Pharol afunda 20% em semana de turbulência na Oi

Acionistas da Oi vão ver as suas participações reduzidas com o novo plano de recuperação. A Pharol, principal acionista da operadora brasileira, perde mais de um quinto do seu valor esta semana.

Semana de turbulência na brasileira Oi depois de a última versão do plano de recuperação judicial ter provocado a fúria dos acionistas. Em cima da mesa está a possibilidade de os credores ficarem com 75% da operadora com a conversão de dívida em capital. Mas os atuais acionistas como o fundo de Tanure estão contra a proposta e prometem travar as intenções do atual presidente da Oi.

Em consequência desta instabilidade no seio da Oi, que se refletem no desempenho muito negativo das suas ações, também as ações da portuguesa Pharol têm observado forte pressão vendedora desde que foi anunciado o novo plano de reestruturação da operadora brasileira. Só a empresa liderada por Palha da Silva esta semana perde 21%, o pior desempenho semanal desde abril. Na sessão desta sexta-feira, novo tombo: queda de 8,9% para 0,249 euros.

Não há como não desinvestir na Pharol. Além dos 800 milhões de euros em papel comercial do BES (de onde só espera vir a receber cerca de 10%), o único ativo que possui é uma participação de 22% na problemática operadora Oi. Mas esta posição acionista está agora sob ameaça.

Em cima da mesa está um plano que visa transformar dívida da Oi em capital, o que vai dar 75% da empresa brasileira aos credores. Isto vai significar uma diluição agressiva das participações da Pharol e também o Fundo Société Mondiale, do empresário Nelson Tanure. Com o aumento de capital de mil milhões de euros, os credores poderão vir a assumir 90% da Oi.

As propostas constam da quinta versão do plano de recuperação judicial da Oi que foi apresentada esta quarta-feira pelo novo presidente, Eurico Teles. Mas se terá a aprovação dos credores na assembleia geral a realizar na próxima terça-feira, o mesmo não se pode dizer dos atuais acionistas.

De acordo com a imprensa brasileira, o Fundo Société Mondiale apresentou esta quinta-feira um pedido no tribunal para adiar esta assembleia, lançando várias críticas ao plano de recuperação. Acusa a Oi de surripiar os poderes do conselho de administração, mediante a instalação de um provisório e biónico conselho transitório, escolhido a dedo pelo presidente da companhia”.

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