PSD quer moratórias do crédito prolongadas até setembro de 2021

Partido liderado por Rui Rio pede que o Governo reveja o regime das moratórias do crédito, lançado em resposta à crise provocada pela pandemia. É uma das medidas do PSD para o setor financeiro.

O “sector financeiro não é desta vez o epicentro da turbulência económica”, mas “é expectável que esta crise coloque em causa a estabilidade financeira a nível nacional e mesmo internacional”. É neste sentido que, diz o PSD, é preciso tomar medidas para salvaguardar a banca, mas também pô-la a ajudar à retoma. Uma das medidas apresentadas pelo partido tem a ver com as moratórias. O maior partido da oposição defende que o Governo prolongue as moratórias do crédito até setembro de 2021.

“O regime de moratórias é, sem dúvida, a medida com mais impacto na economia real e na evolução do sistema financeiro no futuro próximo”, diz o PSD nas propostas para o sistema financeiro nacional. Daí que, diz, o “Governo deverá iniciar imediatamente negociações com o regulador Europeu (EBA) para ser permitido prolongar o regime das moratórias até setembro de 2021 (apenas para capital em dívida e não juros e comissões)”.

Este prolongamento deverá abrange “tanto famílias e particulares como os sectores económicos mais afetados pela crise económica (identificados já pela Comissão Europeia, nomeadamente o turismo, têxtil, calçado, automóvel, entre outros)”, refere o documento assinado por Joaquim Miranda Sarmento, presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD.

O Governo aprovou em junho a extensão da moratória no crédito por mais seis meses, até março de 2021, permitindo “aliviar o esforço financeiro de famílias e empresas ao suspender os pagamentos dos créditos aos bancos durante mais tempo do que o previsto inicialmente”.

Até 30 de Junho, segundo os dados do Banco de Portugal, mais de 740 mil empréstimos beneficiavam de moratórias, representando 39 mil milhões de euros (cerca de 22% da carteira total de crédito às empresas e famílias), lembra o PSD, que considera, por isso, que o prolongamento decretado pelo Governo de Costa não chega.

Recorde-se que António Costa admitiu recentemente vir a aumentar novamente o prazo das moratórias. “As moratórias, como todas as outras medidas, vão ter de ser dinâmicas e ajustadas à realidade”, disse o primeiro-ministro em entrevista ao jornal Expresso (acesso pago).

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