Centeno sobe a parada: “Défice não será superior a 2,1%”

  • Margarida Peixoto
  • 15 Fevereiro 2017

O ministro das Finanças garante que o cumprimento da meta orçamental não dependeu das medidas extraordinárias.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, foi esta quarta-feira prestar esclarecimentos aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças.Paula Nunes / ECO 15 fevereiro, 2017

Pressionado pela polémica da Caixa Geral de Depósitos, o ministro das Finanças, Mário Centeno, levou um trunfo para mostrar aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças: “O défice em 2016 será o mais baixo da história da nossa democracia, e não será superior a 2,1%”.

Mário Centeno está esta quarta-feira no Parlamento, para uma audição regular, ao abrigo do regimento da Assembleia da República. Perante os deputados, defendeu que o défice será ainda mais baixo do que a última estimativa apresentada pela Comissão Europeia esta segunda-feira: em vez de 2,3%, Centeno garante que o défice não será mais de 2,1% do PIB.

A confirmar-se, este valor fica abaixo da meta mais recente que foi fixada pelo Executivo (de 2,4%), mas também abaixo do objetivo definido em fevereiro, de 2,2%.

Este número permite ainda a Mário Centeno defender que não foi à custa de medidas extraordinárias que o Governo cumpriu a meta do défice: “As medidas tidas como ‘extraordinárias’ apenas melhorarão a meta orçamental estabelecida pelo Governo”, disse o ministro, defendendo ainda que a consolidação orçamental obtida é “sólida e perene”.

Os dados sobre o défice do ano passado só serão apurados pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Eurostat em abril, sendo um dos fatores determinantes para decidir se Portugal sairá do Procedimento por Défice Excessivo este ano. A outra condição é manter uma trajetória previsível de continuação da redução do défice orçamental.

Mas o ministro das Finanças garantiu desde já essa saída da vigilância reforçada por parte da Comissão Europeia: “Portugal vai, finalmente, sair do Procedimento por Défice Excessivo”.

Além dos resultados orçamentais, Mário Centeno fez questão de sublinhar outros indicadores económicos que atribuiu à governação socialista. Frisou o crescimento económico de 1,9% obtido no quarto trimestre de 2016 — “a maior taxa de variação homóloga de crescimento desde o segundo trimestre de 2010”, frisou Centeno — o desempenho das exportações, as melhorias nas expectativas de investimento, o aumento da confiança dos consumidores, a diminuição da taxa de desemprego.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno sobe a parada: “Défice não será superior a 2,1%”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião