Claudia Goya é a nova presidente da Meo

Altice já tem substituto para a liderança da PT Portugal. Chama-se Claudia Goya, que vem da Microsoft para substituir Paulo Neves. Assume funções no imediato.

Claudia Goya assume funções no imediato.Altice

Está escolhido o novo nome para liderar a PT Portugal. Chama-se Claudia Goya e vem substituir Paulo Neves, que assim que a compra da Media Capital pela Altice estiver finalizada passa a ser chairman da operadora de telecomunicações da Meo e do grupo de media que detém a TVI.

“A Altice informou hoje [esta terça-feira] que Cláudia Goya assume funções como CEO da Portugal Telecom, com efeito imediato, ficando responsável pelos negócios de telecomunicações da Altice em Portugal”, referiu o grupo em comunicado, confirmando que Paulo Neves passa a exercer funções de “chairman do grupo em Portugal e, no seguimento do acordo de aquisição da Media Capital, irá liderar o processo regulatório inerente assumindo, igualmente, a coordenação dos ativos portugueses do Grupo”.

Estas mudanças no modelo de governação dos negócios da Altice em Portugal são anunciadas após a aquisição do grupo de media que detém a TVI por 440 milhões de euros, cujo acordo ficou fechado na sexta-feira.

Para a Altice, “este novo modelo de governance permitirá à Altice reforçar a sua posição de liderança em Portugal“.

Na conferência de imprensa para explicar o negócio de compra da Media Capital, a questão da governação das duas empresas não foi um tema central. Mas foi deixada a intenção de manter Rosa Cullel enquanto presidente executiva da Media Capital. “[Ficar] é a minha intenção. A minha intenção é ficar cá em Lisboa, com a minha equipa. Mas depende do novo acionista”, apontou a gestora, na mesma conferência. E deixou um alerta: “Acho que os media independentes são fundamentais para qualquer país.”

Michel Combes, presidente executivo da Altice, logo foi questionado acerca do assunto. “Estamos extremamente empenhados em trabalhar com a Rosa no conselho de administração.”

“Objetivo de elevar o estatuto da PT a referência mundial”

Tendo já assumido funções na PT, Claudia Goya não esconde a “honra” de “liderar uma empresa com tão forte presença na vida dos portugueses e das empresas do nosso país”. “Assumo este compromisso com elevado sentido de responsabilidade e com o objetivo de elevar o estatuto da Portugal Telecom a referência mundial no setor“, declarou ainda a antiga responsável da Galp e Microsoft.

"Assumo este compromisso com elevado sentido de responsabilidade e com o objetivo de elevar o estatuto da Portugal Telecom a referência mundial no setor.”

Claudia Goya

Presidente executiva da PT Portugal

Já Michel Combes, CEO do Grupo Altice considerou que Goya “é a líder certa para incorporar este novo desafio para a Portugal Telecom“.

“Reforçará o nosso compromisso com a empresa e com Portugal através da inovação, do investimento em infraestruturas e da digitalização, permitindo, desta forma, disponibilizar aos portugueses a melhor experiência de serviço”, afirmou Combes.

(Notícia atualizada às 17h45)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Claudia Goya é a nova presidente da Meo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião