Apritel perplexa com conclusões da Anacom sobre preços das telecomunicações

  • Lusa
  • 28 Fevereiro 2020

Pedro Mota Soares, secretário-geral da associação que representa as operadoras, disse ver com "perplexidade" a análise da Anacom que concluiu que os preços das comunicações em Portugal têm aumentado.

A associação de operadores de telecomunicações (Apritel) disse ver com “perplexidade” o regulador a afirmar que os preços das telecomunicações são mais caros em Portugal do que na União Europeia, conclusão que não tem em conta “critérios fundamentados”.

“É com perplexidade que vemos o regulador do setor fazer afirmações e retirar conclusões que não estão corretas e que não levam em conta os critérios bem fundamentados” do estudo realizado pela Deloitte para a Apritel, “não contribuindo para o adequado esclarecimento dos consumidores”, afirmou, numa nota enviada à Lusa, o secretário-geral da associação, Pedro Mota Soares.

É com perplexidade que vemos o regulador do setor fazer afirmações e retirar conclusões que não estão corretas.

Pedro Mota Soares

Secretário-geral da Apritel

Em causa está uma análise da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), divulgada esta quinta-feira, que avança que os preços das telecomunicações em Portugal “aumentam mais e são mais caros” do que na União Europeia.

“Entre 2009 e 2019, os preços das telecomunicações em Portugal aumentaram 7,6%, enquanto na União Europeia diminuíram 9,9%”, adiantou a Anacom, num comunicado relativo à análise do tema no mercado português “sob a forma de resposta” a nove questões. “A diferença estreitou-se em 2019 devido à entrada em vigor do regulamento europeu que reduziu os preços das chamadas intra-UE”, referiu o regulador.

“De acordo com os estudos de comparações internacionais de preços de telecomunicações promovidos por instituições independentes (Comissão Europeia, OCDE, UIT), os preços dos serviços móveis, dos serviços individualizados de Internet e de pacotes de serviços para níveis de utilização mais reduzidos encontram-se acima da média dos países considerados”, acrescentou.

Na sequência desta análise, a Apritel disse estar a estudar “em detalhe o documento”, garantindo que “não deixará de se pronunciar”.

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