Acordo comercial entre China e a UE é possível até ao final do ano

  • Lusa
  • 30 Agosto 2020

"Temos a possibilidade de os concluir até ao final do ano. É necessário fazê-lo passo a passo", disse o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi.

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, estima ser possível a conclusão de um acordo comercial da China com a União Europeia (UE) sobre investimentos até ao final do ano, durante uma conferência em Paris.

Exaltando as ligações entre a China e a Europa, que, segundo o ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, têm “a responsabilidade” de trabalhar em conjunto para “um mundo mais estável”, o governante disse estar a “pensar, nomeadamente, em acordos de investimento”, em negociação há vários anos.

“Nós temos a possibilidade de os concluir até ao final do ano. É necessário fazê-lo passo a passo”, disse Wang Yi, citado pela AFP, numa conferência no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), em Paris, no quadro de uma visita à Europa que visa reforçar as ligações chinesas com o continente, numa altura em que as tensões chinesas com os Estados Unidos são fortes.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou que a Europa e a China têm “duas tradições de abertura política, importantes para evitar que a burocracia interfira nos detalhes técnicos”.

Na sexta-feira, ao receber o chefe da diplomacia chinesa no Palácio do Eliseu, o presidente francês, Emmanuel Macron, evocou a agenda comum com a Alemanha e os restantes parceiros europeus mais próximos, sublinhando a importância de construir uma parceria “sólida e equilibrada”, com base nos princípios da reciprocidade e nas regras multilaterais.

A China e a UE negoceiam há sete anos um acordo sobre a proteção de investimentos estrangeiros entre as duas partes, o que gera várias preocupações aos Estados Unidos, no âmbito da sua ‘guerra’ comercial com a China.

As preocupações norte-americanas versam sobre o respeito pela propriedade intelectual, o fim das transferências de tecnologia, impostas às empresas estrangeiras, e subvenções dadas a empresas públicas chinesas.

Em maio, o embaixador da União Europeia em Pequim, Nicolas Chapuis, indicou que a UE esperava chegar a um acordo em setembro acerca dos investimentos estrangeiros, algo que considerou “chave” para a retoma mundial, esperada depois da pandemia de covid-19.

No entanto, em junho, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez referência a uma relação “difícil” entre as duas partes, afirmando que desejava “mais ambição da parte da China para concluir o acordo no final do ano”.

A pandemia de Covid-19 desregulou os calendários internacionais, adiando nomeadamente uma cimeira extraordinária com o presidente chinês Xi Jinping, inicialmente prevista para setembro em Leipzig, na Alemanha.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Acordo comercial entre China e a UE é possível até ao final do ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião