Lucros da Sonae Indústria sobem 8% até setembro

  • Lusa
  • 24 Outubro 2018

Volume de negócios foi de 168,9 milhões, menos 5,6% do que nos mesmos meses de 2017, devido a “menores vendas para os mercados nórdicos no negócio de laminados e depreciação do dólar canadiano.

A Sonae Indústria teve lucros de 22,6 milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano, registando uma subida de 8% face ao período homólogo, segundo informação divulgada esta quarta-feira ao mercado.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Sonae Indústria indica que “registou, nos primeiros nove meses deste ano, um resultado líquido consolidado de 22,6 milhões de euros, valor que representa um crescimento de 8% quando comparado com o mesmo período do ano anterior”.

Para justificar o aumento, a empresa alude à “melhoria nos resultados líquidos da Sonae Arauco”, isto apesar da “redução do EBITDA [lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização] recorrente dos negócios integralmente detidos”. Só no terceiro trimestre deste ano, os lucros foram de 3,7 milhões de euros.

Na nota à CMVM, a Sonae Indústria refere que, entre janeiro e setembro, o EBITDA recorrente caiu 26,5%, em comparação com o mesmo período de 2017, para 22,7 milhões de euros.

E justifica a queda com a “diminuição do volume de negócios”, que foi “apenas parcialmente compensada por uma redução de cerca de 1,4 milhões de euros nos custos variáveis (os quais beneficiaram da depreciação do dólar canadiano, uma vez que os custos em moeda local aumentaram)”.

“De referir que o primeiro trimestre de 2017 incluiu um efeito positivo não recorrente nos custos fixos de cerca de 1,5 milhões de euros”, ressalva a empresa.

Já o EBITDA consolidado foi de 22,1 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

Neste período, o volume de negócios foi de cerca de 168,9 milhões de euros, menos 5,6% do que nos mesmos meses de 2017, situação que se deveu a “menores vendas para os mercados nórdicos no negócio de laminados e componentes e a uma depreciação do dólar canadiano face ao euro”, precisa a Sonae Indústria.

No terceiro trimestre do ano, o volume de negócios foi de 57 milhões de euros, semelhante ao do mesmo período do ano passado.

Ainda segundo a informação enviada à CMVM, a dívida líquida da Sonae Indústria baixou, no final de setembro, para 204,7 milhões de euros, menos três milhões de euros do que no primeiro semestre deste ano.

Por seu lado, os capitais próprios totalizavam, no final do mês passado, cerca de 145,2 milhões de euros, mais 4,7 milhões de euros quando comparado com junho de 2018.

Os custos fixos, nos primeiros nove meses deste ano, representaram 16,6% do volume de negócios, um acréscimo em 0,8 pontos percentuais relativamente ao mesmo período de 2017.

Sediada na Maia, a Sonae Indústria dedica-se à produção de painéis derivados de madeira, estando presente em 17 países.

Em 2016, a Sonae Indústria passou a deter 50% da empresa chilena Arauco, uma das maiores produtoras mundiais de recursos florestais.

A companhia portuguesa tem ainda controlo total do negócio de painéis derivados de madeira na América do Norte, através da Tafisa Canada, e detém um negócio de laminados e componentes, bem como vários ativos imobiliários na Europa.

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