Jerónimo Martins apaga perdas da energia

A bolsa nacional arrancou a semana a valorizar, ainda que forma muito ligeira. A Jerónimo Martins, com uma subida de mais de 2% ofuscou as quedas da EDP e da EDP Renováveis.

A bolsa nacional avançou. Acompanhou a tendência positiva registada nos restantes mercados europeus ao ganhar 0,04% num dia em que os títulos do setor energético colocaram pressão no índice português. As quedas da EDP e da EDP Renováveis acabaram, no entanto, por ser anuladas bom desempenho da dona do Pingo Doce.

O PSI-20 PSI20 0,00% subiu para os 4.598,92 pontos enquanto o Stoxx 600 somou 0,02% para 342,98 pontos animado essencialmente pelos títulos do setor financeiro. Num dia em que o Deutsche Bank não esteve a negociar por ser feriado na Alemanha, a banca europeia somou 1,1%. Só Madrid fechou em queda: 0,33%.

A Jerónimo Martins foi a grande responsável pela inversão da tendência negativa do PSI-20 ao longo da sessão. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos ganhou 2,24% para 15,78 euros com os investidores a aplaudirem a possibilidade de a Jerónimo Martins avançar com uma remuneração extraordinária.

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Não é “de excluir a possibilidade de a empresa proceder ao pagamento de um dividendo extraordinário durante o exercício de 2016”, refere André Rodrigues, analista do CaixaBI. Essa remuneração poderá acontecer tendo em conta a venda pela Jerónimo Martins da sua participada a 100% Monterroio – Industry & Investmets BV. A Sonae somou 1,62%.

A Galp Energia também animou a bolsa ao somar 0,16% para 12,19 euros perante a subida dos preços do petróleo. O WTI tocou máximos de três meses enquanto o Brent superou novamente a fasquia dos 50 dólares, ambos impulsionados pelo acordo para o corte de produção por parte da OPEP.

A contrariar este desempenho estiveram essencialmente a EDP e a EDP Renováveis. A elétrica liderada por António Mexia caiu 2,24% para 2,92 euros, já a EDP Renováveis encerrou a sessão com uma desvalorização de 1,16% para 7,06 euros. A REN cedeu 0,08% para os 2,60 euros.

A queda do setor energético surge em reação à posição do Bloco de Esquerda que intensificou o ataque às rendas na energia, segundo o Negócios. O BE defende o alargamento da Contribuição Extraordinária sobre o Setor Energético (CESE) às energias renováveis, medida que pode valer 50 milhões de euros por ano.

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