Madrid aumenta capacidade de diagnóstico

  • Servimedia
  • 6 Novembro 2025

Nos últimos 3 anos, a Comunidade de Madrid registou um reforço na sua capacidade de diagnóstico, refletido num aumento do volume de exames realizados, bem como numa redução notável do tempo de espera.

De acordo com os dados do Observatório de Resultados do Serviço de Saúde de Madrid (Sermas), em 2024 foram realizados mais de 1,4 milhões de exames de diagnóstico por imagem avançada nos hospitais madrilenos, destacando-se o crescimento em tomografias computadorizadas (TC) e ressonâncias magnéticas, com aumentos de 7,4% e 20,4%, respetivamente, em comparação com 2022.

Em 2024, os hospitais madrilenos realizaram 831.052 TAC e 590.418 ressonâncias magnéticas. Estes aumentos refletem uma resposta eficiente às crescentes demandas dos cidadãos e aos avanços tecnológicos implementados no sistema de saúde madrileno

O aumento da atividade diagnóstica não só permitiu realizar mais exames, como também teve um impacto direto na redução dos tempos de espera para os exames diagnósticos. Em dezembro de 2024, o tempo médio de espera para exames diagnósticos foi de 63,8 dias, o que representa uma redução de 10 dias em comparação com o ano anterior e mais de um mês a menos do que em 2022. Um atraso médio significativamente menor no caso das tomografias computadorizadas, que ficou em 47,39 dias, e das ressonâncias magnéticas, que atingiu 48,07 dias. Esta diminuição nos tempos de espera é uma prova palpável da eficiência alcançada no sistema de saúde da região, favorecendo a acessibilidade para os pacientes e melhorando a experiência de saúde em geral.

Os hospitais de alta complexidade da Comunidade de Madrid desempenharam um papel essencial neste aumento da atividade diagnóstica. Em 2024, estes oito hospitais realizaram mais de 760 000 exames de imagem avançada, com um crescimento significativo de 11,4% em TAC e 22,3% em ressonâncias magnéticas em comparação com 2022. Estes dados refletem não só a capacidade destes hospitais para lidar com um maior volume de exames, mas também a sua eficiência na gestão de recursos e na implementação de tecnologias avançadas.

Destacam-se especialmente a Fundação Jiménez Díaz e o Clínico San Carlos, que alcançaram os maiores aumentos em ressonâncias magnéticas e TAC, com crescimentos de 37,3% e 41,5%, respetivamente. Além disso, estes hospitais destacaram-se pela sua capacidade de reduzir os tempos de espera, com a Fundação Jiménez Díaz a atingir o valor mais baixo da região, com uma espera média de apenas 11,9 dias.

O aumento da atividade diagnóstica teve um impacto direto nas listas de espera, especialmente nos hospitais de alta complexidade. Em 2024, o tempo médio de espera para ressonâncias magnéticas foi reduzido para 63,8 dias, enquanto o das tomografias computadorizadas caiu para 41,5 dias. A Fundação Jiménez Díaz, Puerta de Hierro e Clínico San Carlos foram os hospitais que registraram os menores tempos de espera, com uma redução de mais de 30% em comparação com 2022.

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