“A crise foi ultrapassada”, diz Centeno

  • ECO
  • 14 Maio 2020

O ministro das Finanças viu-se envolvido numa polémica devido à injeção de capital no Novo Banco, mas já terá esclarecido a situação com António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de um comunicado do primeiro-ministro e outro do Presidente da República, Mário Centeno vem garantir que “a crise foi ultrapassada”, em declarações ao Expresso (acesso livre). O ministro das Finanças viu-se envolvido numa polémica devido ao pagamento de um cheque de 850 milhões de euros ao Fundo de Resolução para a injeção de capital no Novo Banco, mas já terá esclarecido a situação com António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

O caso teve início na semana passada, quando António Costa prometeu no Parlamento que o Governo não daria ordem para a transferência sem estar concluída e serem conhecidos os resultados de uma auditoria em curso. No entanto, a transferência já tinha sido concretizada com a aprovação do Ministério das Finanças.

Mário Centeno referiu que se tratou de uma “falha de comunicação” com o primeiro-ministro. Costa não se pronunciou, mas Marcelo Rebelo de Sousa demonstrou o seu desagrado durante uma visita conjunta com Costa à Autoeuropa, onde afirmou que o primeiro-ministro “esteve muito bem no Parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse a as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse a conclusão da auditoria” ao Novo Banco.

Mais tarde, nesta quarta-feira, Costa e Centeno estiveram reunidos em São Bento, numa reunião que durou cerca de três horas. Depois desse encontro, o primeiro-ministro emitiu um comunicado onde “reafirma publicamente a sua confiança pessoal e política” em Centeno, garantindo que ficou esclarecida a “falha de comunicação” em torno da autorização do “cheque” para o Novo Banco.

Entretanto, Centeno disse ao Expresso que o Presidente da República lhe ligou para esclarecer a questão, dizendo que “foi um equívoco”. Ainda assim, numa nota publicada no portal da Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa mantém a posição de divergência com a decisão do ministro das Finanças.

(Notícia atualizada às 15h20)

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