Franceses querem ser “campeões europeus” com Novobanco
Nicolas Namias, CEO do BPCE, reforçou o compromisso de "longo prazo" com Portugal depois de assinar a compra de 100% do Novobanco por 6,4 mil milhões de euros.

O BPCE fechou esta quarta-feira a aquisição da totalidade do capital do Novobanco, depois de assinar os contratos relativo à compra das participações detidas pelo Estado. Para Nicolas Namias, CEO do banco francês, esta operação deve servir de exemplo para a Europa construir a sua “soberania financeira” através da criação dos chamados “campeões europeus”.
“Espero que esta transação seja o exemplo na Europa, para todos os países, do que temos de fazer para assegurar a soberania financeira”, afirmou Nicolas Namias numa intervenção no Ministério das Finanças, em Lisboa, reforçando a mensagem de que o investimento de 6,4 mil milhões de euros no Novobanco representa um compromisso de “longo prazo” do BPCE em relação à economia portuguesa.
O BPCE já tinha fechado o acordo com a Lone Star (que detém 75% do banco) em agosto e agora o líder francês veio novamente a Lisboa para assinar a compra da participação de 25% que está nas mãos do Estado por via da Entidade do Tesouro e Finanças (11,5%) e Fundo de Resolução (13,5%)
Namias destacou que o negócio traduz um sinal de “profunda confiança” em Portugal — com o ministro Miranda Sarmento a assistir, o gestor francês repetiu a palavra “confiança” várias vezes — e assegurou que o BPCE manterá o seu ADN no mercado nacional: “Vamos alavancar todo o conhecimento para apoiar a economia”.
“Estamos a iniciar hoje um novo futuro para o banco, um futuro em que asseguro em que estamos no Novobanco para financiar a economia portuguesa”, comprometeu-se o gestor francês.
Namias deixou claro que o Novobanco se vai manter como um “banco português” e que continuará a desenvolver uma relação de “proximidade com os seus clientes e com o território”.
A cerimónia de assinatura dos dois contratos contou com a presença não só do ministro das Finanças e do CEO do banco francês, Nicolas Namias, mas também do Fundo de Resolução (através do seu presidente, o vice-governador Máximo dos Santos), do Novobanco (Mark Bourke e Benjamin Dickgiesser) e da Lone Star (Kambiz Nourbakhsh).
A transação só deverá ficar concluída no próximo ano, depois das autorizações regulatórias, incluindo da DG-Comp e do Banco Central Europeu (BCE).
(Notícia atualizada às 12h40)
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