Vallis vende grupo Elevo com apoio da SRS Advogados

  • ECO
  • 14 Setembro 2017

O fundo Vallis Consolidation Strategies teve o apoio da SRS Advogados na venda do grupo Elevo, que resultou da fusão dos grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios. Venda custou quase 100 milhões.

A SRS Advogados ajudou o fundo Vallis Consolidation Strategies na venda do grupo Elevo, que resultou da fusão dos grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios. Uma alienação que custou quase 100 milhões de euros à Nacala Holdings e ficou concluída esta semana.

“A SRS Advogados, na equipa liderada pela sócia Alexandra Valente, assessorou o fundo Vallis Consolidation Strategies na maior operação de private equity em Portugal no setor da construção”, diz a sociedade de advogados, referindo-se à venda do grupo Elevo pelo fundo. “Este grupo foi esta semana vendido à Nacala Holdings numa transação complexa de 90 milhões de euros”, lê-se num comunicado.

Após vários meses de negociações, a Nacala concretizou a operação que envolve o fundo Vallis e um conjunto alargado de instituições financeiras, entre as quais se encontram os principais bancos portugueses.

“A presente transação, que consiste na aquisição da totalidade do capital do Grupo Elevo, a par de um aumento de capital e compra de créditos bancários, traduz-se num reforço significativo dos respetivos capitais próprios, com a consequente redução do endividamento, e ambiciona posicionar a Elevo como um importante player na área das infraestruturas, logística, energia e ambiente, tanto em Portugal como no mercado internacional, especialmente em África e na América Latina”, de acordo com um comunicado da Nacala, citado pela agência Lusa.

O grupo Elevo resultou da fusão dos grupos Edifer, Monte Adriano, Hagen e Eusébios, empresas de engenharia e construção, que iniciaram um processo de consolidação setorial implementado pelo fundo Vallis Construction Sector Consolidation Fund, em 2012. Em 2016, o grupo Elevo registou um volume de negócios de cerca de 450 milhões de euros.

Pedro Gonçalves, CEO da Vallis Consolidation Strategies e do grupo Elevo, referiu que “após uma profunda reestruturação das suas operações, em especial em Portugal, o grupo Elevo – beneficiando da dedicação e qualidade dos seus colaboradores – tem expandido com sucesso a sua atividade para um conjunto de novos mercados, com especial relevância para os Camarões, Bolívia e Zâmbia”.

A Nacala Holdings é uma sociedade de direito luxemburguês, detida por Gilberto Rodrigues e Pedro Antelo, ex-CEO e ex-CFO da Mota-Engil África, respetivamente. A empresa dedica-se à gestão de participações no setor da engenharia e construção, com diversificação da sua carteira de investimentos através da detenção de ativos nos setores imobiliário, de energia e ambiente e de concessões de infraestruturas no continente europeu, em África e na América Latina.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Vallis vende grupo Elevo com apoio da SRS Advogados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião