Dijsselbloem: reforma de Basileia ameaça rácios dos bancos

Uma retificação das regras de Basileia III vai regulamentar mais a atividade dos bancos. O presidente do Eurogrupo avisa que bancos podem sofrer ao nível da contabilização do seu capital.

Basileia III está a caminho. O Comité de Supervisão Bancária de Basileia ainda está a trabalhar nas novas regras, mas o ministro das Finanças holandês já alertou os bancos para os efeitos das regras futuras. Jeroen Dijsselbloem avisa que os requisitos de capital para alguns bancos podem vir a aumentar.

 

Os modelos interno usados para medir risco têm de ser de “suficiente qualidade para que não continuemos a esconder o risco”. Em declarações aos jornalistas em Luxemburgo, onde está por causa da reunião do Eurogrupo, o presidente da organização informal não “descarta” que uma das consequências do novo enquadramento de Basileia signifique “maiores requisitos de capital” para os bancos.

É essa a vontade de Dijsselbloem para a estrutura bancária pós-crise. No entanto, a opinião do holandês é dissonante em relação a um crescente consenso europeu que é preciso suavizar o impacto das regras, escreve a agência financeira.

A contrastar com a opinião de Dijsselbloem está a de Andreas Dombret, que faz parte da administração do Bundesbank, o banco central alemão. Dombret está preocupado com os efeitos desproporcionais da revisão das regras nos bancos europeus.

Em janeiro, a promessa do Comité de Supervisão Bancária de Basileia era não aumentar os requisitos de capital dos bancos. No entanto, está em aberto a possibilidade de países ou bancos específicos serem afetados por um aperto das regras.

Editado por Paulo Moutinho

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