MP quer saber quanto receberam Mexia e Manso Neto desde que estão na EDP

  • ECO
  • 5 Janeiro 2020

Os procuradores do "caso EDP" tencionam averiguar o montante total de salários, prémios e regalias que António Mexia e Manso Neto receberam desde 2006, altura em que entraram no board da elétrica.

O Ministério Público (MP) quer saber quanto recebeu António Mexia e João Manso Neto durante o período em funções na administração da EDP.

Concretamente, os procuradores pretendem calcular o montante total dos salários, prémios e regalias que os dois gestores receberam da empresa desde 2006, altura em que assumiram funções.

A notícia foi avançada este domingo pelo Correio da Manhã (acesso pago), que refere que os salários dos dois gestores — respetivamente, presidente do conselho de administração executivo, e membro desse mesmo conselho — estão “na mira da justiça”.

Segundo o jornal, a informação está no despacho em que o MP indica os factos imputados a João Conceição ex-assessor de Manuel Pinho, então ministro da Economia do Governo de José Sócrates. João Conceição foi interrogado em novembro.

O Correio da Manhã aponta que a intenção de calcular o montante total pago aos dois gestores prende-se com os alegados benefícios indevidos que terão sido atribuídos à EDP enquanto Manuel Pinho estava no Governo. Pinho e Conceição terão beneficiado “indevidamente” em “cerca de 1,2 mil milhões de euros os interesses da EDP”, suspeita o MP.

Manuel Pinho e João Conceição têm vindo a negar estas acusações, assim como António Mexia e João Manso Neto.

Sabe-se que, no período de 12 anos entre 2006 e 2018, António Mexia, que se mantém à frente da elétrica portuguesa, foi remunerado em mais de 22 milhões de euros pelo exercício das funções, enquanto Manso Neto, que também é líder da EDP Renováveis, recebeu mais de 14 milhões nesse período. Estes números estão nos relatórios sobre o governo da sociedade, publicados pela empresa.

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