com uma aposta, seja qual for o seu resultado. É divertidíssimo gravar com ele, quando a câmara está ligada ou desligada, e isso transparece nos filmes”, diz Telma Marques, head of marketing da Solverde.pt, citada em comunicado.

“É um prazer fazer parte da casa Solverde.pt – são muitos anos! – e trabalhar desta forma leve e divertida, onde posso ser eu mesmo, e ao mesmo tempo promover a marca e o entretenimento que ela representa: falar de apostas desportivas de uma forma leve, divertida e responsável”, refere, por sua vez, Cândido Costa.

A campanha “bem-humorada demonstra como as apostas desportivas refletem a convicção do adepto que vibra com cada jogada. É esse espírito que Cândido Costa, como embaixador da marca, encarna como ninguém”, aponta a marca, que aproveita ainda a campanha para anuncia que a sua nova app já está disponível.

Assinada pela Legendary e produzida pela Snowberry, a campanha marca presença em televisão, meios digitais, imprensa e outdoors. A estratégia de meios é assegurada pela Media Duyes.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Incêndios. Governo renova situação de alerta até 13 de agosto

Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, o Governo prolongou a situação de alerta. Executivo autoriza também as Forças Armadas a comprar dois kits de combates a incêndios para os C-130.

O Governo decidiu renovar a situação de alerta devido ao risco de incêndio até 13 de agosto, confirmou esta quinta-feira a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral. O anúncio foi feito após a reunião do Conselho de Ministros. “Prevê-se, mais uma vez, o agravamento das condições climatéricas para os próximos dias”, diz a ministra da Administração Interna.

Portugal entrou em situação de alerta no domingo, dia 3 de agosto, até esta quinta-feira, dia 7 de agosto. No entanto, o Governo decidiu prolongar esta medida, com Maria Lúcia Amaral a justificar que “as proibições contribuíram para uma diminuição do número de ignições” e que, por outro lado, está previsto o “agravamento das condições climatéricas para os próximos dias”.

O ministro da presidência, Leitão Amaro, assegurou que o “Governo está a fazer todos os esforços para combater o flagelo“, recordando que o Executivo “está ao lado dos que sofrem com as chamas”.

A ministra da Administração Interna recorda que com esta renovação do estado de alerta “continua a vigorar as mesmas proibições e os impedimentos já existentes quanto a atividades agrícolas e recreativas em meios rurais”.

Conheça as proibições e impedimentos:

  • Proibição de acesso, circulação e permanência no interior dos espaços florestais de acordo com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios;
  • Proibição da realização de queimadas e queimas, bem como suspensão de autorizações que tenham sido emitidas;
  • “Proibição da realização de trabalhos nos espaços florestais e demais espaços rurais com recurso a maquinaria;
  • Proibição da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, bem como suspensão de autorizações que tenham sido emitidas.

O governo anunciou ainda que vai ser criado um regime “permanente e estrutural” para fazer face aos prejuízos causados pelos grandes incêndios. A ministra da Administração Interna explicou que o “fundamento é ter um sistema geral e perene que seja ativado em cada época de incêndios”.

O Executivo decidiu ainda alterar a política criminal “dando prioridade a um eventual agravamento do quadro sancionatório dos crimes relacionados com os incêndios”, enfatiza Maria Lúcia Amaral. As alterações serão refletidas na política criminal para o biénio 2025-2027.

O Governo autoriza também as Forças Armadas a comprar dois kits de combates a incêndios a serem instalados em aeronaves C-130 e a realizar a formação das equipas tripulantes, numa despesa total de 16 milhões de euros, confirmou Maria Lúcia Amaral.

Em relação à prevenção e proteção da floresta, a ministra da Administração Interna adiantou que o conselho de ministros “retomará a proposta de plano de intervenção para floresta 2050″, antecipando que será aprovado até ao final do ano. Ministra da Administração Interna detalha que será um investimento médio anual de 246 milhões de euros até 2050.

Por fim, a ministra faz um apelo a todos os portugueses: “Todos os comportamentos contam para reduzir os riscos de incêndio”, destacando que é importante que todos compreendam essa “exigência de partilha geral de evitar o risco e compreendam como é vital ajustar comportamentos deixando de fazer coisas que tradicionalmente se faziam”.

(Notícia atualizada com mais informação)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Câmara do Funchal suspende emissão de licenças para alojamento local durante seis meses

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

A suspensão tem caráter “provisório, preventivo e proporcional” para “travar a tendência crescente de registos de AL.

A Câmara Municipal do Funchal decidiu esta quinta-feira suspender por seis meses os licenciamentos para alojamento local (AL) em imóveis de habitação coletiva no concelho, anunciou a presidente da autarquia (PSD/CDS-PP).

“Trata-se de uma decisão responsável e necessária. Não estamos a revogar licenças já atribuídas, nem a eliminar o alojamento local. Estamos, sim, a garantir que esta atividade se desenvolva de forma equilibrada e regulada”, afirmou a independente eleita pela coligação de direita Cristina Pedra, em conferência de imprensa, no Funchal.

A autarca assegurou que esta suspensão tem caráter “provisório, preventivo e proporcional” para “travar a tendência crescente de registos de AL.

A medida deverá vigorar até à conclusão do regulamento municipal para este setor, que está em fase de mapeamento e desenvolvimento, prevendo-se a sua concretização apenas no próximo mandato, devido a prazos legais e ao tempo útil necessário, refere a informação divulgada pelo município funchalense.

A autarca apontou que a suspensão vai estar vigor em setembro, tem como alvo exclusivo os novos pedidos de licenciamento, não afetando atividades legalmente estabelecidas nem retirando direitos adquiridos, e exclui os pedidos em moradias e quartos inseridos neste tipo de imóveis.

Todos os pedidos atualmente em tramitação serão analisados e terão resposta. Cristina Pedra apontou para a conclusão do estudo prévio nesta matéria em dezembro, mencionando que este ano existem 3.184 registos de alojamento local no município funchalense. O setor, disse, representa cerca de 9.000 camas e 6.000 quartos, com capacidade para acolher 15 mil hóspedes.

“Entre 2022 e 2025, verificou-se um crescimento de 182% no número de registos, o que reflete uma procura acentuada e contínua”, indicou, realçando que “a oferta de camas em AL já representa uma percentagem superior a 25% face à capacidade hoteleira do Funchal, já por si limitada”.

Segundo o município, a suspensão de novos licenciamentos “representa mais um passo na contenção da tendência, até que o futuro regulamento municipal defina, de forma clara e fundamentada, as zonas do Funchal que poderão continuar a acolher novas unidades de AL e aquelas que deverão ser sujeitas a contenção”.

A medida será reavaliada no final do período de seis meses, podendo ser antecipada caso o regulamento esteja concluído antes do prazo previsto. “Cada zona tem a sua realidade. Há áreas saturadas e outras que ainda beneficiam com o AL, nomeadamente em termos de requalificação urbana, turismo e economia local”, mencionou a autarca.

A decisão surge depois de ser divulgado o licenciamento de frações para alojamento local num bloco de apartamentos construído com apoios públicos, declarando a autarca que a Câmara do Funchal “não tem qualquer responsabilidade nessa matéria numa cooperativa de alojamento privado”.

Cristina Pedra acrescentou que o caso está a ser alvo de averiguação, que se perspetiva estar concluída dentro de duas semanas. A autarquia pretende responsabilizar as pessoas que afetaram os apartamentos nesse empreendimento habitacional construído a custos controlados ao aluguer em AL.

A Câmara Municipal do Funchal é governada com maioria absoluta pela coligação Funchal Sempre à Frente e a situação de alegada utilização de apartamentos construídos com financiamento público para alojamento local foi inicialmente denunciada pelos vereadores sem pelouro da coligação Confiança, liderada pelo PS.

Os vereadores da oposição alertaram que pelo menos uma fração num bloco de 48 apartamentos, construído por uma cooperativa de habitação, a custo controlado e inaugurado no final do ano passado, está a ser comercializada AL, o que viola os regulamentos camarários e princípio da habitação a custos.

O presidente do Governo Regional (PSD/CDS), Miguel Albuquerque, veio a público defender que o município do Funchal deveria suspender o AL em prédios de habitação coletiva e disse ser “completamente descabido” e “completamente ilegal” a emissão de licenças em edifícios a custos controlados.

O JPP, o maior partido da oposição no parlamento da Madeira, vai requerer uma “audição parlamentar urgente” à presidente da Câmara do Funchal para pedir esclarecimentos, considerando tratar-se de uma “subversão de um investimento que teve apoios públicos”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Famílias numerosas preocupadas com mudanças na lei do trabalho

Mudanças na lei do trabalho que impactam trabalhadores que são pais continuam a gerar críticas. Desta vez, é a APFN a dizer que está preocupada com o que está em cima da mesa.

A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN) diz estar preocupada com as mudanças à lei do trabalho que estão em discussão, nomeadamente com aquelas que impactam diretamente as famílias, como a limitação da dispensa para amamentação.

“É com preocupação que a APFN tem assistido aos debates em torno do anteprojeto “Trabalho XXI” de reforma da legislação laboral em Portugal, nomeadamente no que diz respeito às medidas com impacto direto nas famílias, na sua autonomia e organização, e na natalidade“, sublinha a associação, numa nota enviada esta quinta-feira às redações.

No final de julho, o Governo aprovou em Conselho de Ministros e apresentou na Concertação Social um anteprojeto que procede a mais de 100 alterações à lei do trabalho, nomeadamente no que diz respeito aos limites da contratação a termo, aos bancos de horas e às férias.

Entre essas muitas alterações, estão também várias que impactam a vida das pessoas que, além de trabalhadores, são pais, como a limitação da dispensa para amamentação. As críticas têm-se multiplicado.

“Há muito tempo que os principais Estados europeus se aperceberam da necessidade de implementar medidas de apoio que incentivem as famílias a ter os filhos que desejam ter, combatendo assim a grave crise demográfica que assola o continente. Aquilo que está a acontecer com o debate em torno de várias propostas concretas do “Trabalho XXI” é o contrário“, ataca esta tarde a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas.

E continua: “Um Governo que vê a paternidade e a maternidade pela perspetiva da suspeição, como obstáculos ao desenvolvimento económico, e não como o seu principal motor a longo prazo, está condenado a piorar um cenário já de si difícil para as famílias em Portugal“.

A APFN remata, salientando que está aberta a contribuir para que a reforma da lei do trabalho “sirva a natalidade, as famílias e os seus direitos, sempre norteada pelo princípio da liberdade de escolha, da subsidiariedade e da autonomia”.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comissão Europeia espera que EUA cumpram rapidamente compromissos do acordo comercial

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Taxa aduaneira geral de 15% abrangerá também setores relacionados com as exportações de produtos farmacêuticos, as atuais exportações de peças de automóveis e as exportações de semicondutores.

A Comissão Europeia espera que Washington cumpra “o mais rapidamente possível” os compromissos assumidos no acordo comercial alcançado em 27 de julho, tendo entrado em vigor esta quinta-feira uma tarifa de 15% sobre as importações da União Europeia (UE).

“Os Estados Unidos comprometeram-se com a UE que a tarifa geral de 15% incluirá as exportações da UE de produtos farmacêuticos, automóveis e semicondutores, e esperamos que cumpram esse compromisso o mais rapidamente possível”, afirmou, na conferência de imprensa da comissão, o porta-voz do executivo comunitário para o comércio, Olof Gil.

O porta-voz referiu que a uma declaração conjunta com mais pormenores” está a ser finalizada, sem que haja um prazo definido para a sua conclusão.

Bruxelas espera que novas ordens executivas da Administração Trump sejam emitidas em breve.

As novas tarifas “recíprocas” impostas pelos EUA aos seus parceiros comerciais entram em vigor esta quinta-feira.

No caso da UE, correspondem a 15%, tal como acordado pelas duas partes em 27 de julho, num pacto político que inclui também o compromisso de alcançar “tarifas zero” numa série de produtos.

Olof Gill sublinhou ainda que a taxa aduaneira geral de 15% abrangerá também setores relacionados com as exportações de produtos farmacêuticos, as atuais exportações de peças de automóveis e as exportações de semicondutores, esperando que os EUA a apliquem “em breve”.

O acordo comercial prevê também o compromisso da UE sobre a compra de energia norte-americana no valor de 750 mil milhões de dólares (cerca de 642 mil milhões de euros) — visando nomeadamente substituir o gás russo –, o investimento de 600 mil milhões adicionais (514 mil milhões de euros) e um aumento das aquisições de material militar.

Os EUA e os países da UE trocam diariamente cerca de 4,4 mil milhões de euros em bens e serviços.

A UE suspendeu, na quarta-feira, as medidas de retaliação previstas contra os Estados Unidos, sendo que estas podem ser recuperadas a qualquer momento.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Tarifas. Irlanda anuncia plano para diversificar mercados

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Vice-primeiro-ministro irlandês considera que novo acordo tarifário entre EUA e UE proporciona um certo grau de certeza após meses de incerteza e um vazio para as empresas do país.

O Governo da Irlanda anunciou esta quinta-feira a sua intenção de publicar um novo Plano de Ação para a Diversificação dos Mercados, face à entrada em vigor das tarifas acordadas entre os EUA e a União Europeia (UE).

O país pretende publicar este plano até ao final do mês tendo em conta a ameaça do Presidente norte-americano, Donald Trump, de tributar especificamente setores como o farmacêutico.

O vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, que detém a pasta dos Negócios Estrangeiros e do Comércio, salientou esta quinta-feira que a entrada em vigor do novo acordo tarifário entre os Estados Unidos e a União Europeia proporciona um certo grau de certeza após meses de incerteza e um vazio para as empresas do país, da UE e dos EUA, embora tenha sublinhado que ainda há muito trabalho a fazer.

“É absolutamente essencial que, a nível europeu, continuemos a colaborar com o que constitui um acordo-quadro e procuremos maximizar o número de áreas em que se possa alcançar um equilíbrio tarifário zero por zero”, defendeu o governante, sublinhando que, embora tenha sido acordada a isenção de tarifas em algumas áreas do comércio transatlântico, está “muito interessado” em ver mais progressos noutras, como na indústria das bebidas, que constitui uma parte importante da economia irlandesa.

Além disso, reconheceu a necessidade de continuar a trabalhar nos detalhes de cada setor, acrescentando que, no caso do setor farmacêutico, existe um enorme potencial e margem para que a UE e os EUA colaborem em benefício dos pacientes, das suas economias e da indústria farmacêutica, uma vez que são interdependentes em muitos aspetos.

Assim, considerou “vital” que Washington mantenha o seu acordo sobre uma tarifa não superior a 15% para a indústria farmacêutica, embora tenha expressado a sua confiança na possibilidade de melhorá-la ainda mais, uma vez que as empresas farmacêuticas americanas precisam de ter uma base na UE e a Irlanda tem sido um local favorável para estas empresas.

“Devemos continuar a garantir que nada perturbe a indústria nem as cadeias de abastecimento globais, portanto, há muito trabalho a fazer nas próximas semanas e meses”, alertou.

De qualquer forma, o político irlandês defendeu a necessidade de continuar a tornar a Irlanda e a UE o mais competitivas possível e um local ideal para investir e criar emprego.

Da mesma forma, defendeu a importância de procurar outras oportunidades para diversificar os mercados para as empresas irlandesas, mesmo que o país pretenda continuar a fazer negócios e expandir a relação com os EUA, pelo que antecipou que este mês será publicado o novo Plano de Ação para a Diversificação dos Mercados da Irlanda.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Trump pressiona demissão do CEO da Intel por alegada ligação a empresas chinesas

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

Apelo de Trump surge após senador enviar carta à administração da Intel a expressar preocupação com investimentos e vínculos do CEO Lip-Bu Tan com empresas ligadas ao Partido Comunista Chinês.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu esta quinta-feira que o presidente executivo da Intel devia renunciar, após um senador republicano levantar preocupações sobre os laços com empresas chinesas, que podem representar um perigo para a segurança nacional.

O CEO (presidente executivo) da Intel está em CONFLITO e deve renunciar imediatamente“, publicou Trump na plataforma Truth Social, acrescentando que “não há outra solução para este problema”.

Trump fez a publicação após o senador Tom Cotton enviar uma carta ao presidente do Conselho de Administração da Intel, Frank Yeary, expressando preocupações com os investimentos e vínculos do CEO Lip-Bu Tan com empresas de semicondutores que supostamente estão ligadas ao Partido Comunista Chinês e ao Exército de Libertação Popular.

“Em março de 2025, a Intel nomeou Lip-Bu Tan como seu novo CEO”, escreveu Cotton na carta. “O Sr. Tan supostamente controla dezenas de empresas chinesas e tem participação em centenas de empresas chinesas de manufatura avançada e chips. Pelo menos oito dessas empresas supostamente têm vínculos com o Exército de Libertação Popular Chinês”, lê-se na missiva.

As ações da Intel afundaram antes da abertura dos mercados, caindo mais de 4%, após as declarações de Trump.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Banco de Portugal reforça vigilância nos operadores do sistema de pagamentos

  • ECO
  • 7 Agosto 2025

Entidades que participam nos sistemas de pagamento de retalho em Portugal terão de comunicar atividade e serão alvo de ações de avaliação da parte do supervisor.

O Banco de Portugal reforçou o seu papel de vigilância junto das entidades que participam nos sistemas de pagamento de retalho em Portugal. Estas terão de comunicar o início, cessação e alteração da atividade e serão ainda alvo de ações de avaliação da parte do supervisor.

Entre as entidades que estão no âmbito do recente aviso e instrução do Banco de Portugal estão aquelas que operam ou processem sistemas de pagamentos de retalho, que detenha schemes ou arrangements de instrumentos de pagamentos e disponibilize serviços de levantamento de numerário oferecidos através de caixas automáticas.

Operadores como a SIBS, que detém o MBWay e o sistema Multibanco, já se encontravam sob a alçada de ‘supervisão’ do Banco de Portugal pelos estatutos do Sistema Europeu de Bancos Centrais, ao abrigo dos quais os bancos centrais desempenham a “função de superintendência” com vista a promover o bom funcionamento e a eficiência e robustez dos sistemas de pagamentos.

O aviso e respetiva instrução que entram agora em vigor vêm fornecer ao banco central um instrumento regulamentar que fixa a nível nacional o quadro legal para os sistemas de pagamentos.

Além de terem de notificar o Banco de Portugal sobre o início, fim ou qualquer alteração de atividade, as entidades que participam nos sistemas de pagamento de retalho em Portugal terão ainda de reportar “informação estatística sobre as operações” que realizam.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Tribunal de Contas alerta para atrasos na execução dos projetos agrícolas do PRR

Além dos riscos de execução financeira, o Tribunal de Contas critica os sistemas de acompanhamento e controlo dos investimentos para a investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura.

A “escassos meses” do final do prazo para a conclusão da reforma prevista no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para a investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e agroindústria, a execução financeira do investimento é de apenas 45%, alerta o Tribunal de Contas, numa auditoria a esta medida que tem como prazo limite o terceiro trimestre deste ano.

Esta reforma do PRR tinha associada apenas um marco, que é a bitola usada pela Comissão Europeia para o pagamento dos diferentes cheques da bazuca. O marco foi cumprido com a aprovação desta reforma no quarto trimestre de 2020, mas a execução financeira assenta em três medidas: a dinamização e execução de projetos de investigação e desenvolvimento, a modernização dos polos da rede de inovação do Ministério da Agricultura e o desenvolvimento de projetos estruturantes para a transformação digital do ministério.

“A despesa contratualizada e executada das três medidas totalizava cerca de 87,7 milhões e 39,5 milhões, respetivamente, representando uma taxa de contratualização de 94% e uma taxa de execução de 45% face ao valor contratualizado”, descreve o Tribunal de Contas, citando dados atualizados a 17 de junho.

A auditoria revela ainda que “para mitigar o acentuado desvio verificado na execução anual do investimento, face ao previsto no contrato de financiamento, o IFAP tem vindo a solicitar recalendarizações financeiras do investimento”. Por isso, 9,1 milhões de euros foram transferidos de 2024 para 2025.

O Tribunal considera que, tendo em conta a baixa execução financeira, sobretudo nas duas primeiras medidas, existem “riscos para o cumprimento das metas fixadas para 2025 e, consequentemente, para uma execução do investimento com eficácia”.

O IPAP contrapõe que “a fraca execução financeira não corresponde à execução física” e que a diferença resulta da “dificuldade na organização da documentação a submeter em pedido de pagamento”. O facto de existirem vários parceiros num mesmo projeto, com necessidade de articulação de tarefas e atividades e reunião de despesas, é outra das justificações apontadas pelo IFAP em sede de contraditório.

Para o Tribunal de Contas, os riscos de execução também resultam de atrasos na definição de normativos e procedimentos, morosidade do processo decisório das candidaturas e lentidão no início dos trabalhos e na submissão de pedidos de pagamentos. “Está assim em risco o cumprimento das metas fixadas para 2025, bem como a eficácia da reforma”, conclui a entidade liderada por Filipa Calvão.

Os sistemas de acompanhamento e controlo são outro ponto a merecer críticas do Tribunal de Contas. Os mecanismos de acompanhamento existem, mas as visitas físicas aos projetos não são feitas de forma sistemática. E os mecanismos de controlo para verificar a regularidade das despesas e prevenir a fraude, corrupção e conflitos de interesses têm de ser melhorados, “em especial quanto ao controlo de situações de duplo financiamento e à interoperabilidade dos sistemas de informação”.

O reforço da interoperabilidade entre os sistemas de informação do IFAP, Agência para o Desenvolvimento e Coesão (AD&C) e Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP) é uma das recomendações do tribunal para melhorar a gestão e controlo do financiamento e a prevenção de fraudes e duplicação de apoios.

“No âmbito do sistema de gestão da fraude, salienta-se a recomendação para que o IFAP o aprofunde, designadamente nos domínios da avaliação do risco residual, da rotação de pessoal em posições sensíveis, de medidas de formação e divulgação de sinais de alerta, da verificação de conflitos de interesses, da comunicação de suspeitas, da promoção de mecanismos de sancionamento e da utilização da ferramenta Arachne”, lê-se na auditoria que tinha por objetivo avaliar se este apoio do PRR tem sido executado de acordo com o planeado e se contribuiu de forma eficaz para a prossecução das várias medidas.

No último relatório, a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR alertava que esta agenda – que tem um modelo de funcionamento diferente das agendas mobilizadoras (aqui não foram constituídos consórcios) – precisa de acompanhamento. A entidade liderada por Pedro Dominguinhos (que não acompanha a execução financeira dos projetos) sugeria que fosse “dinamizado um marketplace de soluções desenvolvidas por estes projetos, juntando também investidores e empresas, de forma a potenciar o valor económico e exploração comercial destes resultados”.

Em declarações ao ECO, Pedro Dominguinhos deu como exemplo um projeto para tentar desenvolver uma nova câmara de cura de queijo artesanal, com substituição total de fontes de energia convencionais por biomassa na pasteurização e coagulação. Apesar dos bons resultados, só agora está a entrar na fase de disseminação.

O mesmo se passa com o chamado ‘tinder das abelhas’, uma plataforma que tenta coordenar as necessidades de quem tem colmeias, quem tem abelhas e quem tem terrenos que precisam ser polinizados. “São coisas pequenas, sem grande impacto financeiro, mas que são importantes”, explicou o responsável.

Por isso, a CNA defende também que seja analisada a possibilidade de estes projetos terem apoio de programas de financiamento como o Portugal 2030 para assegurar a sua continuidade, com o compromisso de serem alcançados níveis de Maturidade Tecnológica (TRL, na sigla em inglês) superiores, potenciado a sua industrialização e chegada ao mercado.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Pedras Sabores e Gandaia lançam t-shirt para assinalar lançamento do sabor a ananás

  • + M
  • 7 Agosto 2025

Da parceria entre a marca e a insígnia de roupa resultou uma t-shirt única e de edição limitada, de cor branca e com estampado verde, cujo design "lembra o verão e a frescura que este pede".

Foi com o objetivo de assinalar a chegada de Pedras Ananás ao mercado, que a Pedras Sabores desafiou a marca portuguesa Gandaia a desenvolver uma t-shirt exclusiva.

O resultado foi uma t-shirt única e de edição limitada, de cor branca e com estampado verde, cujo design “lembra o verão e a frescura que este pede”. “Refrescante, Vibrante e Cheio de Sabor! A nova Pedras Ananás chegou para dar mais frescura aos teus dias, porque nada combina melhor com uma boa gandaia do que um toque tropical e aquela leveza irresistível”, lê-se no estampado da camisola.

Esta parceria representa muito mais do que o lançamento de uma t-shirt — é uma afirmação de identidade e uma forma de nos conectarmos, de forma genuína, com uma nova geração. Acreditamos no poder da criatividade, da autenticidade e da colaboração, como pontes para entrar na vida dos nossos consumidores e fazer parte da cultura pop que os inspira. Juntos, criámos uma peça que traduz um estilo de vida descontraído e com atitude — tal como Pedras Sabores”, diz Madalena Cunha, manager águas e sidras Super Bock Group, citada em comunicado.

Já por parte da Gandaia, Vera Caldeira, co-founder & creative director, refere “trabalhar com uma marca tão icónica e enraizada na cultura portuguesa foi um privilégio”. “A t-shirt — desenhada e produzida em Portugal — reflete esse alinhamento natural entre duas marcas que celebram o que é nosso, elevando o melhor da criatividade e autenticidade portuguesas“, acrescenta.

A t-shirt Pedras Ananás está à venda na loja online da Gandaia por 80 euros.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Parvalorem avança com programa de rescisões voluntárias

Plano abrange todos os trabalhadores do veículo que gere os restos do falido BPN e que já começou os preparativos do processo de liquidação que pretende concluir até 2027.

A Parvalorem já arrancou com os trabalhos de liquidação e, com vista à sua extinção em 2027, avançou agora com um programa de rescisões por mútuo acordo. O ECO sabe que o plano abrange todos os trabalhadores do veículo responsável pela gestão dos restos do falido BPN e que contava com 80 quadros no final do ano passado.

Nesse sentido, a Parvalorem já foi declarada como sendo uma empresa em reestruturação, um estatuto que vai permitir aumentar a quota de rescisões com acesso ao subsídio de desemprego.

De acordo com as informações recolhidas pelo ECO, as saídas por mútuo acordo terão lugar em três datas possíveis: 31 de dezembro de 2025, 31 de dezembro de 2026 ou 31 de dezembro de 2027. A Parvalorem admite que o prazo de saída fixado a 31 de dezembro de 2027 pode ser prorrogado para assegurar eventuais necessidades no contexto da liquidação. A administração liderada por Sofia Torres adiantou aos sindicatos que a data de saída terá de ser escolhida pelos trabalhadores até final de outubro deste ano.

As indemnizações foram fixadas num montante máximo de 350 mil euros e mínimo de 50 mil — condições válidas para quem sair nos próximos dois anos. Quem aceitar sair até final do ano beneficiará de condições melhores. Além do subsídio de desemprego, os trabalhadores também terão seguro de saúde até 2028, entre outros benefícios.

Os sindicatos MAIS, SBN e SBC estão a aconselhar os sócios a não assinarem qualquer documento sem antes consultarem os serviços jurídicos do respetivo sindicato. “A minuta de acordo de revogação do contrato de trabalho enviada a todos os trabalhadores é genérica. (…) Isto quer dizer que o teor dos acordos vai variar de trabalhador para trabalhador”, alertam os sindicatos.

Como o ECO revelou em primeira mão, a Parvalorem já começou os trabalhos para a sua extinção num processo que terá lugar nos próximos três anos, quando termina o mandato da atual administração. A incorporação noutra entidade do Estado também está em cima da mesa.

Este desfecho era mais do que previsível e está a ser preparado há algum tempo. Nos últimos anos foram liquidadas (através da integração na Parvalorem) outras duas PAR que foram criadas também em 2010 na sequência da nacionalização do BPN ocorrida dois anos antes: primeiro a Parups (que ficou com as obras de arte) e depois a Parparticipadas (que geria as participações sociais).

O objetivo passa por transformar a Parvalorem numa estrutura mínima viável para a gestão dos ativos, ou aquilo que chama de “estrutura residual”. Neste período, centrará os seus esforços “na redução do balanço através da aceleração da recuperação das carteiras de crédito e alienação dos ativos imobiliários”.

Depois disso, há duas opções em cima da mesa: ou a liquidação ou a incorporação noutra entidade do Estado.

A Parvalorem registou lucros pela primeira vez na sua história no ano passado, alcançando um resultado de 14,6 milhões de euros, o que não deixa de constituir uma gota de água no oceano de prejuízos de 4,2 mil milhões que acumula desde a sua constituição.

Em 2024, tal como em 2023, 2022, 2021 e 2020, não foi necessário novos empréstimos do Estado. Pelo contrário, procedeu à amortização parcial de 59 milhões de euros de um financiamento de 2012. Ainda assim, devia cerca de 5,36 mil milhões aos contribuintes, que correspondiam na prática ao seu passivo no final do ano passado.

(Notícia atualizada às 13h13)

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Espanha pronta para abandonar energia nuclear até 2035

  • Lusa
  • 7 Agosto 2025

O secretário de Estado da Energia espanhol garantiu, no entanto, que a ideia não é eliminar "de uma só vez a contribuição da energia nuclear para a matriz elétrica".

O secretário de Estado da Energia espanhol disse esta quinta-feira que o país está pronto para abandonar a energia nuclear, tendo um plano “muito ambicioso” de energias renováveis, solução que considera “mais competitiva” e segura.

Joan Groizard garantiu, no entanto, que a ideia não é eliminar “de uma só vez a contribuição da energia nuclear para a matriz elétrica”. Existe um calendário de encerramento gradual, entre 2027 e 2035, explicou Groizard num ‘podcast’, no qual insistiu não existir “qualquer tipo de negociação ou diálogo aberto” com empresas para prolongar a vida útil destas centrais.

O plano de encerramento foi assinado, em 2019, no quadro do Plano Nacional para a Energia e o Clima espanhol, pelas quatro empresas proprietárias das instalações: Iberdrola, Endesa, Naturgy e a portuguesa EDP e é o cenário que se mantém em cima da mesa, sublinhou.

Hoje, dizem-nos que [a energia nuclear] não é competitiva, razão pela qual não pediram uma prorrogação“, adiantou Groizard. O responsável indicou que as empresas pretendem uma redução de impostos: “E que todos paguemos parte dos custos do desmantelamento e da gestão de resíduos”.

O Governo respondeu que não vai passar os custos para o público em geral, continuou Groizard, salientando que as taxas atualmente impostas pelo Estado às centrais nucleares “são exatamente as mesmas de 2019”, o que significa que o quadro fiscal manteve-se inalterado.

No final do mês passado, o Governo espanhol tinha afirmado estar disponível, mediante condições, para rever o calendário de encerramento de centrais nucleares, incluindo a de Almaraz, próxima da fronteira com Portugal, a pedido dos principais grupos elétricos espanhóis.

Numa carta dirigida aos presidentes dos conselhos de administração da Iberdrola e da Endesa, a que o diário espanhol El Pais teve acesso, a ministra da Transição Ecológica espanhola, Sara Aagesen, afirmou estar disposta a reabrir o debate sobre a data de encerramento prevista para várias centrais do país, decidida em 2019.

Em junho, a Iberdrola e a Endesa tinham proposto, numa carta dirigida à ministra, uma revisão do calendário de encerramento das centrais nucleares, sobretudo a de Almaraz, que devia ser encerrada em 2028.

O calendário foi criticado por defensores do nuclear intensificaram-se na sequência do apagão ibérico de 28 de abril, pedindo uma revisão do calendário por um alegado risco para o fornecimento elétrico no país.

Numa mensagem na rede social Bluesky, a ministra do Trabalho Iolanda Diaz, do partido de esquerda radical Sumar, e que integra em coligação o executivo liderado pelo socialista Pedro Sánchez, reiterou oposição a qualquer revisão do calendário.

Prolongar o tempo de vida das centrais nucleares vai contra o plano de transição ecológica do Governo e da implementação de renováveis. Há anos que Espanha encerrou esse debate e os prazos de encerramento são muito claros. Não o permitiremos”, alertou.

No auge do uso de energia nuclear, nos anos de 1980, Espanha tinha oito centrais nucleares, que forneciam 38% da eletricidade no país. Hoje, tem apenas cinco, com sete reatores nucleares, que representam 20% da energia elétrica.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.