Exclusivo Deloitte e Telles assinam integração e passa a Deloitte Legal & Telles
Este é o primeiro movimento multidisciplinar desde que as novas regras entraram em vigor. A Deloitte vai integrar a sua operação de Legal com a Telles. Francisco Espregueira Mendes será o líder.
A Deloitte e a Telles estão a ultimar um acordo de integração, apurou o ECO/Advocatus junto de duas fontes conhecedoras da operação, e o negócio deverá ser anunciado oficialmente . A Deloitte vai avançarem outubro com a fusão da atual Deloitte Legal (antiga CTSU) com a Telles. O managing partner será Francisco Espregueira Mendes, atual líder da Telles.
Oficialmente, nenhuma das partes confirma ainda o negócio, mas o ECO/Advocatus sabe que a Deloitte tem uma assembleia geral de sócios esta terça-feira para aprovar os termos da operação. Com a operação, nascerá a Deloitte Legal & Telles.
Em Lisboa e Porto, a Deloitte Legal conta com 60 advogados e é liderado pela managing partner, Mónica Moreira, enquanto a Telles conta com cerca de 150 advogados e 27 sócios, e uma faturação anual da ordem dos 19 milhões de euros.
Foi a Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que veio por fim à tradicional proibição das sociedades multidisciplinares com o regime jurídico das associações públicas profissionais através do artigo n.º 27. Esta norma, que foi transposta do artigo 25º da Diretiva 2006/123 do Parlamento Europeu, ditou que podem ser constituídas sociedades de profissionais que tenham por objeto principal o exercício de profissões organizadas numa única associação pública profissional, em conjunto ou separado com exercício de outras profissões ou atividades, desde que seja respeitado o regime de incompatibilidades.
No fundo as sociedades multidisciplinares são uma associação de várias profissões na mesma empresa/estrutura societária. Em termos práticos, e no caso concreto da advocacia, permite que advogados e, por exemplo, consultores, auditores ou até notários e solicitadores coexistam na mesma firma.
No caso dos advogados, pelo novo regime das associações públicas profissionais e pela nova redação do Estatuto da Ordem dos Advogados (EOA), em vigor desde abril de 2024, já podem também constituir-se através deste modelo. Artigo 212.º-A – Sociedades profissionais e multidisciplinares.
Em janeiro, a Morais Leitão anunciou a sua transição para uma sociedade multidisciplinar de profissionais, passando a ter sócios não advogados na sua estrutura. Carlos Eduardo Coelho, Diretor de Inovação e Conhecimento e agora também sócio de indústria, passou responsável por liderar os serviços de consultoria e desenvolvimento tecnológico. Já a PLMJ passou a sociedade multidisciplinar no final de 2024.
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